Rastreio | princípios

Princípios

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou as diretrizes de rastreio em 1968, mas elas continuam sendo aplicáveis atualmente.[2]

  1. A condição precisa ser um importante problema de saúde.
  2. A condição deve possuir tratamento.
  3. Deve haver facilidades de diagnóstico e tratamento.
  4. A doença precisa ter um estágio latente.
  5. Deve haver um exame diagnóstico para a condição.
  6. Este exame deve ser aceitável pelo paciente.
  7. A história natural da doença deve ser adequadamente compreendida.
  8. Deve haver um política de tratamento definida.
  9. O custo de encontrar os casos deve ser economicamente favorável em relação ao custo do tratamento tardio.
  10. A busca de novos casos deve ser contínua, e não um processo "de uma vez por todas".

Em 2008, devido a novas tecnologias genômicas, a OMS publicou uma síntese com os critérios de rastreamento propostos durante os 40 anos anteriores.[3]:

  • O programa de rastreamento deve responder a uma necessidade conhecida;
  • Os objetivos do rastreamento deve ser definidos de início;
  • Deve existir uma população alvo definida;
  • Deve existir evidência científica da eficácia do programa de rastreamento;
  • O programa deve integrar educação, teste, serviços clínicos e o gerenciamento do programa;
  • Deve existir qualidade, com mecanismos para minimizar os riscos em potencial do rastreamento;
  • O programa deve garantir escolha informada, confindecialidade e respeito pela autonomia;
  • O programa deve promover a igualdade e acesso ao rastreamento a toda população alvo.
  • Os benefícios do rastreamento devem superar os malefícios.