Técnico (gênero textual)

O texto técnico, também conhecido como texto técnico-cientifico, é um gênero textual no qual geralmente escritos por especialistas, assumindo termos específicos e linguagem formal[1].

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) conceitua o artigo científico como "parte de uma publicação com autoria declarada, que apresenta e discute ideias, métodos, técnicas, processos e resultados nas diversas áreas do conhecimento"[2]. Na coleção “Normas para a apresentação de documentos científicos”, a Universidade Federal do Paraná (UFPR) considera o artigo técnico-cientifico como um "trabalho escrito por um ou mais autores, com a finalidade de divulgar a síntese analítica de estudos e resultados de pesquisas. Formando a seção principal em periódicos especializados, artigos, ensaios e outras colaborações, estes devem seguir as normas editoriais do periódico a que se destinam"[3].

A partir do tratamento dispensado à temática, os artigos técnico-científicos podem ser classificados em dois tipos: a) originais, quando apresentam abordagens ou assuntos inéditos; b) de revisão, quando abordam, analisam ou resumem informações já publicadas.

A compreensão desse tipo de texto dificilmente se dá de forma automática, já que é necessário assimilar os conceitos e termos da linguagem de especialidade em questão. Em outras palavras, são necessárias chaves de acesso que permitam a compreensão do texto.

Linguagem utilizada[4]

Para evitar possíveis “confusões” presentes na comunicação, o texto técnico-científico utiliza-se da linguagem de especialidade, que visa uma comunicação rápida e precisa entre os profissionais, estudantes e pesquisadores de uma determinada área, para que haja maior desempenho na execução de suas funções. É a linguagem utilizada numa dada área que engloba tanto a terminologia como as formas de expressão específicas da área em questão, não se limitando apenas a terminologia, mas incluindo termos funcionais, propriedades sintáticas e gramáticas e aderindo a convenções próprias (como evitar a voz passiva, por exemplo).

Durante uma cirurgia, por exemplo, a equipe médica precisa se entender rapidamente para que a atividade seja bem sucedida. Logo, os cirurgiões devem dominar uma linguagem de especialidade com significados bem delimitados, precisos e que sejam compreendidos por todos os participantes.

São características da linguagem de especialidade:

  • Termos e significados restritos, instrumentos essenciais para a construção da coerência dos textos técnico-científicos;
  • Construção de signos monossemicos;
  • Resultada de consensos conceituais existentes dentro do campo científico ou tecnológico, que podem sofrer alterações mediante novas descobertas na área;
  • Tem como propósito a educação especializada e a comunicação entre especialistas da mesma área;