Tiberíades
English: Tiberias

Tiberíades
Coat of arms of Tiberias.png
Brasão de armas de Tiberíades
Hebraicoטְבֶרְיָה
Árabeطبرية
SignificadoCidade de Tibério
Fundada em18
GovernoCidade
DistritoNorte
Coordenadas32° 47′ N, 35° 31′ L
População39.700 (2007)
Jurisdição10.872 dunans (10,872 km²)
PrefeitoRon Cobi[1]
Websitewww.tiberias.muni.il

Tiberíades ou Tiberíade (em hebraico: טְבֶרְיָה‎, transl. Tveryah; em árabe: طبرية‎, transl. Ṭabariyyah) é uma cidade no norte de Israel e conta com cerca de 39.900 habitantes. Está situada às margens do mar da Galileia, o qual é conhecido também por mar ou lago de Tiberíades (em hebraico כנרת, Kinneret). Foi denominada em honra ao imperador romano Tibério.

É uma das quatro cidades sagradas no judaísmo, junto com Jerusalém, Hebrom e Safed. Na tradição judaica, está associada ao elemento "água". Durante a época das cruzadas foi sede de um principado homónimo, também chamado de Principado da Galileia.

Sob o domínio romano

Tiberíades foi fundada por volta do ano 20, pelo tetrarca da Galileia e Pereia, Herodes Antipas, filho de Herodes, o Grande, que fez dela a sede de seu governo. Segundo uma tradição (possivelmente lendária), ela foi edificada sobre as ruínas da aldeia israelita de Rakkat,[2] mencionada no livro de Josué.[3]

O nome escolhido para a cidade foi uma homenagem ao imperador romano Tibério, e embora, por muitos anos, os judeus tradicionalistas a evitassem, devido ao seu nome e à sua cultura helenizada, ela acabaria se tornando um dos quatro maiores centros do judaísmo.

Sob o Império Romano, a cidade era conhecida por seu nome grego Τιβεριάς, e seu prestígio tornou-se tão grande que o mar da Galileia logo teve seu nome trocado para mar de Tiberíades (embora os judeus ortodoxos continuassem a chamá-lo pelo seu nome tradicional: "Yam Ha-Kinerett").

Com a deposição de Herodes Antipas (exilado por Calígula), a cidade, juntamente com toda a tetrarquia, foi incorporada ao reino de Herodes Agripa I (ano 61) e, mais tarde, ao de Herodes Agripa II.

Durante a primeira guerra judaico-romana, Tiberíades foi ocupada pelo exército rebelde, comandado por Flávio Josefo, que autorizou a destruição do palácio de Antipas, mas foi incapaz de impedir que a cidade fosse saqueada por seus soldados. Quando os romanos reconquistaram o domínio da Galileia, ela foi poupada porque, apesar de ter sido governada pelos rebeldes judeus, sua população, predominantemente helênica, manteve-se fiel a Roma.

Em 150, ao fim da Terceira guerra judaico-romana, o Sinédrio - o tribunal judaico -, que fugira de Jerusalém, decidiu instalar-se em Tiberíades, decisão que viria a tornar a cidade um foco da erudição religiosa judaica. A Mishná (chamada de "Torá Oral") provavelmente foi compilada em Tiberíades, pelo rabino Judá HaNasi, em torno de 200. Treze sinagogas foram instaladas na cidade, para atender às necessidades espirituais de uma crescente população judaica