Tuvalu
English: Tuvalu

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Tuvalu
Bandeira do Tuvalu
Brasão de Armas do Tuvalu
BandeiraBrasão de armas
Lema: "Tuvalu mo te Atua" (Tuvalu para o todo poderoso)
Hino nacional: Tuvalu mo te Atua
Gentílico: tuvaluano(a)[1]

Localização do Tuvalu

Localização do Tuvalu
CapitalFunafuti
Cidade mais populosaFunafuti
Língua oficialInglês
tuvaluano
GovernoMonarquia constitucional
 - MonarcaIsabel II
 - Governador-geralIakoba Italeli
 - Primeiro-ministroKausea Natano
Independênciado Reino Unido 
 - Data1 de outubro de 1978 
 - Constituição1978 
Área 
 - Total26 km² (191.º)
 - Água (%)Insignificante
População 
 - Estimativa para 200912.273 hab. (195.º)
 - Censo 20029561[2] hab. 
 - Urbana54% hab. 
 - Densidade450 hab./km² (14.º)
PIB (base PPC)Estimativa de 2007
 - TotalUS$ 86,45 bilhões 
 - Per capitaUS$ 1600 (161.º)
IDH (2013)0,590 (178.º) – médio[3]
MoedaDólar tuvaluano e dólar australiano (TUV)
Fuso horárioUTC +12
 - Verão (DST)vários
Climatropical húmido, equatorial
Org. internacionaisComunidade Britânica, ONU
Cód. ISOTUV
Cód. Internet.tv
Cód. telef.+688
Website governamentalwww.gov.tv

Mapa do Tuvalu

Tuvalu (pronúncia em português[tuvaˈlu]; pronúncia em inglês[tuːˈvɑːluː, ˈtuːvəluː]) é um Estado da Polinésia formado por um grupo de nove ilhas e atóis, antigamente chamado Ilhas Ellice. Tem fronteiras marítimas com o Kiribati, a norte e a nordeste; com o território neozelandês de Tokelau, a leste; com Samoa, a sudeste; com o território francês de Wallis e Futuna a sul; e com Fiji, também a sul. Fica estrategicamente localizado no sul da Oceania. A oeste o vizinho mais próximo são as Ilhas Salomão, mas a distância entre os dois grupos de ilhas é considerável (cerca de 900 quilômetros).

O atol de Funafuti, principal centro do arquipélago, é formado por mais de 30 ilhas. 92% da população é tuvaluana, já 8% é formada por outros grupos polinésios, principalmente os que vêm de Kiribati.

Tuvalu divide-se administrativamente em nove ilhas.

O nome "Tuvalu" significa "grupo de oito", na língua tuvaluana, e simboliza suas oito ilhas que originalmente eram habitadas.

História

Ver artigo principal: História de Tuvalu

Os primeiros habitantes chegam provavelmente no século XIV, provenientes de Samoa. Os atóis de coral que compõem Tuvalu eram inicialmente uma colônia espanhola, denominada Ilhas de Laguna. Com o nome de Ilhas Ellice, tornam-se protetorado britânico em 1892. A possessão é unida a outro arquipélago, em 1915, ao formar a Colônia das Ilhas Gilbert e Ellice (atual Kiribati). Em 1978 tornam-se independentes, com o nome de Tuvalu. A nação adota uma nova bandeira em 1995 e elimina dela o símbolo da Comunidade Britânica. A medida provoca insatisfação popular contra o primeiro-ministro Kamuta Latasi. Em 1996, um voto de desconfiança no Parlamento derruba Latasi, e Bikenibeu Paeniu é eleito para o cargo, restaurando a bandeira anterior. Paeniu renuncia em 1999 e é substituído por Ionatana Ionatana.

Em 2000, é iniciada a concessão, pelo país, do direito de uso de seu domínio na internet, .tv, a uma empresa norte-americana. O acordo que prevê o pagamento de 50 milhões de dólares em royalties durante dez anos, deve fazer o Produto Interno Bruto (PIB) do país crescer mais de 50% no período. Ionatana morre em dezembro de 2000.

Em 2003, o primeiro-ministro Saufatu Sopoanga é acusado pela oposição de protelar a convocação do Parlamento, a fim de evitar uma votação de uma moção de desconfiança contra seu governo, suspeito de má utilização do dinheiro público. No ano seguinte, é aprovada a moção de desconfiança que põe fim no governo de Soaponga. O chefe de governo passa a ser Maatia Toafa. Em 2005, Filoimeia Telito assume o cargo de governador-geral. Após as eleições gerais de 2006, Apisai Ielemia é escolhido novo primeiro-ministro.

Em setembro de 2007, Tavau Teii, o vice-primeiro-ministro, declara que os grandes poluidores mundiais devem indenizar Tuvalu, em virtude dos impactos das mudanças climáticas no arquipélago. Teii sugere, em encontro da ONU sobre o aquecimento global, que o auxílio a países vulneráveis da região venha de impostos sobre viagens aéreas e fretes de cargas marítimas.

A Segunda Guerra Mundial em Tuvalu

A Segunda Guerra Mundial atingiu o Oceano Pacífico em dezembro de 1941 quando os japoneses atacaram a base militar de Pearl Harbor no Havaí. Com potente armamento militar, o objetivo do Império Japonês era conquistar todo o sudeste asiático e invadiram também as Ilhas Salomão. Kiribati também foi conquistado pelos japoneses, que não encontraram resistência no local. Todos os movimentos dos japoneses eram observados pelos coastwatchers, ou observadores costeiros que enviavam relatórios aos americanos permitindo aos mesmos a confecção de estratégias militares.

De Kiribati, os japoneses partiram para o sul em Tuvalu, mas as perdas na Batalha de Midway atrasaram os planos. O que permitiu aos americanos tomar a ilha pelo norte, o que foi tão bem guardado, que os japoneses só foram saber da ocupação em março de 1943, quase 5 meses depois do inicio das ocupações. Num período de quase seis meses (27 de Março à 17 de Novembro de 1943) os japoneses atacaram o arquipélago nove vezes, a primeira, de assalto, matou um civil e seis americanos, não causando, assim, danos consideráveis.

Alguns americanos não morreram em batalhas, mas por infortúnios, como testes com aviões e por uma tempestade que fez desaparecer um esquadrão inteiro com quatro aviões em janeiro de 1944.

Em meados de 1944, a guerra mudou de localização, mais para o norte e os soldados começaram a desocupar a ilha, que chegou a hospedar 6000 soldados, que partiram levando todos os equipamentos que trouxeram consigo.

Após a desocupação da ilha, a população sofreu com a falta de produtos básicos, na época, como tabaco, querosene, pano e farinha devido a dificuldade no acesso às ilhas.

A Segunda Guerra Mundial foi um breve e dramático episódio na história de Tuvalu, impactando diretamente no quotidiano das pessoas. Pôs fim ao regime colonial e foi fundamental para que fosse declarada a independência de Tuvalu.

Ameaça de desaparecimento

Devido ao aquecimento global, o pequeno território do país corre o risco de ser submerso pelas águas oceânicas. Tal risco tem sido muito divulgado pelos ambientalistas como um exemplo das consequências das emissões descontroladas de gases poluentes na atmosfera terrestre causadores do efeito estufa. Grande parte das ilhas não passam dos 7 metros de altura.