Sé Velha de Coimbra

Disambig grey.svg Nota: Para a Sé Nova, veja Sé Nova de Coimbra.
Sé Velha de Coimbra
Nomes alternativosIgreja da Sé Velha
Estilo dominanteRomânico (igreja)
Gótico (claustro)
Renascentista (portal lateral)
Início da construçãoséculo XII (igreja)
século XIII (claustro)
Função inicialReligiosa (catedral)
Proprietário atualEstado Português
Função atualReligiosa (igreja paroquial)
ReligiãoIgreja Católica Romana
DioceseDiocese de Coimbra
SacerdoteD. Jorge Ortiga
Património Nacional
Classificação Monumento Nacional
Data1910
DGPC70529
SIPA2673
Geografia
PaísPortugal
CidadeCoimbra
Coordenadas40° 12' 32" N 8° 25' 38" O

A Sé Velha de Coimbra localiza-se na freguesia da Almedina (Coimbra), na cidade e concelho de Coimbra, distrito de mesmo nome, em Portugal.

Constitui um dos edifícios em estilo românico mais importantes do país. A sua construção começou em algum momento depois da Batalha de Ourique (1139), quando Afonso Henriques se declarou rei de Portugal e escolheu Coimbra como capital do reino. Na Sé está sepultado D. Sesnando, conde de Coimbra.

História

Coimbra (Aeminium da época romana) é sede episcopal desde o século V, sucedendo a vizinha Conímbriga, invadida pelos Suevos em 468. Apesar da longa história, não há notícias precisas sobre a catedral de Coimbra desde a época germânica até a construção da Sé Velha. Em 1139, após a decisiva Batalha de Ourique, Afonso Henriques decide financiar a construção de uma nova catedral, provavelmente devido à anterior estar muito deteriorada. As obras devem ter começado em tempos do bispo Bernardo (m. 1146), mas o impulso definitivo foi dado em 1162 com o bispo D. Miguel Salomão, que ajudou a financiar a construção da catedral.

Vista exterior da abside principal (capela-mor) e torre-lanterna românicas da Sé Velha.

Em 1182 as obras estavam adiantadas o suficiente para que o bispo Bernudos, sucessor de Miguel Salomão, fosse enterrado na nova Sé e, em 1185, foi coroado ali o segundo rei de Portugal, D. Sancho I. Os trabalhos principais terão terminado no início do século XIII, com as obras do claustro começando por volta de 1218, durante o reinado de D. Afonso II.

Atribui-se o projeto da Sé românica a mestre Roberto, de possível origem francesa, que dirigia a construção da Sé de Lisboa na mesma época e visitava Coimbra periodicamente. A direção das obras ficou a cargo de mestre Bernardo, também possivelmente francês, substituído por mestre Soeiro, um arquiteto que trabalhou depois em outras igrejas na diocese do Porto.

Obras importantes ocorreram no século XVI, quando se decoraram as naves com azulejos, se construiu a Porta Especiosa no lado Norte e se modificou o absidíolo Sul, mas o essencial do edifício românico foi mantido.

Em 1772, vários anos após a expulsão dos Jesuítas pelo Marquês de Pombal, a sede episcopal foi transferida por ele para a antiga Igreja Jesuíta (a Sé Nova de Coimbra). Nessa altura o bispo desta diocese, D. Miguel da Anunciação, da famigerada família Távora, foi encerrado na prisão sem acusação nem julgamento durante 9 anos e esta Catedral de Coimbra foi reduzida a capela e dada à Santa Casa da Misericórdia, depois de ter sido esvaziada do seu rico património e deitado por terra o claustro e dependências anexas[1].