Revolta da Moreia de 1453–1454

A Revolta da Moreia de 1453–1454 foi uma fracassada revolta camponesa contra o reinado dos irmãos e , déspotas no Despotado da Moreia, controlado pelo Império Bizantino e localizado no Peloponeso.

Contexto

O Império Bizantino já controlava a Moreia por séculos antes da revolta. Na época, alguns milhares de arvanitas haviam se assentado na região.[1] Após a Batalha de Varna, em 1444, os turcos otomanos se viram livres para tratar do que restou do império, que já vinha declinando por um século. Em 1446, os otomanos invadiram a Moreia bizantina que era administrada conjuntamente por dois irmãos, os déspotas e . Os irmãos resistiram à invasão, mas pagaram um alto preço por conta da devastação de todo o entorno e da perda de mais de 60 000 civis levados como prisioneiros pelos turcos.[2] Murad II, o sultão otomano, firmou um tratado de paz com os irmãos em troca do pagamento de um pesado tributo, da vassalagem dos irmãos e de uma promessa de que eles não se oporiam mais a Murad, que se voltou para outros problemas internos.[3]

Com a morte do imperador bizantino em Constantinopla em outubro de 1448, o trono imperial foi assumido por Constantino, coroado em 6 de janeiro do ano seguinte em Mistras antes de partir para a capital. Dois meses depois, ele assumiu de vez o papel de imperador como Constantino XI. Seus irmãos mais novos, Tomás e Demétrio permaneceram encarregados de Moreia como déspotas em seu lugar. Apesar das promessas feitas a Constantino de que eles se apoiariam mutuamente, os dois cobiçavam as terras do outro. Além disso, eles reivindicaram terras pertencentes à República de Veneza na Moreia, alienando assim o único estado capaz de ajudá-los a resistir contra os turcos.[4] A hostilidade mútua chegou ao ponto de ambos solicitarem ajuda militar dos turcos, um contra o outro. Durante o cerco final à Constantinopla, o novo sultão Maomé II, o Conquistador invadiu a região novamente como forma de impedir que os irmãos enviassem ajuda à capital.