Rio Pinheiros

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Rio Pinheiros
Rio Pinheiros - Alto de Pinheiros.jpg

Rio Pinheiros no distrito do Alto de Pinheiros, Zona Oeste de São Paulo.

Localização
País
Localização
Coordenadas
Dimensões
Comprimento
25 km
Hidrografia
Tipo
Bacia hidrográfica
Nascente
Afluentes
principais
Foz

O rio Pinheiros é um curso de água que banha a cidade de São Paulo, no estado de São Paulo, no Brasil. Nasce do encontro do rio Guarapiranga com o rio Grande e desagua no rio Tietê.

No passado, os rios Grande, Jurubatuba e Pinheiros formavam um único rio, com nascentes situadas na serra do Mar e com a foz no rio Tietê. A construção do barramento que deu origem à represa Billings, na década de 1920, criou uma ruptura em seu curso natural, que descaracterizou a noção de continuidade desses corpos hídricos.[1][2][3]

Na cidade de São Paulo, é margeado pela via expressa Professor Simão Faiguenboim (Marginal Pinheiros), um dos principais eixos viários da cidade.

Geografia

Nos tempos coloniais, o rio Pinheiros foi chamado de Jurubatuba, que, em língua tupi, significa "lugar com muitas palmeiras jerivás", pela junção dos termos jeri'wa ("jerivá")[4] e tyba ("ajuntamento").[5]

Confluência do rio Pinheiros com o rio Tietê, por volta de 1929.
Autor anônimo
Formação do Pinheiros, à direita, no encontro do rio Jurubatuba à esquerda, com o rio Guarapiranga no centro

Passou a ser chamado de rio Pinheiros pelos jesuítas, em 1560, quando eles criaram um aldeamento indígena de nome Pinheiros. Foi chamado assim por causa da grande quantidade de araucárias (ou pinheiros-do-brasil) que cobriam a região. O principal caminho que dava acesso à aldeia era o Caminho de Pinheiros, que, hoje, é a Rua da Consolação.

Aos poucos, com a construção de pontes que permitiam a sua travessia, as margens do rio foram sendo ocupadas. O bandeirante Fernão Dias tornou-se proprietário de terras na margem direita do rio Pinheiros. Na margem direita do rio, havia o Forte Emboaçava, para proteger a vila de São Paulo de Piratininga dos ataques indígenas, que, à época, eram constantes.

No início do século XX, a paisagem em torno do rio começou a transformar-se em função das novas levas de imigrantes, principalmente italianos e japoneses, que vieram se instalar às margens do rio.

A partir de 1926, quando o rio ainda abrigava em suas margens clubes esportivos, com provas de travessia a nado e regatas náuticas, estações elevatórias geravam energia barata em abundância, capaz de prover a industrialização do Estado.[6] A partir de 1928, foram iniciadas as obras de retificação do rio Pinheiros, que se estenderiam até os anos 1950. O objetivo destas obras era acabar com as inundações, canalizar as águas e direcioná-las para a Represa Billings, invertendo o sentido do rio, com a Usina Elevatória de Traição. Com isso, foram criadas condições para a instalação da Usina Hidrelétrica Henry Borden, em Cubatão, que recebia água do rio Tietê pelo rio Pinheiros e pela Billings, aproveitando o grande desnível da serra do Mar, de mais de setecentos metros, para gerar energia elétrica. O rio Pinheiros pode ser encaminhado no sentido mais conveniente, bastando desligar o bombeamento da Usina de Traição e abrir uma barragem a jusante no Rio Tietê para ele voltar a correr no curso natural.

Em 1957, na margem leste do rio, foi inaugurado o ramal de Jurubatuba da Estrada de Ferro Sorocabana, que hoje é a Linha 9 da CPTM, ou Linha Esmeralda. Em 1970, nas duas margens do rio, foi inaugurada a Marginal Pinheiros (Via Professor Simão Faiguenboim), que como via expressa de tráfego, efetivamente isolou o rio Pinheiros do convívio com a população, antes mesmo de suas águas estarem poluídas.

Com tantas transformações, as margens do rio perderam as matas ciliares e a vegetação natural foi se extinguindo. Na pequena faixa de terra restante foram implantadas linhas de transmissão de energia, interceptores e emissários de esgotos, oleoduto, cabos de telecomunicações, galerias de águas pluviais e também estradas de serviço para as operações de desassoreamento. o rio Pinheiros passou a receber esgoto doméstico e resíduos industriais, o que acabou por comprometer a qualidade de suas águas e a sobrevivência da fauna local.[6]

Em 1992, o bombeamento para a Billings foi proibido pela Resolução Conjunta SMA/SES 03/92, atualizada pela Resolução SEE-SMA-SRHSO-I de 13/03/96 [7] para proteger o reservatório de poluição. Hoje, só é permitido o bombeamento para a Billings em eventos de chuva intensa, quando há perigo de enchente.

A partir de 1998, seriam iniciados os trabalhos de recuperação do rio através de despoluição e recuperação das margens, que se estendem até hoje (ver #Problemas ambientais).