Suécia
English: Sweden

Disambig grey.svg Nota: Não confundir com Suíça.
Konungariket Sverige
Reino da Suécia
Bandeira da Suécia
Brasão de Armas
BandeiraBrasão de armas
Lema: (Real): För Sverige i tiden
"Pela Suécia - Com os tempos"
Hino nacional: Du gamla, Du fria
"Ó antiga, Ó livre"

Hino real: Kungssången
"Canção do Rei"
Gentílico: Sueco(a)

Localização da Suécia

Localização da Suécia (em vermelho)
No continente europeu (em cinza)
Na União Europeia (em branco)
CapitalEstocolmo
59° 21′N 18° 4′E
Cidade mais populosaEstocolmo
Língua oficialSueco
Línguas minoritárias: finlandês, meänkieli, lapão ou lapão, romani, iídiche
GovernoMonarquia constitucional
 - MonarcaCarlos XVI Gustavo da Suécia
 - Primeiro-ministroStefan Löfven
 - Presidente do ParlamentoAndreas Norlén
Independênciada União de Kalmar 
Entrada na UE1 de janeiro de 1995
Área 
 - Total449 964 km² (55.º)
 - Água (%)8,7
 FronteiraFinlândia e Noruega
População 
 - Censo 201810 171 524 habitantes [1] hab. 
 - Densidade20 hab./km² (194.º)
PIB (base PPC)Estimativa de 2018
 - TotalUS$ 547 bilhões*[2] (34.º)
 - Per capitaUS$ 53 007[2] (17.º)
PIB (nominal)Estimativa de 2018
 - TotalUS$ 601 bilhões*[2] (23.º)
 - Per capitaUS$ 58 345[2] (11.º)
IDH (2017)0,933 (7.º) – muito alto[3]
Gini (2015)25,4[4]
MoedaCoroa Sueca (SEK)
Fuso horárioCET (UTC+1)
 - Verão (DST)CEST (UTC+2)
ClimaContinental
Org. internacionaisOCDE, UE, Conselho Ártico, Conselho da Europa, Organização das Nações Unidas, Fundo Monetário Internacional, Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, Conselho de Segurança das Nações Unidas, Banco Mundial, Organização Mundial do Comércio, Corte Penal Internacional
Cód. ISOSWE
Cód. Internet.se
Cód. telef.+46
Website governamentalwww.government.se

Mapa da Suécia

A Suécia (em sueco: Sverige; pronúncia: své-rié; IPA [ˈsværjɛ:]), oficialmente Reino da Suécia, é um país nórdico, localizado na península Escandinava na Europa do Norte. Tem fronteiras terrestres com a Noruega, a oeste, e com a Finlândia, a nordeste, sendo banhada pelo Mar Báltico a leste e a sul. Está separada da Dinamarca a sudoeste pelo estreito de Öresund, sobre o qual corre a ponte de Öresund.[5][6][7][8][9]

Com uma área terrestre de 407 311 km², um comprimento de 1 572 km e uma largura de 499 km, a Suécia é o terceiro maior país da União Europeia em termos de superfície. É constituída por um terreno plano ou ondulado na sua parte sul, enquanto a parte norte apresenta uma planície costeira seguida de um interior acidentado culminando em alta montanha junto à fronteira com a Noruega. [10]

Possui uma população total superior a 10 milhões de habitantes (2018). Apresenta uma baixa densidade populacional, com cerca de 23 habitantes por quilômetro quadrado, mas conta todavia com uma densidade consideravelmente maior na metade sul do país. Cerca de 85% da população vive em áreas urbanas. A capital e maior cidade do país é Estocolmo (com uma população de 1,3 milhão na área urbana e de 2 milhões na área metropolitana), centro do poder político e econômico do país. [1][11][12][13]

É uma monarquia constitucional com um sistema parlamentar de governo e um monarca com funções unicamente representativas. [10] Tem uma economia altamente desenvolvida e diversificada, largamente baseada hoje em dia em serviços. [10] O país ocupa o quarto lugar do mundo no Índice de democracia, depois da Islândia, da Dinamarca e da Noruega, segundo a prestigiada revista inglesa The Economist. O país ainda é considerado um dos mais socialmente justos da atualidade, apresentando um dos mais baixos níveis de desigualdade de renda do mundo. A Suécia é membro fundador da Organização das Nações Unidas, da União Europeia desde 1 de janeiro de 1995, e da OCDE.[14] Isso se reflete no fato da Suécia estar, desde que a ONU começou a calcular o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de seus membros na década de 1980, entre os mais bem colocados países do mundo de acordo com o indicador.

A Suécia emergiu como um país independente e unificado durante a Idade Média. No século XVII o país expandiu seus territórios para formar o Império Sueco. A maior parte dos territórios conquistados fora da península Escandinava foram perdidos durante os séculos XVIII e XIX. A metade oriental da Suécia, o que hoje é a Finlândia, foi perdida para a Rússia em 1809. A última guerra na qual a Suécia esteve diretamente envolvida foi em 1814, quando a Suécia forçou por meios militares a Noruega a se juntar ao país e criar o Reinos Unidos da Suécia e Noruega, uma união que durou até 1905. Desde então, a Suécia ficou em paz, com a adoção de uma política externa não alinhada em tempos de paz e de neutralidade em tempo de guerra.[15]

História

Ver artigo principal: História da Suécia

Pré-história

Descobertas arqueológicas comprovam que a área hoje compreendida como Suécia já era povoada durante a Idade da Pedra, quando o gelo resultante da última glaciação recuou. Aparentemente, os primeiros habitantes eram povos caçadores e coletores que viviam da pesca no mar Báltico.

Algumas evidências apontam que o sul da Suécia era densamente povoado durante a Idade do Bronze, pois foram encontradas ruínas de grandes comunidades comerciais.

Formação e expansão

Império Sueco (1611-1728)

Durante os séculos IX e X, a cultura viquingue prosperou na Suécia, com o comércio. A invasão dirigiu-se em primeiro lugar para o oriente, na direção dos Estados Bálticos, Rússia e do mar Negro.

Em 1389, os três estados escandinavos (Noruega, Suécia e Dinamarca) estavam unidos sob um único monarca. A União de Calmar começou como uma união pessoal, não política e quando, no século XV, se tentou centralizar o poder no rei dinamarquês, a Suécia resistiu chegando mesmo a uma rebelião armada. A Suécia separou-se em 1523, quando Gustavo I Vasa, conhecido mais tarde por Gustavo I da Suécia restabeleceu a separação da Coroa Sueca da união.

No século XVII viu-se a Suécia tornar-se uma das principais potências europeias, devido ao sucesso da participação na Guerra dos 30 anos, iniciada pelo Rei Gustavo Adolfo II. Esta posição iria desmoronar-se no século XVIII, quando a Rússia conquistou os reinos da Europa do norte na Grande Guerra do Norte e, finalmente, quando em 1809 houve a separação da parte oriental da Suécia, criando-se assim a Finlândia, como um grão-ducado russo.

Era contemporânea

Soldado sueco durante a Segunda Guerra Mundial

A história recente sueca tem sido pacífica, pois a última guerra foi a Campanha Contra a Noruega (1814), que estabeleceu uma união dominada pela Suécia. Esta união dissolveu-se pacificamente em 1905, apesar de ameaças de guerra. A Suécia foi um país neutro durante a Primeira e a Segunda Guerra Mundial (com uma pequena exceção, a Guerra de Inverno). Continuou a não se posicionar durante a Guerra Fria e hoje não faz parte de nenhuma aliança militar embora tenha participado de treinos militares da OTAN.

O estouro da bolha imobiliária causada pela oferta excessiva de crédito, combinados com uma recessão internacional e uma mudança das políticas de antidesemprego às de políticas anti-inflacionárias resultaram em uma crise fiscal no início dos anos 1990.[16] O PIB da Suécia diminuiu cerca de 5%. Em 1992, houve uma desvalorização da moeda.[17][18]

A resposta do governo foi cortar gastos e instituir uma série de reformas para melhorar a competitividade da Suécia, entre elas a redução do Estado de bem-estar social e a privatização dos serviços e bens públicos. Grande parte do poder político promoveu a adesão à União Europeia e um referendo aprovou a adesão à UE, com 52% de votos favoráveis, em 13 de novembro de 1994. A Suécia aderiu à União Europeia em 1 de janeiro de 1995.

A Suécia continua a ser um país não alinhado militarmente, ainda que participe de alguns exercícios militares conjuntos com a OTAN e alguns outros países, além de uma ampla cooperação com outros países europeus na área da tecnologia de defesa e da indústria de defesa. As empresas suecas exportam armas que foram usadas pelos militares dos Estados Unidos no Iraque.[19] A Suécia também tem uma longa história de participação em operações militares internacionais, incluindo, mais recentemente, o Afeganistão, onde tropas suecas estão sob comando da OTAN, e nas operações de paz patrocinadas pela UE no protetorado da ONU no Kosovo, Bósnia e Herzegovina e Chipre. A Suécia teve a presidência da União Europeia entre 1 de julho a 31 de dezembro de 2009.