Revolta da Armada

Revolta da Armada
Parte da(o) Revolução Federalista
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Uma bateria brasileira no Rio de Janeiro em 1894.
Período1891-1894
LocalRio de Janeiro, Brasil
ResultadoVitória governamental e revolta reprimida
Participantes do conflito
  • Império do Brasil Rebeldes Monarquistas
  • Marinheiros amotinados
Líderes
Império do Brasil Custódio José de Melo
Império do Brasil Saldanha da Gama
Forças
Esquadra legalista:
  • 2 cruzadores
  • 1 torpedo-boat destroyer
  • 6 torpedeiros
  • 2 monitores
  • 4 cruzadores auxiliares
  • 2 canhoneiras
Amotinados imperialistas:
  • 2 couraçados costeiras
  • 4 cruzadores
  • 1 monitor de
  • 1 canhoneira
  • 7 torpedeiros
  • 9 cruzadores auxiliares
Baixas
~10 000 entre militares e civis

A Revolta da Armada foi um movimento de rebelião promovido por unidades da Marinha Imperial Brasileira contra os governos da recém-imposta república brasileira após o Golpe de 1889, que havia sido consolidada através da Primeira Ditadura Militar do Brasil.[3][4][5] Tal revolta contou com a participação de muitos monarquistas,[6] desenvolvendo-se em dois momentos; uma no governo de Deodoro da Fonseca e outra no governo que se seguiu, de Floriano Peixoto.[7]

Primeira Revolta da Armada

O presidente Marechal Deodoro da Fonseca.

Em novembro de 1891, registrou-se como reação à atitude do presidente da República, marechal Deodoro da Fonseca que, em meio a uma crise institucional, agravada por uma grave crise econômica, e com dificuldades em negociar com a oposição, em flagrante violação da Constituição recém-promulgada em 1891, ordenou o fechamento do Congresso.[6] Unidades da Armada na baía de Guanabara, sob a liderança do almirante Custódio de Melo, sublevaram-se e ameaçaram bombardear a cidade do Rio de Janeiro, então capital da República.[8] Para evitar uma guerra civil, o marechal Deodoro renunciou à Presidência da República (23 de novembro de 1891).[7]

Com a renúncia de Deodoro, que ocorreu apenas nove meses depois do início de seu governo, o vice-presidente Floriano Peixoto assumiu o cargo (1892). A Constituição de 1891, no entanto, garantia que, se a presidência ou a vice-presidência ficassem vagas antes de se completarem dois anos de mandato, deveria ocorrer uma nova eleição, o que fez com que a oposição começasse a acusar Floriano por manter-se ilegalmente à frente da nação.