The X-Files

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Disambig grey.svg Nota: Para o primeiro filme da série de TV, veja The X-Files (filme). Para o segundo filme, veja The X-Files: I Want to Believe.
The X-Files
Ficheiros Secretos (PT)
Arquivo X (BR)
Informação geral
FormatoSérie
Gêneroficção científica, terror, suspense, drama
Duração45 minutos
Criador(es)Chris Carter
País de origem Estados Unidos
Idioma originalInglês
Produção
Produtor(es) executivo(s)Chris Carter
R. W. Goodwin
Howard Gordon
Frank Spotnitz
Vince Gilligan
John Shiban
Kim Manners
Glen Morgan
James Wong
Michelle MacLaren
Michael W. Watkins
David Greenwalt
ElencoDavid Duchovny
Gillian Anderson
Mitch Pileggi
Robert Patrick
Annabeth Gish
Tema de abertura"The X-Files Theme"
Compositor da música temaMark Snow
Empresa(s) de produçãoTen Thirteen Productions
20th Television (1993-95)
20th Century Fox Television (1995-2002, 2016)
Exibição
Emissora de televisão originalFox
Formato de exibiçãoSD
Formato de áudioStereo
Mono
Transmissão original10 de setembro de 1993 – 19 de maio de 2002
(série original)
24 de janeiro de 2016 – presente
(reavivamento)
N.º de temporadas11
N.º de episódios214 (lista de episódios)

The X-Files (Arquivo X (título no Brasil) ou Ficheiros Secretos (título em Portugal)) é uma série de televisão norte-americana de ficção científica criada por Chris Carter e exibida originalmente entre 10 de setembro de 1993 e 19 de maio de 2002.

Em Março de 2015, foi anunciado o retorno da série no formato de uma minissérie, com as filmagens começando em meados de 2015. Chris Carter retornará como produtor executivo e escritor. David Duchovny, Gillian Anderson e Mitch Pileggi foram confirmados na atuação de seus personagens.[1][2] A estréia foi em 24 de Janeiro de 2016.[3] As gravações para o resto da temporada serão feitas assim que os atores David Duchovny e Gillian Anderson confirmarem presença no set.

Estreou em setembro de 1993 e terminou em maio de 2002. Foi um sucesso para a emissora FOX, e os as personagens e slogans, por exemplo, "The Truth Is Out There" (A verdade está lá fora), Trust No One (Não confie em ninguém), I Want to Believe (Eu quero acreditar), tornaram-se marcos na cultura pop na década de 1990. A série também gerou uma série derivada, The Lone Gunmen.

Na série, os agentes do FBI Fox Mulder (David Duchovny) e Dana Scully (Gillian Anderson) são investigadores de arquivos-x: casos não solucionados envolvendo fenômenos paranormais. Mulder acredita na existência de extraterrestres e em paranormalidade, enquanto Scully, uma médica cética, é designada para fazer análises científicas das descobertas de Mulder. Ainda no começo da série ambos agentes tornam-se alvo de uma trama conspiratória (denominados "mitologia" pelos produtores), e passam a confiar apenas um no outro. Eles desenvolvem um relacionamento próximo, começando com um sentimento platônico e depois tornando-se um relacionamento romântico no término da série.

A série ganhou popularidade no meio da década de 1990, conduzindo a um filme em 1998, chamado (The X-Files: Fight The Future). Este foi seguido por um filme após o término da série, The X-Files: I Want to Believe, em 2008. Nas duas últimas temporadas, Gillian Anderson tornou-se a protagonista enquanto David Duchovny aparecia intermitentemente, e novos personagens foram introduzidas: os agentes John Doggett (Robert Patrick) e Monica Reyes (Annabeth Gish), enquanto o chefe de Mulder e Scully, o diretor assistente Walter Skinner (Mitch Pileggi), também tornou-se personagem central. Até o término da série, Arquivo-X era a série com maior tempo de duração na história da televisão americana, posto ocupado logo após por Stargate SG-1.

No Brasil foi exibido pela Rede Record e pela Fox, e atualmente está sendo reprisado pelo canal por assinatura TCM ou através do serviço de TV pela internet Netflix. Em Portugal, foi originalmente emitida pela TVI, tendo sido retransmitida nos últimos anos pela Fox. Desde 19 de Outubro de 2015, a RTP Memória passou a reexibir a série de 2ª a 6ª feira, no horário das 23 horas, integrada no novo programa-tipo da estação. Trata-se de uma decisão histórica, pois é pela primeira vez que a RTP Memória exibe uma produção que tinha sido exibida numa emissora de televisão privada, e nunca a RTP tinha exibido esta série em toda a sua vida. Atualmente, a RTP Memória tem alcançado verdadeiros níveis históricos de audiências graças à exibição da série, e a série tem alcançado grande sucesso neste canal.

Produção

Concepção

"Mulder e Scully surgiram diretamente do fundo da minha imaginação. Uma dicotomia. Eles representam as partes equivalentes ao meu desejo de acreditar em algo e a minha incapacidade de acreditar em tal coisa. Meu ceticismo e minha fé. E a criação desses personagens foi extremamente fácil para mim. Eu queria, assim como várias outras pessoas, passar pela experiência de testemunhar um fenômeno paranormal. Ao mesmo tempo em que eu não queria acreditar nisso, eu me questionava. Eu acho que esses personagens e essas vozes surgiram dessa dualidade."

Chris Carter falando sobre o processo de criação dos personagens Mulder e Scully.[4]

Em 1992, o novo presidente do braço de produção da Fox, Peter Roth, chamou Chris Carter para produzir uma série para o canal. Apesar de anos fazendo comédias, Carter tinha a ideia de fazer uma produção sombria, que descreveu a Roth como uma versão mais nova de Kolchak e os demônios da noite, que também teria inspiração nas séries Além da Imaginação e Alfred Hitchcock Presents. Roth se entusiasmou, apesar de Carter dizer que não queria os vampiros da série - então popularizados com Interview with the Vampire - mas um foco maior em OVNIs e o paranormal. Para ter um conceito mais estável que o de Kolchak, Carter resolveu se basear em The Silence of the Lambs e firmar a série a partir de dois agentes do FBI que resolveriam casos não totalmente resolvidos, Fox Mulder - batizado com o nome de um vizinho de infância e o sobrenome de solteira de sua mãe - e Dana Scully - com o sobrenome inspirado pelo locutor de beisebol Vin Scully (e o parceiro de Scully, Jerry Doggett, batizaria o substituto de Mulder na oitava temporada, John Doggett). Também agregou uma conspiração para evitar o vazamento de informações sobre os alienígenas, inspirado nas investigações do caso Watergate.[5][6]

O projeto inicial do autor acabou sendo recusado pelos executivos da emissora, o que fez com que ele voltasse a revisar o conceito do projeto para reapresentá-lo algumas semanas depois. Após a revisão, o projeto obteve aprovação do vice-presidente do canal, Pete Greenblatt, levando Carter expandiu seu esboço de roteiro para um episódio piloto. Este seria filmado em Vancouver, que tinha custos de filmagens menores que os de Los Angeles e oferecia boas florestas para locação.[5] Carter uniu-se ao produtor Daniel Sackheim, que trabalhava na série policial NYPD Blue, e produziu o material inicial da série, baseando-se no documentário The Thin Blue Line e no programa televisivo britânico Prime Suspect. Após testes, escolheram para interpretar os protagonistas David Duchovny, que gostara do roteiro mas pensou que o piloto seria apenas um serviço antes de participar de mais filmes, e a desconhecida Gillian Anderson, que só tinha um trabalho na TV até o momento e fez o teste querendo mais visibilidade para conseguir novos papéis. O piloto de Arquivo X foi filmado ao longo de duas semanas em março de 1993, e dois meses depois foi aprovado pelos executivos da Fox.[5] Carter estava determinado em tornar a relação entre os dois personagens principais da trama estritamente platônica, baseando o estilo de interação entre eles no que foi utilizado pelo autor Sydney Newman no seriado televisivo The Avengers para o casal de personagens Emma Peel e John Steed.[7] A série ganhou um horário na noite de sexta, porém a emissora colocava mais fé no programa imediatamente anterior a Arquivo X, o western The Adventures of Brisco County, Jr - que sofreria com baixas audiências e duraria só uma temporada em contraste ao contínuo aumento de espectadores de Arquivo X.[5]

A clássica série cult dos anos 90 Twin Peaks foi uma grande influência para a criação da atmosfera obscura misturada com um toque surreal de drama e ironia dada a série. Duchovny já havia aparecido nessa mesmo show travestido como uma agente da DEA, e o personagem Mulder havia sido comparado com o também agente do FBI Dale Cooper (que era mais um dos personagens de Twin Peaks).[8]

Música

O compositor Mark Snow se envolveu com Arquivo X através de uma amizade com o produtor executivo R.W. Goodwin. Inicialmente quando a equipe de produção falava sobre quem iria ser o encarregado das composições, Chris Carter não sabia a quem perguntar. No total de 10 a 15 pessoas foram vistas, mas Goodwin continuou a pressionar para Snow ser o chefe de composição. Snow fez três audições, mas não recebeu nenhum aviso da produção se iria ou não trabalhar na série. Então um dia, o agente de Snow ligou para ele, falando sobre o episódio piloto, e dizendo que ele havia conseguido a parte.[9]

Enquanto Snow mostrava suas propostas de um tema para Carter, o produtor os rejeitava. Carter saiu da sala e Snow colocou a mão e o antebraço no seu teclado em frustração. Um som ecoante surgiu, e tanto Snow quanto Carter consideraram bastante adequado para a música de abertura. O segundo episódio, "Deep Throat", foi a primeira vez que Snow compôs sozinho a trilha sonora de um episódio inteiro de Arquivo-X.[10]

Snow também compôs a trilha sonora para o filme The X-Files: I Want to Believe e lançou no álbum The X-Files: I Want to Believe: Original Motion Picture Score. As músicas foram gravadas com a Hollywood Studio Symphony em maio de 2008 no Newman Scoring Stage.[11] A banda britânica UNKLE gravou uma nova versão da música tema para os créditos final do filme.[12]