Rastreio | critérios

Critérios

  1. O rastreio deve mudar a conduta de um caso
  2. O exame realizado para o rastreio deve ser aceito pelo paciente e comunidade
  3. O exame deve ser barato, fácil de usar, rápido, indolor e pouco constrangedor
  4. O exame deve ter alta sensibilidade (a especificidade é importante, mas é secundária)
  5. O rastreio deve ser custo-efetivo

O rastreio deve mudar o desfecho da doença

Um exame só se justifica se ele muda a história natural da doença. Nem toda doença diagnosticada precocemente tem tratamento ou nem todo tratamento é efetivo. Muitos tratamentos podem ser piores que a própria doença; podem ser muito caros ou penosos para os pacientes, tanto físico como emocionalmente. Vale lembrar que testes dão falsos resultados para mais e para menos, e muitas vezes podemos estar tratando uma falsa doença.

Muitos argumentam que mesmo sem tratamento, uma pessoa tem o direito de saber-se doente para, por exemplo, planear melhor e com antecedência para um determinado desfecho. Muitos relatam que a percepção da vida muda com um diagnóstico. Contudo, devemos considerar também que muitos pacientes sofreriam por antecipação com determinada estratégia.

Além disso, muitos exame não mudam a conduta ou o tratamento em determinados casos.

O rastreio deve ser aceito pelo paciente

O rastreio deve ser um exame fácil, rápido, barato, indolor e que não seja constrangedor para o paciente. Deve ainda, errar pouco (todos os testes erram para mais ou para menos). É difícil juntar todas essas características.