Walter Benjamin

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Walter Benjamin
Fotografia de Walter Benjamin em 1928.
Nascimento15 de julho de 1892
Berlim, Alemanha
Morte27 de setembro de 1940 (48 anos)
Portbou, Espanha
Nacionalidadealemão
Ocupação
Influências
Influenciados
Principais trabalhos
Principais interesses

Walter Benedix Schönflies Benjamin (Berlim, 15 de julho de 1892Portbou, 27 de setembro de 1940) foi um ensaísta, crítico literário, tradutor, filósofo e judeu alemão. Associado à Escola de Frankfurt e à Teoria Crítica, foi fortemente inspirado tanto por autores marxistas, como Bertolt Brecht, como pelo místico judaico de Gershom Scholem. Entre as suas obras mais conhecidas, contam-se A Obra de Arte na Era da Sua Reprodutibilidade Técnica (1936), Teses Sobre o Conceito de História (1940) e a monumental e inacabada Paris, Capital do século XIX, enquanto A Tarefa do Tradutor constitui referência incontornável dos estudos literários.

Biografia

Walther Benjamin nasceu no seio de uma próspera família judaica, em 1892. Filho de Emil Benjamin e de Paula Schönflies Benjamin, comerciantes de produtos franceses. Na adolescência Benjamin, perfilhando ideais socialistas, participou no Movimento da Juventude Livre Alemã, colaborando na revista do movimento. Nesta época nota-se uma nítida influência de Nietzsche em suas leituras. Em 1915, conhece Gershom Gerhard Scholem de quem se torna muito próximo, devido ao gosto comum pela arte e pela religião judaica, que ambos estudavam. Em 1919, defende tese de doutorado, A Crítica de Arte , no Romantismo Alemão, que foi aprovada e recomendada para publicação. Em 1925, Benjamin constatou que a porta da vida acadêmica estava fechada para ele, tendo a sua tese de livre-docência, Origem do Drama Barroco Alemão, sido rejeitada pelo Departamento de Estética da Universidade de Frankfurt.[1]

Conhecedor profundo da língua e cultura francesas, traduziu para o alemão importantes obras como Quadros Parisienses de Charles Baudelaire e Em Busca do Tempo Perdido de Marcel Proust. O seu trabalho, combinando ideias aparentemente antagônicas do idealismo alemão, do materialismo dialético e do misticismo judaico, constitui um contributo original para a teoria estética. Nos últimos anos da década de 1920, o filósofo judeu interessa-se pelo marxismo, e juntamente com o seu companheiro de então, Theodor Adorno, aproxima-se da filosofia de Georg Lukács. Por esta altura e nos anos seguintes publica resenhas e traduções que lhe trariam reconhecimento como crítico literário, entre elas as séries sobre Charles Baudelaire.

Refugiou-se na Itália de 1934 a 1935. Neste momento cresciam as tensões entre Benjamin e o Instituto para Pesquisas Sociais, associado ao que ficou conhecida como Escola de Frankfurt, da qual Benjamin foi mais um inspirador do que um membro. Em 1940, ano da sua morte, Benjamin escreve a sua última obra, considerada por alguns como o mais importante texto revolucionário desde Marx; por outros, como um retrocesso no pensamento benjaminiano: as Teses Sobre o Conceito de História. Em Portugal, acaba de ser editado um livro com um conjunto significativo de textos que permitem conhecer o seu pensamento: “Imagens de Pensamento” (edição da Assírio e Alvim).