República da Irlanda | economia

Economia

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Centro Internacional de Serviços Financeiros, em Dublin

Desde os anos 1980, a economia irlandesa deixou de ser predominantemente agrícola e transformou-se em uma economia moderna focada em indústrias de alta tecnologia e serviços. O país adotou o euro em 2002, juntamente com onze outros Estados-membros da UE.[49] O país é fortemente dependente de investimento estrangeiro direto e tem atraído várias empresas multinacionais, devido a uma força de trabalho altamente qualificada e uma taxa de impostos baixa.[50]

Algumas empresas, como a Intel, investiram na Irlanda durante o final dos anos 1980, mais tarde seguida pela Microsoft e pelo Google. A Irlanda é classificada como sétima economia mais livre no mundo, segundo o Índice de Liberdade Econômica. Em termos de PIB per capita, a Irlanda é um dos países mais ricos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e da União Europeia (UE). No entanto, o país está abaixo da média da OCDE em termos de PNB per capita. O PIB é significativamente maior que o PNB devido à grande quantidade de empresas multinacionais com sede na Irlanda.[50]

A partir no início dos anos 1990, o país experimentou um crescimento econômico sem precedentes que foi alimentado por um aumento dramático em construção, gastos do consumidor e investimento, o que ficou conhecido como o período do Tigre Celta. O ritmo de crescimento abrandou em 2007 e levou à explosão de uma bolha imobiliária que havia se desenvolvido ao longo do tempo.[51] A queda abrupta dos preços das propriedades revelou a sobre-exposição da economia sobre a construção e tem contribuído para a manutenção da crise bancária irlandesa. A Irlanda entrou oficialmente em recessão em 2008, após vários meses consecutivos de contração econômica.[52]

A Spire of Dublin simboliza a modernização e o crescimento econômico da Irlanda.

A economia do país se contraiu -1,7% em 2008, -7,1% em 2009 e -1% em 2010. O país saiu oficialmente da recessão em 2010, quando foi auxiliado por um forte crescimento, de 6,9%, nas exportações do primeiro trimestre.[53] No entanto, devido a um aumento significativo no custo dos empréstimos e recapitalização bancária, a Irlanda aceitou 85 bilhões * de euros do programa de assistência da União Europeia, do Fundo Monetário Internacional (FMI) e de empréstimos bilaterais do Reino Unido, Suécia e Dinamarca.[54] Algumas previsões estimam que a Irlanda irá crescer 0,9% em 2011 e 2,2% em 2012.[55]

Embora as corporações multinacionais dominem setor de exportações da Irlanda, esse setor econômico contribui significativamente para a renda nacional. O país é um dos maiores exportadores de produtos farmacêuticos, softwares e serviços relacionados no mundo, além de ser o sétimo maior produtor de concentrados de zinco e o décimo segundo maior produtor de concentrados de chumbo. O país também tem depósitos significativos de gipsita, calcário e quantidades menores de cobre, prata, ouro, barita e dolomita.[49]

Outras exportações incluem produtos agro-alimentares, gado, carne, produtos lácteos e alumínio. As principais importações da Irlanda incluem equipamentos de informática, produtos químicos, petróleo e produtos petrolíferos, têxteis e vestuário. A diferença entre as exportações (€ 89,4 bilhões) e importações (€ 45,5 bilhões) resultou em um superávit comercial anual de 43,9 bilhões em 2010, o maior superávit comercial em relação ao PIB alcançado por qualquer Estado-membro da UE.[56]

A UE é de longe o parceiro comercial mais importante do país, respondendo por 57,9% das exportações e 60,7% das importações irlandesas. O Reino Unido é o parceiro comercial mais importante no âmbito da UE, respondendo por 15,4% das exportações e 32,1% das importações. Fora da UE, os Estados Unidos responderam por 23,2% das exportações e 14,1% das importações em 2010.[56]