The Walt Disney Company

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The Walt Disney Company
A sede corporativa da Walt Disney Studios em Burbank, Califórnia.
Razão socialDisney Enterprises, Inc.
Empresa de capital aberto
CotaçãoDIS
Atividade
GêneroIncorporation
Fundação16 de outubro de 1923 (95 anos)
Fundador(es)Roy e Walt Disney
SedeBurbank, CA
 Estados Unidos
Área(s) servida(s) Mundo
PresidenteBob Iger
Vice-presidenteAlan Braverman, Christine M. McCarthy e Jay Rasulo
Pessoas-chave
  • Bob Iger (presidente e CEO)
  • Thomas O. Staggs (COO)
Empregados195.000 (2016)
Produtos
Divisões
Subsidiárias
Valor de mercadoAumento US$ 154,5 bilhões (2017)[1]
AtivosAumento US$ 95,79 bilhões (2017)

[2]

LucroBaixa US$ 8,98 bilhões (2017)[2]
LAJIRBaixa US$ 13,79 bilhões (2017)[2]
FaturamentoBaixa US$ 55,14 bilhões (2017)[2]
Antecessora(s)Laugh-O-Gram Studio
Website oficialThe Walt Disney Company

The Walt Disney Company (DIS), conhecida simplesmente como Disney, é uma companhia multinacional estadunidense de mídia de massa sediada no Walt Disney Studios, em Burbank, Califórnia. Em dezembro de 2017 após a compra da 21st Century Fox, a empresa se tornou o maior conglomerado de mídia e entretenimento do planeta por receita, passando assim a Comcast.[3][4]

A Disney foi fundada em 16 de outubro de 1923, por Walt Disney e Roy Oliver Disney com o nome de Disney Brothers Cartoon Studios e estabeleceu-se como pioneira na indústria de animação, até diversificar seus produtos para filmes em live-action, redes de televisão e parques temáticos. A companhia também operou sob o nome Walt Disney Studio e Walt Disney Productions. A empresa leva seu nome atual desde 1986, época em que expandiu suas produções para o teatro, rádio, música, publicidade e mídia online. A Disney também criou novas divisões corporativas com o objetivo de comercializar conteúdo para adultos, como a Touchstone Pictures, visto que sua marca principal, Disney, está associada a filmes para todos os públicos, como chamado no meio cinematográfico, uma empresa "family friendly".

A empresa é mais conhecida pelos seus estúdios de cinema, o Walt Disney Studios, que é hoje um dos maiores e mais conhecidos estúdios de Hollywood. A Disney também tem a propriedade e opera a rede de televisão ABC; redes de televisão por assinatura, como Disney Channel, ESPN, A+E Networks e Freeform; divisões de publicidade, de merchandising e de teatro; A companhia possui e licencia 14 parques temáticos ao redor do mundo, além de uma divisão musical de sucesso. As suas maiores aquisições foram a ABC em 1996, por 19 bilhões de dólares, a Pixar em 2006 por 7 bilhões de dólares, a Marvel Entertainment Inc. em 2009 por 4 bilhões de dólares, a Lucasfilm, em 2012 pelo mesmo valor da Marvel[5] e a 21st Century Fox em 2017 por 71 bilhões de dólares.[3]

A Disney faz parte do Dow Jones Industrial Average desde 6 de maio de 1991. Uma criação antiga e bastante conhecida dos desenhos animados da empresa, o Mickey Mouse, é o símbolo principal da The Walt Disney Company.

História

1923-1928: Era Mudo

Alice Comedies, episódio Alice's Egg Plant (1925)

No início de 1923, em Kansas City, Missouri, o animador Walt Disney criou um curta-metragem intitulado Alice's Wonderland, que contou com a atriz mirim Virginia Davis interagindo com personagens animados. Em 1923, após a falência de sua primeira firma, a Laugh-O-Gram Films,[6] Walt Disney mudou-se para Hollywood para se juntar a seu irmão, Roy O. Disney. A distribuidora de filmes, Margaret J. Winkler, da MJ Winkler Productions contactou Disney, com planos para distribuir uma série de Alice Comedies, comprada por 1.500 dólares por carretel com Walt Disney sendo um parceiro de produção. Walt e Roy Disney formaram no mesmo ano a Disney Brothers Animation Studios. Outros filmes animados seguiram depois de Alice.[7] Em janeiro de 1926, com a conclusão da expansão do estúdio Disney na Hyperion Street, o nome do estúdio foi alterado para Walt Disney Studios.[6]

Após o fim de Alice Comedies, a Disney desenvolveu uma série de desenhos animados estrelados pelo seu primeiro personagem original, Oswald, o Coelho Sortudo,[7] que foi distribuído pela Winkler Pictures através da Universal Pictures.[6] A propriedade de Oswald pertencia aos distribuidores, de modo que a Disney fez pouco dinheiro.[7] Depois que Walt Disney completou 26 curtas de Oswald, ele perdeu o contrato em fevereiro de 1928, quando o marido de Winkler, Charles Mintz, assumiu sua empresa de distribuição. Depois de não conseguir comprar os estúdios Disney, Mintz contratou quatro animadores principais de Walt (com exceção de Ub Iwerks) para iniciar o seu próprio estúdio de animação, Snappy Comedies.[6]

1928-1934: Mickey Mouse e Silly Symphonies

Ver artigo principal: Silly Symphonies
Flores e Árvores (1932), curta de Silly Symphonies que foi a primeira animação colorida lançada comercialmente.

Em 1928, para se recuperar da perda de Oswald, Disney teve a ideia de um personagem rato chamado Mortimer, enquanto estava em um trem que seguia para a Califórnia, e rabiscava alguns desenhos simples. O rato foi rebatizado mais tarde de Mickey Mouse (A esposa de Disney, Lillian Bounds Disney, não gostou de como soava 'Mortimer Mouse'[8]) e estrelou vários curtas produzidos pela Disney. Ub Iwerks foi o responsável pelo design inicial de Mickey Mouse.[7] O primeiro filme sonoro da Disney, Steamboat Willie, um desenho animado estrelado por Mickey, foi lançado em 18 novembro de 1928,[6] através de empresa de distribuição de Pat Powers. Foi o primeiro filme de Mickey Mouse com som lançado e o terceiro de Mickey a ser produzido, atrás de Plane Crazy e The Gallopin Gaucho.[6] Steamboat Willie foi um sucesso imediato, e seu sucesso inicial foi atribuído não apenas ao apelo do Mickey como um personagem, mas pelo fato de que ele foi o primeiro desenho animado com o som sincronizado.[7] A Disney usou o sistema Cinephone, criado por Pat Powers com o sistema Phonofilm.[7] Steamboat Willie estreou no Colony Theater em Nova York.[9] Os curtas anteriores de Mickey, Plane Crazy e The Gallopin Gaucho foram então adaptados com música sincronizada e relançados com sucesso em 1929.[6]

A Disney continuou a produzir desenhos animados com Mickey Mouse e outros personagens, e começou a série Silly Symphonies com a Columbia Pictures assinando como distribuidora em agosto de 1929. Em setembro de 1929, o gerente do Harry Woodin Theatre pediu permissão para iniciar um Mickey Mouse Club, e Walt aprovou. Em novembro, tiras de desenhos em fases de teste foram enviadas para a King Features, que pediram amostras adicionais para enviar ao editor, William Randolph Hearst. Em 16 de dezembro, a estrutura da Walt Disney Studios foi reorganizada como o nome de Walt Disney Productions, com a Walt Disney Enterprises sendo o nome de uma divisão de merchandising, e duas subsidiárias, a Disney Film Recording Company Limited e a Liled Realty and Investment Company para investimentos em imobiliárias. Walt e sua esposa detinham 60% (6.000 ações) e Roy possuía 40% da WD Productions. Em 30 de dezembro, a King Features assinou seu primeiro jornal, New York Mirror, e publicou uma história em quadrinhos de Mickey Mouse com a permissão de Walt.[6]

Em 1932, a Disney assinou um contrato exclusivo com a Technicolor (até o final de 1935) para a produção de desenhos animados em cores, começando com Flowers and Trees (1932). Disney lançou desenhos animados através da Powers' Celebrity Pictures (1928-1930), Columbia Pictures (1930-1932) e United Artists (1932-1937).[10] A popularidade da série de Mickey Mouse permitiu que Walt planejasse sua primeira animação em longa-metragem.[7]

1934-1945: Branca de Neve e os Sete Anões e Segunda Guerra Mundial

Poster original de Branca de Neve e os Sete Anões (1937)
Poster alemão de 20.000 Léguas Submarinas (1954)

Decidida a expandir as fronteiras da animação ainda mais, a Disney começou a produção de sua primeira animação de longa-metragem em 1934. Levando três anos para ser concluída, Branca de Neve e os Sete Anões estreou em dezembro de 1937 e tornou-se na época o filme da maior bilheteria em 1939.[8] Branca de Neve foi lançado pela RKO Radio Pictures, que tinha assumido a distribuição dos produtos da Disney em julho de 1937,[6] após a United Artists tentar conseguir os direitos televisivos futuros para os curtas da Disney.[11] Usando os lucros de Branca de Neve, Disney financiou a construção, em uma área de 210 mil metros quadrados, de um novo complexo para os estúdios em Burbank, Califórnia. O novo Walt Disney Studios, em que a empresa está sediada até hoje, foi concluído em 1939.[6]

O estúdio continuou lançando curtas e longas metragens de animação, como Pinóquio (1940), Fantasia (1940), Dumbo (1941) e Bambi (1942).[7] Quando a Segunda Guerra Mundial começou, os lucros da bilheteria diminuíram. Quando os Estados Unidos entrou na guerra após o ataque a Pearl Harbor, muitos dos animadores da Disney foram convocados para as forças armadas. Os governos dos Estados Unidos e do Canadá encomendaram do estúdio filmes de treinamento e propagandas militares. Em 1942, 90% de seus 550 funcionários estavam trabalhando em filmes relacionados à guerra.[12] Filmes como a A Vitória Pela Força Aérea e o curta Educação para a Morte (ambos de 1943) foram feitos para aumentar o apoio público aos esforços de guerra. Até os personagens do estúdio se juntaram à campanha, como Pato Donald, que apareceu em uma série de curtas cômicos da guerra, incluindo o vencedor do Oscar de melhor curta-metragem de animação, Der Fuehrer's Face (1943).[13]

1946-1954: Pós-Guerra e Televisão

Com uma equipe limitada e pouco capital de giro durante e depois da guerra, as animações da Disney na maior parte da década de 1940 eram "filmes pacotes", ou seja coleção de curtas, tais como Você Já foi a Bahia? (1944) e Tempo de Melodia (1948), que foram mal nas bilheterias. Ao mesmo tempo, o estúdio começou a produzir filmes em live-action e documentários. A Canção do Sul (1946) e So Dear to My Heart (1948) contaram com segmentos de animação, enquanto a série de curtas-documentários True-Life Adventures, que incluiu filmes como Seal Island (1948) e The Vanishing Prairie (1954), também foi populares e ganhou inúmeros prêmios.[14][15]

O lançamento de Cinderela, em 1950, mostrou que a animação de longa-metragem ainda poderia ter sucesso no mercado. Outros lançamentos do período incluem Alice no País das Maravilhas (1951) e Peter Pan (1953). Nesta época, a Disney lançou seu primeiro longa-metragem 100% live-action, Treasure Island (1950).[16] Outras produções iniciais da Disney 100% live-action incluem: Robin Hood, o Justiceiro (1952), A Espada e a Rosa (1953), e 20.000 Léguas Submarinas (1954). Em 1953, a Disney terminou seu contrato de distribuição com a RKO, e abriu sua própria empresa de distribuição, Buena Vista.[6]

Em dezembro de 1950, Walt Disney Productions e The Coca-Cola Company uniram-se para a primeira produção da Disney para a televisão, um especial da BBC: One Hour in Wonderland.[17] Em outubro de 1954, a rede ABC lançou a primeira série da Disney na televisão, Disneyland, que viria a tornar-se uma das séries em horário nobre de maior duração na história.[18] Disneyland permitiu a companhia uma oportunidade para lançar novos projetos para os mais velhos, e a ABC tornou-se parceira da Disney no financiamento e desenvolvimento do próximo investimento da Disney, localizado no meio de um laranjal perto de Anaheim, Califórnia. Foi a primeira fase de um longo relacionamento corporativo que, embora ninguém pudesse ter previsto na época, culminaria, quatro décadas mais tarde, na aquisição da rede ABC pela Disney, suas estações de rádios, suas numerosas TVs a cabo e editoriais.[19]

1955-1965: Disneyland

Walt Disney mostra os planos da Disneyland para funcionários do Condado de Orange, em dezembro de 1954. A foto foi tirada no Disney Studios em Burbank.

Em 1954, Walt Disney usou a sua série Disneyland para desvendar o que se tornaria o parque Disneyland, uma ideia concebida a partir de um desejo de um lugar onde os pais e as crianças pudessem se divertir juntos.[8] Em 17 de julho de 1955, o parque temático foi inspecionado durante uma transmissão de televisão ao vivo apresentada por Art Linkletter e Ronald Reagan e, em 18 de julho de 1955, Walt Disney abriu a Disneyland para o público em geral. Depois de um início instável, a Disneyland continuou a crescer e atrair visitantes de todo o país e ao redor do mundo. A grande expansão em 1959 incluiu a adição do primeiro monotrilho.[20]

Para a feira do New York World de 1964, a Disney preparou quatro atrações separadas para vários patrocinadores, cada um dos quais iria encontrar o seu caminho para a Disneyland, de uma forma ou de outra. Durante este tempo, Walt Disney também foi secretamente comprando novos sítios para um segundo parque temático da Disney. Em novembro de 1965, a Disney World foi anunciada, com planos para parques temáticos, hotéis e até mesmo uma cidade modelo em milhares de hectares de terras adquiridos em Orlando, Flórida.[7]

A Disney continuou a centrar os seus esforços na televisão ao longo dos anos 1950, como o programa infantil Mickey Mouse Club e seu elenco de jovens "Mouseketeers", que estreou em 1955 com grande sucesso.[6] Tão popular quanto esta foi a série Zorro, que estreou dois anos mais tarde, e permaneceu no ar por duas temporadas na ABC.[21] Apesar de tanto sucesso, a Walt Disney Productions investiu pouco em novos empreendimentos para a televisão na década de 1960, com exceção da série antológica de longa duração, mais tarde conhecida como O Maravilhoso Mundo de Disney.[6]

Os estúdios de cinema da Disney permaneceram ocupados também, com uma média de cinco ou seis lançamentos por ano durante este período. Enquanto a produção de curtas diminuiu significativamente durante os anos 1950 e 1960, o estúdio lançou uma série de filmes de animação mais populares, como A Dama e o Vagabundo (1955), A Bela Adormecida (1959) e Os 101 Dálmatas (1961). A Bela Adormecida introduziu um novo processo de xerografia para transferir os desenhos para os cels na animação.[7] Os filmes em live-action da Disney abrangiam uma série de gêneros, incluindo ficção histórica ( Johnny Tremain, 1957), adaptações de livros infantis (Pollyanna, 1960) e comédias modernas (The Shaggy Dog, 1959). O filme de maior sucesso da Disney na década de 1960 foi o musical Mary Poppins, que foi uma das maiores bilheterias de todos os tempos, e recebeu cinco prêmios da Academia, incluindo Melhor Atriz para Julie Andrews.[22]

1966-1971: Mortes de Walt e Roy O. Disney, e a abertura do Walt Disney World

Em 15 de dezembro de 1966, Walt Disney morreu de complicações relacionadas a um câncer de pulmão.[6] Seu irmão, Roy O. Disney, tomou posse como presidente e CEO da empresa e um de seus primeiros atos foi renomear a Disney World para Walt Disney World em homenagem ao seu irmão e à sua visão.[23]

Em 1967, foram lançados os dois últimos filmes que Walt supervisionou: a animação Mogli e o musical The Happiest Millionaire.[7] O estúdio lançou uma série de comédias no fim dos anos 60, incluindo The Love Bug (filme de maior bilheteria em 1969) e The Computer Wore Tennis Shoes (1969), estrelado por outra jovem descoberta da Disney, Kurt Russell.[24] A década de 1970 começou com o lançamento do primeiro filme de animação "pós-Walt", Os Aristogatas, seguido de um retorno, em 1971, às fantasias musicais com Bedknobs and Broomsticks. Blackbeard's Ghost, outro filme de sucesso durante este período.[6]

Em 1 de outubro de 1971, a Walt Disney World foi aberta ao público e, em 20 de dezembro de 1971, Roy Disney morreu de um acidente vascular cerebral.[25] Ele deixou a empresa sob o controle de Donn Tatum, tendo como presidentes Card Walker e o genro de Walt, Ron Miller, cada um treinado por Walt e Roy.[26]

1972-1984: Decadência nos cinemas e novas lideranças

Poster original de The Rescuers (1977)

Apesar da Walt Disney Productions continuar lançando filmes para toda a família ao longo dos anos 1970, como Freaky Friday (1976), estes filmes não se saíram bem nas bilheterias como os anteriores e a grande maioria foi mal recebida pela crítica.[7] O estúdio de animação entrou num período de recessão, lançando poucos longas nas décadas de 1970 e 1980, alguns com sucesso como Robin Hood (1973), The Rescuers (1977) e O Cão e a Raposa (1981).[27]

Como chefe do estúdio, Miller tentou fazer filmes voltados para o rentável mercado adolescente. Inspirado pela popularidade de Star Wars, o estúdio Disney produziu a aventura de ficção científica The Black Hole (O Buraco Negro), em 1979, que custou 20 milhões de dólares e não foi rentável nas bilheterias.[6] O Buraco Negro foi a primeira produção da Disney classificada como PG nos Estados Unidos.[28] A Disney se envolveu com o gênero horror em The Watcher in the Woods (1980) e financiou o inovador Tron, ambos com sucesso mínimo.[7] Em 1977, Roy E. Disney, filho de Roy O. Disney, renuncia à companhia por diferenças criativas e, em 1979, Don Bluth, diretor do estúdio de animação, abandona a Disney junto com sua equipe criativa, agravando a crise.[6]

Em 1980, Tom Wilhite tornou-se o chefe do departamento de filmes e, com o objetivo de modernizá-lo, criou um departamento de vídeos da Disney. O curta de 1983 O Natal do Mickey Mouse deu origem a uma série de filmes de sucesso, como Something Wicked This Way Comes. Em 1982, o EPCOT é aberto no Walt Disney World na Flórida, seguido, em 1983, pela abertura da Tokyo Disneyland no Japão.[29] No mesmo ano, a transmissão do Disney Channel na TV a cabo americana começa.[30]

Em 1980, o genro de Disney, Ron W. Miller, tornou-se presidente da Walt Disney Productions, vindo a ser tornar CEO em 1983. Sob sua liderança, a Disney tornou-se alvo de assaltantes corporativos e tentativas de aquisição. Muitos acionistas influentes passaram a criticar a liderança de Miller, incluindo Roy E. Disney, que era membro permanente do Conselho. Apesar do sucesso do Disney Channel e suas novas criações de parques temáticos, a Walt Disney Productions estava financeiramente vulnerável. Sua biblioteca de filmes era valiosa, mas ofereceu poucos sucessos atuais e sua equipe de liderança não foi capaz de manter-se após a saída de Don Bluth em 1979. Assim, em meados de 1984, Roy E. Disney, o financeiro majordomo Stanley Gold e o acionista Sid Bass resolvem depor Miller em favor de Michael Eisner como presidente e Frank Wells como CEO.[6]

1984-2005: Era Eisner e a campanha Save Disney

Em 1984, depois da saída de Tom Wilhite do departamento de vídeos, a Disney começou a coleção de vídeos Walt Disney Classics. Voltando a investir em curtas metragens de animação, o estúdio começou a produzir séries de desenhos animados. Os primeiros foram As Aventuras dos Ursinhos Gummi e Os Wuzzles, sendo o maior sucesso a série DuckTales com mais de 100 episódios.[31] A coleção em vídeos, Walt Disney Classics, se tornou um sucesso, e o vídeo do filme Pinóquio foi considerado um best-seller.[6] Em 1984, Eisner criou a Touchstone Pictures como uma marca para a Disney lançar filmes mais maduros. O primeiro lançamento da Touchstone foi a comédia Splash (1984), que foi um sucesso de bilheteria.[32] Apostando em filmes maduros, em 1985, a Disney lançou O Caldeirão Mágico, que foi um fracasso de bilheterias e foi o primeiro desenho animado a ter classificação etária PG. Em 1986, foi lançado o filme Down and Out in Beverly Hills, o primeiro filme da Touchstone a ser classificado quanto à faixa etária. No mesmo ano, o nome Walt Disney Productions foi mudado para The Walt Disney Company.[6]

A Pequena Sereia, lançado em 1989, é o primeiro filme de uma era denominada Renascimento da Disney.

Em 1987, a companhia e o governo francês assinaram um acordo para criar a Disney na Europa: começava o projeto Disney Euro, mas tarde renomeado Disneyland Paris.[7] Em 1989, a Disney assinou um acordo para adquirir a Jim Henson Company (então conhecida como Henson Associates) do criador dos Muppets, Jim Henson. O negócio incluía a biblioteca de Henson, os personagens dos Muppets (excluindo os Muppets criados para o programa Sesame Street), bem como os serviços criativos pessoais de Jim Henson. No entanto, em maio de 1990, antes que o negócio fosse concluído, Jim Henson faleceu e as duas empresas romperam as negociações de fusão em dezembro seguinte.[33]

Decidido a levar o setor de animação da Disney aos tempos áureos de Walt, Roy E. Disney assumiu como presidente do Walt Disney Animation Studios. Sob o comando de Roy, as animações da Disney entraram na fase conhecida como Renascimento da Disney, pois neste período a empresa voltou a produzir animações de sucesso de público e crítica.[34] A primeira foi A Pequena Sereia, vencedor de dois Oscars, que arrecadou mais de 200 milhões ao redor do mundo.[35] Outros sucessos desta época incluem A Bela e a Fera, primeira animação indicada ao Oscar de Melhor Filme,[36] e o grande sucesso O Rei Leão, que é a terceira animação com maior bilheteria da história, perdendo apenas para Toy Story 3 e Frozen, ambos também da Disney.[37] Frank Wells, que era o presidente da empresa desde 1984, morreu em um acidente de helicóptero em 1994 e O Rei Leão foi dedicado a ele. O Renascimento da Disney se encerrou em 1999 com Tarzan. Na década de 2000, o setor de animação da Disney voltou a entrar em crise, por causa da concorrência com novos estúdios como a DreamWorks Animation e das saídas constantes de chefes e animadores importantes, como Roy, que largou a gestão das animações em 2003.[34] Roy E. Disney tentou levar a empresa a um novo patamar na década de 1990 com grandes mudanças e realizações, época que ficou conhecida como "Década da Disney".[7]

Em 23 de outubro de 1990, a Disney formou a Touchwood Pacific Partners I, que suplantaria a parceria com a Silver Screen como fonte primária dos financiamentos para os estúdios de cinema.[38] Em 1991, a Disney resolveu investir em publicações com a Hyperion Books e música para jovens adultos com a Hollywood Records, enquanto o Disney Imagineering estava demitindo 400 funcionários.[7] A Disney também expandiu seu mercado no cinema para adultos, quando o então presidente dos estúdios Disney, Jeffrey Katzenberg, adquiriu a Miramax Films em 1993. Naquele mesmo ano, a Disney criou a equipe de hóquei Anaheim Ducks em homenagem ao filme Mighty Ducks, que fez sucesso em 1992. A Disney comprou uma participação minoritária no time de beisebol Anaheim Angels no mesmo tempo, e depois uma participação majoritária em 1998.[7]

Pouco tempo depois da morte de Frank Wells, Katzenberg se demitiu e formou a DreamWorks SKG, porque Eisner não nomeou Katzenberg para o cargo de Miller agora disponível.[7] Em vez disso, Eisner recrutou seu amigo Michael Ovitz, um dos fundadores da Creative Artists Agency, para ser presidente, com o mínimo de envolvimento do conselho de administração da Disney. Ovitz durou apenas 14 meses e deixou a Disney em dezembro de 1996 através de uma rescisão, com um pacote de indenização de US$ 38 milhões em dinheiro e outros US$ 3 milhões em ações no valor de cerca de US$ 100 milhões ao tempo de sua partida. O episódio engendrado de Ovitz derivou um processo de longa duração, que foi concluído em junho de 2006, quase 10 anos depois. A juíza, William B. Chandler, apesar de descrever o comportamento de Eisner como "muito aquém do que os acionistas esperam e exigem das autoridades encarregadas da posição fiduciária ...", foi a favor de Eisner e do resto do conselho da Disney, porque eles não tinham violado a lei.[39] Depois da saída de Ovitz, a Disney ficou sem um presidente nomeado, com Eisner assumindo a função até 24 de janeiro de 2000, quando Robert Iger, então presidente da Walt Disney International, foi nomeado Presidente e Chefe de Operações da Walt Disney Company, tornando-se o segundo executivo mais importante da empresa, depois de Michael Eisner, que permaneceu como CEO e Presidente do Conselho.[40]

A Disney adquiriu muitas outras fontes de mídia durante a década de 90, incluindo a ABC em 1996 por US$ 19 bilhões, que trouxe a rede de transmissão ABC e suas filiais, incluindo as redes de televisão ESPN e A&E, para a Disney.[6] Eisner sentiu que a compra da ABC foi um investimento importante para permitir que a Disney concorresse com conglomerados de mídia internacionais.[41] Em 1998, a Disney começou a se mover para o campo da internet com a compra da Starwave e 43 por cento da Infoseek. Em 1999, adquiriu as ações remanescentes da Infoseek e lançou o portal Go Network em janeiro. A companhia também lançou sua linha de cruzeiro com o batismo de Disney Magic e um navio irmão, o Disney Wonder.[6]

A década de 2000 trouxe um aumento na receita de 9% e lucro líquido de 39% com os canais ABC e ESPN liderando e os parques e resorts marcando seu sexto ano consecutivo de crescimento. No entanto, os ataques de 11 de setembro levaram ao fim da bonança, o que levou a uma recessão. A recessão fez com que acontecesse uma diminuição na receita da ABC. Além disso, Eisner fez a companhia realizar uma compra importante da Fox Family Worldwide (hoje, ABC Family). A ABC entrou em crise durante esse período, não produzindo nenhum programa televiso de sucesso. O ano de 2001 foi um ano de corte de custos, demitindo mais de 4.000 funcionários, diminuído as operações nos parques da Disney, reduzindo o investimento anual no cinema e minimizando operações na Internet. Apesar da receita de 2002 ter apresentado uma pequena diminuição em relação ao registrado em 2001, com a redução de custos, o lucro líquido subiu para US$ 1,2 bilhão, com dois lançamentos de filmes. Em 2003, o estúdio se tornou o primeiro a alcançar mais de US$ 3 bilhões em receitas de bilheteria em todo o mundo.[7]

Michael Eisner rejeitou o pedido de Roy E. Disney para uma extensão de seu mandato como membro do conselho, citando a sua idade de 72 anos como um dos motivos. Stanley Gold não concordou, demitiu-se do conselho de administração e solicitou que outros membros do conselho expulsassem Eisner.[7] Em 2003, Roy E. Disney se demitiu dos cargos de vice-presidente da empresa e presidente da Walt Disney Feature Animation.[6] Ele também publicou uma carta criticando Eisner por "administrar mal a empresa, negligenciando a divisão de animação do estúdio, por falhar com a ABC, por ser tímido nos negócios dos parques temáticos, por incutir uma mentalidade empresarial na estrutura executiva, transformando a Walt Disney Company em um conglomerado 'sem alma', e por se recusar a estabelecer um plano de sucessão claro". Assim, Roy E. Disney anunciou uma campanha que ficou conhecida como Save Disney, para tentar tirar Eisner do poder.[42]

Em 15 de maio de 2003, a Disney vendeu a sua participação na equipe de beisebol Anaheim Angels para Arte Moreno. A Disney comprou os direitos para Os Muppets e o Urso na Casa Azul da Jim Henson Company em 17 de fevereiro de 2004. As duas marcas foram colocadas sob o controle da Holding Company Muppets, LLC, uma divisão da Disney Consumer.[43]

Em 2004, a Pixar Animation Studios começou a procurar outro distribuidor após o seu contrato de 12 anos com a Disney ter acabado, devido à sua relação tensa com questões de controle e dinheiro com Eisner. Também nesse ano, a Comcast Corporation fez uma oferta não solicitada de US$ 54.000 bilhões para adquirir a Disney. Nesse período, dois filmes com alto orçamento fracassaram nas bilheterias. Com essas dificuldades, e alguns conselheiros insatisfeitos, além da campanha de Roy E. Disney contra Eisner, este acabou abrindo mão da presidência. Em 3 de março, na reunião anual dos acionistas da Disney, 45% dos acionistas da Disney — um número surpreendente e sem precedentes — reuniram-se em favor dos ex-membros do conselho da Disney, Roy e Stanley Gold, que estavam retidos, para o reelegerem ao conselho. No entanto, a diretoria não retirou imediatamente Eisner como presidente-executivo.[6]

Em 2005, a Disney vendeu o Anaheim Ducks para Henry e Susan Samueli.[7] Em 13 de março de 2005, Robert Iger foi anunciado como CEO sucessor de Eisner. Em 30 de setembro, Eisner se demitiu tanto como presidente e como membro do conselho de administração.[6]

2005-presente: Era Iger

Em 8 de julho de 2005, Roy E. Disney voltou a Walt Disney Company como consultor e com o novo título de Diretor Emérito. Em 17 de julho, a Walt Disney Parks e Resorts comemorou o seu 50º aniversário do Disneyland Park. Em 12 de setembro, foi aberto o Hong Kong Disneyland. A Walt Disney Feature Animation lançou Chicken Little, o primeiro filme da empresa utilizando animação 3D. Os co-fundadores da Miramax, Bob Weinstein e Harvey Weinstein, saíram da empresa para formar seu próprio estúdio. Em 25 de julho de 2005, a Disney anunciou que fecharia o DisneyToon Studios da Austrália em outubro de 2006, após 17 anos de existência.[44]

Em 2006, a Disney adquiriu Oswald, o Coelho Sortudo, a velha estrela de animação da Disney.[45] Ciente de que a relação da Disney com a Pixar estava se esgotando, Robert Iger iniciou negociações com a liderança da Pixar Animation Studios, Steve Jobs e Ed Catmull, sobre uma possível fusão. Em 23 de janeiro de 2006, foi anunciado que a Disney iria comprar a Pixar em uma transação de ações de US$ 7,4 bilhões. O negócio foi concluído em 5 de maio. Um das consequências desta transação foi a transformação de Steve Jobs em maior acionista individual da Disney (com 7%) e membro do Conselho de Administração da empresa.[46] Ed Catmull assumiu o cargo de Presidente da Pixar Animation Studios. O ex-vice-presidente executivo da Pixar, John Lasseter, tornou-se diretor de criação da Walt Disney Animation Studios, da divisão DisneyToon Studios e da Pixar Animation Studios, assumindo, assim, o papel de principal conselheiro criativo da Walt Disney Imagineering.[47]

Em abril de 2007, a Muppets Holding Company foi renomeada para The Muppets Studios e colocada sob nova liderança, em um esforço de Iger para re-marcar a divisão. A remodelação foi concluída em setembro de 2008, quando o controle do Muppets Studios, que estava na Disney Consumer Products, foi para o Walt Disney Studios.[48]

Depois de um longo tempo de trabalho na empresa como executivo sênior e grande acionista, Roy E. Disney morreu de câncer de estômago em 16 de dezembro de 2009. No momento da sua morte, possuía cerca de 1% das ações da Disney. Ele foi o último membro da família Disney a participar ativamente da empresa.[49]

Marvel, subsidiária da Disney
Lucasfilm, outra subsidiária da Disney

Em 31 de agosto de 2009, a Disney anunciou um acordo para adquirir a Marvel Entertainment, Inc. por US$ 4 bilhões.[50] O acordo foi finalizado em 31 de dezembro de 2009, quando a Disney adquiriu a propriedade plena sobre a empresa. A Disney afirmou que sua aquisição da Marvel Entertainment não afetará produtos da Marvel, nem tampouco a natureza de seus personagens.[51]

Em outubro de 2009, o presidente do Disney Channel, Rich Ross, foi contratado por Iger para substituir Dick Cook como presidente da Walt Disney Studios, e, em novembro, começou a reestruturação da empresa para se concentrar em produtos mais favoráveis ​​à família. Depois do fracasso de bilheteria de John Carter, Ross renunciou ao cargo, sendo substituído por Alan F. Horn, responsável pelo sucesso de Harry Potter na Warner Bros.[52]

Em janeiro de 2010, a Disney anunciou que iria fechar a Miramax, mas ao invés disso, ela vendeu a empresa por 660 milhões de dólares.[53] Em 12 de março, a ImageMovers Digital, empresa de Robert Zemeckis que a Disney havia comprado em 2007, foi encerrada.[54] Em abril de 2010, Lyric Street, selo de música country da Disney em Nashville, também foi encerrado.[55] Em maio de 2010, a empresa vendeu a marca Power Rangers, assim como a sua biblioteca de 700 episódios, de volta para Haim Saban. Em janeiro de 2011, a Disney Interactive Studios foi reduzida.[56] Em novembro, duas estações da ABC foram vendidas.[57]

Em abril de 2011, a Disney anunciou a construção do Shanghai Disney Resort, que custou 4,4 bilhões de dólares, e teve abertura adiada de 2015 para 16 de junho de 2016.[58] Mais tarde, em agosto de 2011, Bob Iger afirmou em uma teleconferência que, após o sucesso das aquisições da Pixar e da Marvel, ele e a Walt Disney Company estavam procurando "comprar novos personagens ou empresas que sejam capazes de criar grandes personagens e grandes histórias."[59] Mais tarde, no início de fevereiro de 2012, a Disney concluiu a aquisição da UTV Software Communications, ampliando seu mercado ainda mais na Índia e na Ásia.[60]

Em 30 de outubro de 2012, a Disney anunciou planos de adquirir a Lucasfilm e lançar Star Wars Episódio VII em 2015. Em 4 de dezembro de 2012, a fusão Disney-Lucasfilm foi aprovada pela Comissão de Comércio Federal, permitindo a aquisição ser finalizada sem lidar com problemas de antitruste. Em 21 de dezembro de 2012, o acordo foi concluído com o valor de aquisição aproximado em US$ 4 milhões, tornando a Lucasfilm uma subsidiária integral da Disney.[61]

Em 29 de maio de 2013, a Disney definiu as datas de lançamento para oito filmes de animação até 2018, incluindo quatro da Disney Animation e quatro da Pixar Animation.[62] A Pixar pela primeira vez lançou duas produções no mesmo ano em 2015 — Inside Out e The Good Dinosaur — e repetirá a dose em 2017 com Cars 3 e Coco. A Disney Animation lançou duas produções em 2016, Zootopia e Moana,[63] acompanhados por Finding Dory da Pixar. Para 2018, foi anunciado Toy Story 4 e dois lançamentos da Disney Animation.[64]

Finding Dory chegou a US$ 422 milhões arrecadados nos EUA em 11 de junho, o que o torna o filme de maior bilheteria no país do ano, superando Guerra Civil, também da Disney. Ao todo, dos cinco filme de maior bilheteria nos EUA, a empresa tem quatro: Dory (1º), Guerra Civil (2º), The Jungle Book (4º) e Zootopia (5º). Além disso, também tem uma porcentagem no terceiro, Deadpool, pelo personagem ser da Marvel.[65] No início de novembro, a Disney atingiu a maior bilheteria global de sua carreira, com uma arrecadação de US$ 5.851 bilhões, superando o recorde anterior (US$ 5.843 bilhões), alcançado com as produções lançadas em 2015. Agora, com a estreia de Doutor Estranho da Marvel, a Disney chegou à marca de US$ 6.07 bilhões arrecadados em 2016. Até então, o único estúdio a conseguir atingir tal marca em um ano foi a Universal Pictures, que terminou 2015 com uma arrecadação total nas bilheterias globais de US$ 6.89 bilhões. A Disney tem a chance de passar a Universal, visto que ainda lançou em 2016 Moana e Rogue One.[66]

Em agosto de 2015, a Disney anunciou que uma das animações para 2018 será Gigantic, inspirada no conto João e o Pé de Feijão, com estreia inicialmente prevista para março de 2018 na América do Norte.[67] Será dirigido por Nathan Greno, mesmo diretor de Tangled, e terá canções de Robert Lopez e Kristen Anderson-Lopez (de Frozen). Na trama divulgada até o momento, a história ocorre na Espanha, mais precisamente na época das Grandes Navegações (século XV até o início do XVII).[68]

2014 - presente: Renovação do mandato de Iger

Em março de 2014, a Disney comprou a Maker Studios, uma empresa do YouTube, que gera bilhões de visualizações por ano, por mais de US$ 500 milhões a fim de ganhar telespectadores jovens e adultos.[69] Em 9 de maio, a Disney anunciou ter chegado a um acordo com a TV japonesa Asahi Corporation para dublar o anime Doraemon no Disney XD. Em julho, a Walt Disney Company anunciou programas e compras de 11 startups.[70] Em agosto de 2014, a Walt Disney Company apresentou três patentes para o uso de drones. As patentes incluiu a utilização de veículos aéreos não tripulados para levantar marionetes no ar, aumentar a telas de malha para flutuar projeções de vídeo, e equipar drones com luzes para torná-los parte de uma nova espécie de shows.[71] Em 2 de outubro, a Disney anunciou que o conselho da diretoria estendeu o contrato de Robert Iger como Presidente e CEO da Disney até 30 de junho de 2018, por conta do sucesso criativo e financeiro de sua administração, descrita como "um histórico comprovado de fornecimento de resultados financeiros recordes no trimestre da empresa, ano após ano".[72]

Em 12 de março de 2015, Bob Iger anunciou que iria banir internacionalmente cenas de fumo nos filmes, séries, curtas-metragens e videoclipes rotulados como Disney, Pixar, Marvel e Lucasfilm a partir de 2016. São consideradas exceções os filmes, séries, curtas-metragens e videoclipes rotulados como Touchstone Pictures, Hollywood Pictures, Hollywood Records, Buena Vista International, Miravista Films, Patagonik, ABC Studios, ABC Family e ESPN.[73] No mesmo dia, Bob Iger anunciou que Frozen 2 está em desenvolvimento, com Chris Buck e Jennifer Lee voltando como diretores e Peter Del Vecho como produtor, mas ainda não tem data de estreia.[74]

O primeiro filme de Star Wars lançado pela Disney, O Despertar da Força, foi um sucesso comercial e de crítica, sendo a maior estreia de todos os tempos, o filme mais rápido a chegar a um bilhão e a terceira maior bilheteria da história.[75]

Parque da Disney construído durante a era Iger, o Shanghai Disney Resort, abriu em junho de 2016 com o maior castelo dos parques Disney.

No dia 23 de março de 2016, a Disney afirmou que, se o governador da Geórgia sancionasse uma lei tida como antigay, a companhia deixaria o estado. Muitos filmes da Marvel são gravados lá, e foi ponderado que a saída do estúdio seria economicamente desastroso para a Geórgia, podendo gerar um prejuízo de US$ 1 bilhão. O governo americano temia que, se a Disney cumprisse a ameaça, geraria um "efeito dominó" e outras empresas que manifestaram repúdio a lei fariam o mesmo.[76]

A empresa fez história no mês de maio de 2016, chegando em US$ 1 bilhão em vendas de ingressos na América do Norte em apenas 128 dias. A Universal Pictures detinha o recorde pelo ano de 2015, graças aos sucessos de Jurassic World (US$ 652 mihlões), Furious 7 (US$ 353 milhões) e Minions (US$ 336 milhões). Na época, A Disney foi o estúdio mais rápido a chegar a US$ 1 bilhão, em apenas 165 dias. O recorde foi alcançado em 7 de maio de 2016, graças a Capitão América: Guerra Civil, que estava no meio de tornar-se a maior estreia na quinta-feira em todos os tempos. Combinado com Guerra Civil, o sucesso da animação Zootopia (US$ 328 milhões e subindo) e o remake em live-action do clássico animado The Jungle Book (US$ 287,6 milhões e subindo) empurraram o estúdio para a marca de US$ 1 bilhão.[77]

Os últimos dados das pesquisas do Top Thirty Global Media Owners, revelados em junho de 2016, colocou a Disney em segundo lugar em faturamento entre os maiores conglomerados de mídia do mundo. A pesquisa analisa as receitas de publicidade dos maiores grupos de mídia em 2014, e a Disney faturou US$ 22,5 bilhões, perdendo apenas para o Google, que faturou US$ 59,6 bilhões.[78]

Na noite de 14 de junho de 2016, uma tragédia ocorreu no Walt Disney World Resort: um menino de dois anos foi atacado por um jacaré enquanto brincava no Seven Seas Lagoon, no Disney's Grand Floridian Resort and Spa, em Lake Buena Vista. A polícia encontrou o corpo intacto na tarde de quarta-feira, que foi levado para necropsia e identificação formal. Um porta-voz da empresa disse que "todos aqui no Walt Disney World Resort estão devastados por este acidente trágico. Nossos pensamentos estão com a família e estamos ajudando a família."[79]

O Shanghai Disney Resort abriu no dia 16 de junho de 2016, numa cerimonia com a presença de Iger, executivos da Disney, chineses e convidados. Iger leu cartas de felicitações dos presidentes Xi Jinping e Barack Obama. "É um privilégio de uma vida liderar esta empresa fenomenal, enquanto continuamos a encontrar novas formas e novos lugares para trazer nossas histórias de vida e aproximar as pessoas para criar boas lembranças que duram para sempre", disse Iger. "Hoje é a celebração da criatividade e colaboração, empenho e paciência, o triunfo da imaginação e da inovação, e uma prova da forte parceria entre a Disney e China. Juntos, criamos um destino extraordinário."[80]

Na página da Walt Disney Animation Studios do Facebook, a Disney anunciou a produção de Wreck-it Ralph 2 e estreia prevista para 9 de março de 2018,[81] o que significa que a produção de Gigantic foi adiada e a aventura musical vai estrear em 21 de novembro de 2018.[82]

Em 14 de dezembro de 2017, o grupo The Walt Disney Company anunciou que comprou a 21st Century Fox por 71 bilhões de dólares. A transação inclui os estúdios de cinema e televisão, redes de entretenimento a cabo e empresas internacionais de TV do magnata Rupert Murdoch.[83]