Terminologia soviética

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A terminologia soviética foi o conjunto de termos (na imensa maioria, neologismos) criados durante o período da União Soviética e do regime político-econômico socialista na Rússia e nas repúblicas constituintes, para indicar o estilo de vida soviético e as novas formas de organização da economia e da sociedade naquele país. [1]

O estilo da terminologia soviética também influenciou outros países socialistas, principalmente no Leste Europeu e no Extremo Oriente (China, Coreia do Norte, Mongólia, Vietnã, Laos, Camboja), estivessem ou não sob a esfera de influência soviética. Na Iugoslávia do Marechal Josip Broz Tito, por exemplo, uma terminologia própria utilizava o prefixo Iugo- (ou Jugo-; literalmente, sul ou meridional) para designar várias instituições e aspectos nacionais.

Sob esta terminologia, acontecia ainda a adoção de símbolos comuns aos países socialistas, como a foice e martelo e a bandeira vermelha. Na literatura e nas artes, a Terminologia Soviética está fortemente associada ao realismo socialista.

Com a dissolução da URSS em 1991, a Terminologia Soviética caiu em desuso, e passou a ser associada principalmente à nostalgia socialista.

Taxonomia

Parte dos neologismos derivou dos escritos teóricos de Lenin, cujo pensamento inovador a respeito da organização político-econômica dos trabalhadores adaptou a teoria marxista à prática, criando o leninismo. Outra parte significativa, porém, foi inventada durante a implantação do socialismo real, sob o estalinismo de Josif Stalin.

Os seguintes tipos principais de moeda soviética podem ser reconhecidos:[2]

  • Mudança léxico-semântica: por exemplo, "jogar fora" adquiriu o significado coloquial de "colocar mercadorias à venda". Nas circunstâncias de escassez total de bens de consumo, colocar alguns produtos nas prateleiras tinha um caráter de certa rapidez, capturado na expressão. "Ivan, pegue o seu avoska, laranjas foram jogadas na esquina!" & mdash; não era que alguém descartasse laranjas; em vez disso, uma barraca improvisada foi montada na rua para vender laranjas.[2]
  • A Terminologia Soviética fazia alto uso de siglas e palavras formadas por aglutinação (como Sovnarkom, Gosplan, Likbez e Kolkhoz) bem como a invenção de conceitos (como Homo sovieticus e stakhanovismo) para dar conta das novas ideias. Este fato foi parodiado pelo escritor britânico George Orwell em seu romance 1984, quando o regime do "Grande Irmão" retratado cria todo um novo idioma (a novilíngua) baseado nesta nova terminologia.[2]
  • Palavra coloquiais: khrushchovka, psikhushka.[2]
  • Clichês estilísticos: "para sempre vivos" (sobre Vladimir Lenin), "intelligentsia laboral", para distinguir a "boa" intelligentsia da "má" intelligentsia do passado, etc.[2]
  • Slogans políticos e ideológicos Os soviéticos viam todos os dias em todos os lugares. Muitas vezes eles eram explorados em piadas políticas russas. Por exemplo, a fórmula " O Partido é Intelecto, Honra e Consciência da nossa Época" foi matematicamente transformada em "Intelecto é partido menos honra menos consciência da nossa época".[2]
  • Bastantes termos pejorativos foram padronizados para numerosos inimigos do povo e outros sujeitos anti-soviéticos: "tubarões do imperialismo", " cosmopolita sem raízes", "A prostituta do capitalismo" foi um epíteto para genética.[2]