Hungria | economia

Economia

Notas e moedas do florim húngaro
Fábrica de Audi TT em Győr
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Durante o Império Austro-Húngaro, a Hungria foi o principal território utilizado para a agricultura. As vastas planícies que cobrem 90% do país e as terras férteis em abundância, comum nessa parte da Europa, favoreceram o intensivo uso da agricultura em toda a sua história. Durante o período socialista, a agricultura foi mecanizada e modernizada. Mas com o fim da URSS, a agricultura húngara perdeu o apoio que tinha do estado e sofreu de uma crise, só igualando a sua produção de 16 milhões de toneladas de grãos no século XXI.

Durante o regime socialista, a Hungria passou também por uma forte industrialização, através de projetos que usufruiam melhor os abundantes recursos naturais do país. Na década de 1980, a Hungria foi considerada o país mais moderno industrialmente, exportando bens de consumo até para grandes países industrializados como Alemanha e Estados Unidos.

Depois da queda do regime socialista, com o fim da União Soviética, o país sofreu um baque com a entrada e adaptação ao regime capitalista. No entanto, devido à sua economia já ser voltada à exportação, o país sofreu um menor viés em sua economia do que os outros países ex-soviéticos.

Entre 1990 e 1993, a economia húngara recuou 18%, frente à, por exemplo, 40% da Bulgária. Em 1994, após algumas reformas econômicas reagiu e, desde 1996 a taxa média de crescimento do PIB é de 4,3%. Em 2006, o PIB fechou em 197,1 bilhões de dólares,[35] sendo 80% vindo de capital privado e fortemente influenciado pelas altas taxas de capital estrangeiro aplicada no país.

Atualmente, a maior parte do PIB da Hungria vem da área de serviços, que sofreu um forte crescimento na década de 1990 com a capitalização da economia. A inflação e o desemprego diminuiram substancialmente desde 1998 - era de 13%, hoje é 7,4%. As medidas de reforma econômica, tais como a reforma da saúde, tributária e do financiamento da administração local, ainda não foram postas em prática pelo atual governo. Em 1 de janeiro de 2004, junto com outros países do leste, a Hungria entrou na União Europeia e o país prepara a economia para a adoção do euro, fato que se previa inicialmente ocorrer entre 2010 e 2014.[36]

Turismo

Banho medicinal em Héviz, Zala

O país é um popular destino turístico europeu. A indústria do turismo aumentou quase 7% entre 2004 e 2005.[37] Os visitantes de outros países europeus compreendem mais de 98% dos turistas que vão para a Hungria. Áustria, Alemanha e Eslováquia são os maiores emissores de visistantes.[38] A maioria dos turistas chega ao país de carro e fica por curtos períodos de tempo.[39]

Budapeste tornou-se uma das atrações turísticas mais populares da Europa Central na década de 1990.[38] Entre as principais atrações da cidade estão Castelo de Buda, que abriga vários museus, a Igreja de Matias[40] e o Edifício do Parlamento.[38] A cidade tem muitos museus, três casas de ópera, além de banhos termais.[40] O Castelo de Buda, os diques do rio Danúbio e de toda a Avenida Andrássy são reconhecidos como um Património Mundial pela UNESCO.[41]

A Hungria mais de 1 300 nascentes termais, um terço das quais são usados em spas em todo o país. As fontes termais húngaras e a cultura do spa são promovidas aos turistas. Só a França, o Japão, a Sérvia, a Islândia e a Itália têm capacidade de água termal similar. Os banhos termais têm sido utilizados na Hungria há 2 000 anos para higiene, relaxamento e atenuação de dores. Os romanos foram os primeiros a usar águas termais da região, no século I, quando construíram banheiros nas margens do Danúbio.[42]

Panorama de Budapeste à noite