Ludwig Boltzmann | vida privada

Vida privada

Casamento e família

Henriette von Aigentler e Ludwig Boltzmann como noivos em 1875.

No ano 1873, por ocasião da excursão anual à institução de ensino de professoras, Boltzmann conheceu Henriette von Aigentler, que na época tinha 18 anos. Henriette nasceu dia 16 de novembro de 1854 em Stainz e era membro de uma família austríaca renomada. Seu pai Hugo era jurista e morreu já em 1864, quando Henriette tinha nove anos. Dia 30 de dezembro de 1873 também morreu sua mãe Henrika. Tornando-se orfã, Henriette recebeu subsídio da família do burgomestre de Graz, Wilhelm Kienzl, pai do compositor Wilhelm Kienzl.[48]

Henriette frequentou a institução de ensino de professoras e intentou ser professora de matemática e física, o que tornou necessária a sua participação nas palestras na Universidade de Graz. Contudo, a presença de mulheres não era autorizada na época. Repetidas vezes pediu conselhos e apoio de Boltzmann em assuntos de estudos universitários. Ela conseguiu superar todas as dificuldades e frequentar as aulas de matemática, ciências naturais e filosofia como estudante extraordinária, e como primeira estudante feminina da Universidade de Graz. Dia 27 de setembro de 1875, Boltzmann a enviou uma carta com seu pedido em casamento,[49] o qual ela aceitou imediatamente.[50] O casamento foi celebrado dia 17 de Julho de 1876, na igreja paroquial de Graz. Casada, Henriette terminou seus estudos.

Henriette e Ludwig Boltzmann tiveram cinco filhos. Quatro filhos nasceram em Graz, a filha mais jovem nasceu em Munique:[51]

  • Ludwig Hugo Boltzmann (1878-1889), primeiro filho de Boltzmann, morreu em Graz, aos onze anos, por consequência de apendicite
  • Henriette Boltzmann (1880-1945), professora
  • Arthur Ludwig Boltzmann (25 de maio de 1881-6 de novembro de 1952) estudou física, engenharia mecânica e eletrotécnica. Depois de primeira guerra mundial, foi nomeado diretor da administração federal de levamento topográfico, medidas e pesos. Sua mulher Pauline Boltzmann foi filha do médico especialista de laringe, Ottokar von Chiari, que havia tratado Boltzmann. Este casal tinha tres filhos, Ludwig (caiu em combate na Segunda Guerra Mundial, em 1943, cerca de Smolensk), Ilse Fasol-Boltzmann (casada com Karl Heinz Fasol) e Helga Boltzmann (casada com Hans Rodinger).
  • Ida Boltzmann (1884-1910) estudou matemática e física.
  • Elsa Boltzmann (4 de agosto de 1891-27 de agosto de 1965) recebeu educação de fisioterapeuta na Suécia. Dia 12 de Julho de 1920 ela se casou com o físico Ludwig Flamm, um orientado do seu pai. Recebeu um telegrama de felicitações de Albert Einstein. O casal tinha quatro filhos, Maria, Werner, Eilhard e Dieter.

Depois da morte do seu marido, Henriette vivia 32 anos mais e morreu dia 3 de dezembro de 1938, em Viena.

Boltzmann no julgamento dos seus contemporâneos e alunos

Boltzmann era considerado um orador excelente. Muitos ouvintes das suas aulas elogiaram a clareza, a elegância estranha e a inteligibilidade das suas explicações.[52] Lise Meitner escreveu que ele foi um conferencista extraordinário, animado e espirituoso, discutindo com vivacidade, … com a capacidade de transferir seu entusiasmo aos ouvintes.[53] Pelo contrário, as suas investigações científicas extensivas e palavrosas foram consideradas de ser dificilmente compreensíveis, não só por causa das suas fundamentações matemáticas exigentes. O julgamento de Maxwell é muito conhecido: Os estudos de Boltzmann não me permitiram de compreendê-lo. Ele não me compreendeu por causa da minha concisão, emquanto sua exaustividade foi um obstáculo para mim.[54] Einstein forneceu a regra do teorético genial L. Boltzmann de deixar o assunta da elegância aos cortureiros e sapateiros.[55]

Existen numerosas anedotas que ilustram a falta de discurso social de Boltzmann. No ano de 1944, Stefan Meyer comentou em uma carta escrita a Hans Benndorf que as invitações à casa dos Boltzmann são inesquecíveis por causa da sua ingenuidade e falta de jeito incríveis. Na mesma carta adimite que julgar Boltzmann a título de estas historinhas conduz a uma imagem errada e distorcida do grande e excelente cientista. Ele não foi um erudito importante, mas apesar de toda sua estranheza, ele foi um homem de bom coração, de forte sentimento de solidariedade familiar e de benevolência para os outros.[56] No seu laudo necroscópico, Ostwald escreveu que Boltzmann era um homem de forte persipácia matemática que não deixou escapar nem a menor incoerência matemática. O mesmo homem, na vida diária, era de uma ingenuidade e inexperiência de uma criança.[57] Wilhelm Kienzl escreveu: Ele teve uma educação muito boa, ao mesmo tempo a ingenuidade do seu caráter era notável e infantil.[57] Gerhard Kowalewski, que conheceu com Boltzmann durante do seu professorado em Leipzig, notou: A filantropia foi um traço essencial do seu caráter.[58] O comentário de Lise Meitner foi parecido: Um jeito suave, vulnerável e delicado … cheio de bondade, fé nos ideais e reverência das maravilhas das leis naturais.[53]