Romênia na Segunda Guerra Mundial

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A Romênia durante a Segunda Guerra Mundial uniu-se às Forças do Eixo, após um breve período de relativa neutralidade, em junho de 1941, sob o governo de Ion Antonescu. Um golpe em agosto de 1944, liderado pelo rei Miguel, depôs a ditadura de Antonescu e colocou a Romênia no lado dos Aliados pelo resto da guerra. Apesar dessa associação com o lado vencedor, a "Romênia Maior" não sobreviveu à guerra, perdendo territórios tanto para a Bulgária como para a União Soviética.

Os anos pré-guerra

Conforme os anos 1930 avançavam, a já abalada democracia da Romênia se deteriorou lentamente em direção de uma ditadura fascista. Até 1938, convocar eleições à vontade; como resultado, a Romênia experimentaria mais de 25 em uma década.

Esses governos foram progressivamente dominados por vários partidos anti-semitas, ultra-nacionalistas e principalmente semi-fascistas. O Partido Liberal Nacional se tornou constantemente mais nacionalista do que liberal e, de qualquer modo, perdeu o domínio que possuía sobre a política romena nos anos imediatamente após a I Guerra Mundial. Ele foi progressivamente eclipsado por partidos como o (relativamente moderado) Partido Nacional dos Camponeses e sua ramificação mais radical, a Frente Romena, a Liga de Defesa Nacional Cristã (LANC) - que em 1935 se fundiu com o Partido Agrário Nacional para formar o Partido Cristão Nacional (NCP) - e, de forma mais notável, a semi-mística Guarda de Ferro fascista, uma antiga ramificação da LANC que, mais do que esses outros partidos, explorava o nacionalismo, o medo do comunismo e o ressentimento por uma dominação estrangeira e judaica da economia.

No decorrer deste período, esses partidos nacionalistas mantinham uma relação mutuamente desconfiada com o rei Carol II. Com a morte em 1927 de seu irmão Ferdinando, Carol foi prevenido no tocante a assumir o trono devido a famosa concubina judia de Carol, Magda Lupescu. Após ficar 3 anos em exílio, com seu irmão Nicolae servindo como regente e seu jovem filho Miguel como rei, Carol renunciou publicamente à sua concubina e ascendeu ao trono por si mesmo; tornou-se rapidamente claro que sua renúncia fora um blefe.

No entanto, em dezembro de 1937, o rei nomeou o líder da LANC (e poeta) Otavian Goga como primeiro-ministro. Por volta dessa época, Carol encontrou-se com Adolf Hitler, que expressou seu desejo de ver um governo romeno encabeçado pela Guarda de Ferro. Ao invés disso, em 10 de fevereiro de 1938, o rei Carol II usou a ocasião de um insulto público de Goga a Lupescu como uma razão para dissolver o governo e instituir uma ditadura real de vida curta, sancionada dezessete dias depois por uma nova constituição sob a qual o rei nomeava não apenas o primeiro-ministro, mas todos os ministros.

Nos dois anos seguintes, sob vários governos de vida curta, o já violento conflito entre a Guarda de Ferro e outros grupos políticos aproximou-se do nível de guerra civil. A Guarda de Ferro já havia adotado a política de assassinatos e vários governos reagiram na mesma moeda. Em 10 de dezembro de 1933, o primeiro-ministro liberal Ion Duca "dissolveu" a Guarda de Ferro, prendendo milhares; 19 dias depois ele é assassinado por legionários da Guarda de Ferro.

Contudo, os perigos em ambos os lados aumentaram na época da ditadura real. Em abril de 1938, Carol ordenou que o líder da Guarda de Ferro, Corneliu Zelea Codreanu, fosse preso e encarcerado; na noite de 29-30 de novembro de 1938, presumivelmente em retaliação por uma série de assassinatos realizados por comandos da Guarda de Ferro, Codreanu e vários outros legionários foram mortos aparentemente enquanto tentavam escapar da prisão. Geralmente é de comum acordo que não houve tal tentativa de fuga.

A ditadura real foi breve. Em 7 de março de 1939, um novo governo foi formado com Armand Călinescu como primeiro-ministro; em 21 de setembro de 1939, três semanas após o início da II Guerra Mundial, Călinescu, por sua vez, foi assassinado pelos legionários que vingavam Codreanu.

Perdas territoriais da Romênia em 1940 após o ultimato soviético, do Tratado de Bucareste e dos Acordos de Craiova.