Sebastião José de Carvalho e Melo

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Sebastião José de Carvalho e Melo
Marquês de Pombal
Conde de Oeiras
Retrato do Marquês de Pombal, Museu Nacional de Soares dos Reis
Secretário de Estado
dos Negócios Interiores do Reino
Período6 de maio de 1756
a 4 de março de 1777
Antecessor(a)Pedro da Mota e Silva
Sucessor(a)Visconde de Vila Nova de Cerveira
AdjuntosJosé de Seabra da Silva (1771-1774)
Aires de Sá e Melo (1775-1777)
Secretário de Estado
dos Negócios Estrangeiros e da Guerra
Período2 de agosto de 1750
a 6 de maio de 1755
PredecessorMarco António de Azevedo Coutinho
SucessorLuís da Cunha Manuel
 
EsposaTeresa Luísa de Mendonça e Almada
Leonor Ernestina de Daun, 1.ª Marquesa de Pombal
DescendênciaTeresa Violante Eva Judite de Daun
Henrique José de Carvalho e Melo
Maria Francisca Xavier Eva Anselma de Carvalho e Daun
José Francisco Xavier Maria de Carvalho Melo e Daun
Maria Amália de Carvalho e Daun
Nascimento13 de maio de 1699
 Lisboa, Reino de Portugal Portugal
Morte8 de maio de 1782 (82 anos)
 Pombal, Reino de Portugal Portugal
EnterroIgreja da Memória, Lisboa
1923 (trasladação para o local actual)
OcupaçãoEstadista
PaiManuel de Carvalho e Ataíde
MãeTeresa Luísa de Mendonça e Melo
ReligiãoCatólico Romano
AssinaturaAssinatura de Sebastião José de Carvalho e Melo
Brasão

Sebastião José de Carvalho e Melo, Marquês de Pombal e Conde de Oeiras (Lisboa, 13 de maio de 1699Pombal, 8 de maio de 1782[1]) foi um nobre, diplomata e estadista português. Foi secretário de Estado do Reino durante o reinado de D. José I (1750-1777), sendo considerado, ainda hoje, uma das figuras mais controversas e carismáticas da História Portuguesa.

Representante do despotismo esclarecido em Portugal no século XVIII, viveu num período da história marcado pelo iluminismo. Iniciou com esse intuito várias reformas administrativas, económicas e sociais. Acabou com a escravatura em Portugal Continental a 12 de fevereiro de 1761 e, na prática, com os autos de fé em Portugal e com a discriminação dos cristãos-novos, apesar de não ter extinguido oficialmente a Inquisição portuguesa, em vigor "de jure" até 1821. Por outro lado, criou a Real Mesa Censória em 1768, com o objectivo de transferir, na totalidade, para o Estado a fiscalização das obras que se pretendessem publicar ou divulgar no Reino, o que até então estava a cargo do Tribunal do Santo Ofício.[2]

Durante o reinado de D. João V foi embaixador nas cortes do Reino da Grã-Bretanha, em Londres, Inglaterra, e do Sacro Império Romano-Germânico, em Viena, Arquiducado da Áustria.[1]

A sua administração ficou marcada por duas contrariedades célebres: o primeiro foi o Terramoto de Lisboa de 1755, um desafio que lhe conferiu o papel histórico de renovador arquitectónico da cidade. Pouco depois, o Processo dos Távoras, uma intriga com consequências dramáticas. Foi um dos principais responsáveis pela expulsão dos jesuítas de Portugal e das suas colónias.[3]

O quadro "O Marquês de Pombal iluminando e reconstruindo Lisboa", assinado conjuntamente por Louis-Michel van Loo (1707-1771) e Claude-Joseph Vernet (1714-1789), dois grandes pintores da sua época, representa o estadista, em 1759, no centro de uma cena de grande significado político e económico.

Nascimento, família e juventude

Assento de baptismo de Sebastião José de Carvalho e Melo, datado de 6 de junho de 1699. Paróquia de Mercês, Lisboa.

Sebastião José de Carvalho e Melo nasceu em 13 de maio de 1699 em Lisboa, freguesia das Mercês, sendo baptizado a 6 de Junho do dito ano na Capela da mesma invocação, sita na Rua Formosa, que pertencia à sua família, tendo como padrinho, Sebastião José de Carvalho e Melo, seu avô paterno. Filho de Manuel de Carvalho e Ataíde (Mercês (Lisboa), 26 de junho de 1676[4] - Mercês (Lisboa), 15 de março de 1720), fidalgo da província, com propriedade na região de Leiria e de sua mulher, D. Teresa Luísa de Mendonça e Melo (Santa Maria dos Olivais (Lisboa), bap. 7 de outubro de 1684[4] - ?), esta descendente de fidalgos estabelecidos no Brasil. Entre os ascendentes de sua mãe estão as famílias Albuquerque, Moura[5] e Cavalcanti, sendo descendente por duas linhas, uma delas matrilineal, da índia brasileira tabajara Tindarena ou Tavira, batizada como Maria do Espírito Santo Arco Verde.[6] Eram seus avós paternos Sebastião José de Carvalho e Melo (falecido em 19 de janeiro de 1719 na freguesia das Mercês) e D. Leonor Maria de Ataíde (falecida em 30 de novembro de 1720 na freguesia das Mercês), maternos João de Almada e Melo, senhor de Souto d'El Rei e Olivais e D. Maior Luísa de Mendonça. Sebastião foi o mais velho de doze irmãos, dos quais se destacam Paulo António de Carvalho e Mendonça (1702-1770) e Francisco Xavier de Mendonça Furtado (1701-1779), fiéis colaboradores do irmão. A sua mãe casaria no estado de viúva em 30 de junho de 1721, com Francisco Luís da Cunha de Ataíde (Mártires (Lisboa), bap. 4 de junho de 1668 - ?), viúvo de D. Josefa Leocádia Coutinho, falecida em 1719.

Apesar do berço nobre, a família não possuía grandes quantias de dinheiro. Na sua juventude estudou Direito, na Faculdade de Leis e na Faculdade de Cânones da Universidade de Coimbra, e serviu no exército durante um curto período. Quando se mudou para a capital, Sebastião de Carvalho era um homem turbulento.