República do Congo

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République du Congo (francês)
República do Congo
Bandeira da República do Congo
Brasão da República do Congo
BandeiraBrasão de Armas
Lema: "Unité, Travail, Progrès" ("Unidade, Trabalho, Progresso")
Hino nacional: "La Congolaise" ("A Congolesa")
Gentílico: congolês(a), conguês(a), conguito (b) congolense[1]

Localização República do Congo

Capital15° 14' E
Cidade mais populosaBrazavile
Língua oficialFrancês
GovernoRepública presidencialista
 - PresidenteDenis Sassou-Nguesso
 - Primeiro-ministroClément Mouamba
Independênciada França 
 - Data15 de agosto de 1960 
Área 
 - Total342 000 km² (63.º)
 - Água (%)3,3
 FronteiraCamarões, República Centro-Africana (N), República Democrática do Congo (E e S), Angola (S), e Gabão (W)
População 
 - Estimativa para 20165 125 821 hab. (124.º)
 - Densidade8 hab./km² (188.º)
PIB (base PPC)Estimativa de 2018
 - TotalUS$ 34,054 bilhões (127.º)
 - Per capitaUS$ 7,323 (119.º)
IDH (2017)0,606 (137.º) – médio[2]
MoedaFranco CFA (XAF)
Fuso horário(UTC+1)
 - Verão (DST)não observado (UTC+1)
ClimaTropical
Org. internacionaisONU, UA, CEMAC, ZPCAS, Francofonia
Cód. ISOCOG
Cód. Internet.cg
Cód. telef.+242
Website governamentalhttp://www.congo-siteportail.info/

Mapa República do Congo

A República do Congo (por vezes chamado Congo-Brazzaville ou Congo-Brazavile para o distinguir da vizinha República Democrática do Congo) é um país africano limitado a norte pelos Camarões e a República Centro-Africana, a leste e a sul pela República Democrática do Congo, através do Rio Congo, a sul pelo exclave angolano de Cabinda e a oeste pelo Gabão e o Oceano Atlântico. Sua capital é a cidade de Brazavile.

O Congo é um país em desenvolvimento, membro da ONU, União Africana, Comunidade Económica e Monetária da África Central, ZPCAS e da Francofonia.

História

O Congo obteve a sua independência da França em 15 de agosto de 1960. Seu primeiro presidente foi Fulbert Raimundo, forçado a deixar o governo por uma revolta, em 1963. Assume então, a presidência Alphonse Massamba-Délbat que, em 1964, fundou um partido de índole marxista-leninista adotando uma economia planificada, de base socialista. A seguir, dá início a um "Plano Quinquenal" que levou a uma expansão inicial da agricultura e da indústria.

A tensão entre o governo e os militares cresce e, em 1968, o Exército dá um golpe de estado, liderado pelo major Marien Ngouabi, que assume o poder. Em dezembro de 1969, o presidente Ngouabi anuncia a nova República Popular durante a solenidade de fundação do "Partido Congolês dos Trabalhadores" (PCT), presidido por ele e dirigido por um comitê central composto de 30 membros. Em janeiro de 1970, o país passa a chamar-se República Popular do Congo, adota como símbolos nacionais A Internacional e a tradicional bandeira vermelha com o martelo, porém sem a tradicional foice, que foi substituída por uma enxada. O ex-Congo francês consolida seu regime ligado ao marxismo-leninismo, tornando-se o primeiro país comunista da África.[3] Neste mesmo ano, o exército esmaga uma tentativa de golpe contra o presidente, liderada pelo ex-tenente paraquedista Pierre Xitonga, e executa todos os conspiradores, com exceção do ex-ministro da Defesa, Augustin Poignet, que consegue fugir. Aproveitando-se desta situação, dá início a um expurgo geral de todos os suspeitos de serem contrários ao seu governo.

O Partido Congolês do Trabalho (PCT) permanece como sendo o único legal e, em 1977, o presidente foi assassinado, assumindo o poder uma junta militar. Em 1979 passa à presidência o coronel Sassou-Nguesso, que exerce poderes ditatoriais até 1989, quando o colapso comunista do leste europeu o leva a anunciar reformas políticas e a transição para a economia de mercado. O governo mantém uma política internacional de neutralidade, relacionando-se tanto com o capitalismo como com o comunismo.

Em 1990, o PCT abandona o marxismo-leninismo. No ano seguinte, tropas cubanas estacionadas no país desde 1977, deixam o Congo. Em 1992 é votada a nova Constituição, onde está previsto um sistema político multipartidário.

Em 1993 milícias promovem ataques contra tropas do governo, cujo presidente é Pascal Lissouba. A situação persiste até 1995, com greves e motins. Sassiy-Nguesso dá um golpe de estado em 1997 apoiado por Angola (até então também em guerra civil). Em 1998 e 1999 tropas do novo governo e aliados enfrentam rebeldes orientados pelo antigo governo (Lissouba e Kolelas), deposto. Em 1999 é assinado cessar-fogo e chega ao fim a guerra civil. Na Justiça, Kolelas é condenado à morte. As perdas são estimadas em US$ 2,5 bilhões, além de 10 mil mortos.

Em agosto de 2014 uma febre desconhecida mata 13 pessoas no país. Casos ocorreram na região onde o ébola foi descoberto em 1976. Os sintomas: febre, vômito, diarreia e hemorragia são semelhantes ao do ébola.[4]