República de Veneza

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Serenìsima Repùblica Vèneta
Serenissima Repubblica di Venezia

Sereníssima República de Veneza

República Oligárquica

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697 – 1797Flag of the Repubblica Cisalpina.svg

Brasão de Veneza

Brasão

Lema nacional
Viva San Marco!
Hino nacional
Inno Nasionale Veneto


Localização de Veneza
A República de Veneza em 1796.
ContinenteEuropa
CapitalEraclea (697 - 810)
Veneza (810 - 1797)
Língua oficialLatim
vêneto
GovernoRepública (Plutocracia)
Doge
 • 697717 (tradicional)Paulo Lúcio Anafesto
 • 72637 (1° provado)Orso Ipato
 • 1789-97 (último)Ludovico Manin
LegislaturaGrande Conselho de Veneza
História
 • 697Eleição do primeiro doge
 • 17 de Abril de 1797Dissolução
MoedaLira veneziana
Paulo Lúcio Anafesto é tradicionalmente o primeiro Doge de Veneza, mas John Julius Norwich sugere que isso pode ter sido um erro para Paulo, exarca de Ravena, e que o segundo doge tradicional Marcelo Tegaliano pode ter sido nomeado similarmente mestre dos soldados (magister militum) por Paulo. Sua existência como doges não é corroborada por qualquer fonte antes do século II e, como John Julius Norwich sugere, provavelmente não é inteiramente lendário. Tradicionalmente, o estabelecimento da República é, assim, datada de 697.

A Sereníssima República de Veneza (em vêneto: Serenìsima Repùblica Vèneta e em italiano Serenissima Repubblica di Venezia) foi um Estado no nordeste da península Itálica, com capital na cidade de Veneza. Existiu do século IX ao século XVIII (1797). É muitas vezes referida apenas como a Sereníssima.

Não há um consenso quanto à data da fundação da república. São consideradas as seguintes datas:

  • 697 - quando os venezianos elegeram o primeiro chefe (dux, depois Doge) autonomamente do Império Bizantino.
  • 810 - quando o ducado, já quase independente, muda sua capital de Eraclea para Veneza.

A data de fim, ao contrário, é clara: 1797, ano em que é invadida por Napoleão Bonaparte, que com o Tratado de Campoformio a cede ao Império Austríaco.

História

Ver artigo principal: História da República de Veneza

Pré-história e Antiguidade

A região do Vêneto é habitada desde a pré-história. A história dessa região faz parte da história da vasta região do Nordeste da Itália, situada entre os confins do mar Adriático e a cadeia dos Alpes Orientais, que compreende Trentino-Alto Ádige, Vêneto e Friul-Veneza Júlia.

Em época histórica a partir do século I a.C. fez parte do Império Romano como Regio X Venetia et Histria.

Idade Média

Depois da queda do Império Romano, a região foi invadida por diversos povos bárbaros (godos, hérulos, hunos e lombardos). Esta última invasão é descrita por Paulo, o Diácono na sua Historia de meduza. Entre o século VI e o século VIII, ocorreu uma divisão sempre mais nítida entre o Vêneto interno, sob o domínio lombardo e a Veneza marítima dependente do Império Bizantino e do exarcado de Ravena.

Grande parte da população e as autoridades religiosas se transferiram das cidades do interior aos centros lagunares (Grado, Torcello, Caorle, Malamocco e Civitas Nova ou Eraclea). Com a conquista lombarda de Ravena, em 751, o território lagunar adquire uma crescente independência do Império Bizantino, do qual permanece formalmente dependente. Com a transferência da sede do dux (duque) bizantino, que tornou-se o doge, de Civitas Nova, sobre a terra firme, a Malamocco, nas ilhas lagunares, e depois, no início do século VIII, a "Rivoalto" (atual Rialto), originou-se a cidade de Veneza.

Por volta do ano 1000, Veneza expulsou os piratas que ocupavam a costa da Ístria e manteve a região sob seu domínio.[1]

A força de Veneza nasceu do desenvolvimento de relações comerciais com o Império Bizantino. Embora com crescente independência, Veneza permaneceu aliada do Império Bizantino contra os árabes e normandos.

A República de Veneza por volta do ano 1000

Graças à imensa fortuna arrecadada através do comércio marítimo e terrestre com todo o mundo então conhecido, Veneza tornou-se a mais potente das quatro Repúblicas Marítimas da península itálica, que tinham o domínio comercial das rotas do mar Mediterrâneo. Expandindo seu domínio aos territórios circundantes, em torno de 1400 a Sereríssima República de Veneza era um Estado, cujos confins se estendiam além daqueles da antiga região romana, compreendendo parte da Lombardia, da Ístria, da Dalmácia, e vários territórios no ultramar.

No início do século XIII, Veneza alcançou o máximo de seu desenvolvimento, dominando o comércio no Mediterrâneo e dos países europeus com o Oriente. Durante a Quarta Cruzada (1202-1204), Veneza adquiriu a posse das ilhas e das localidades marítimas comercialmente mais importantes do Império Bizantino. A conquista dos importantes portos de Corfu (1207) e de Creta (1209), lhe garantiu um comércio que se estendia ao Oriente, e alcançava a Síria e o Egito, pontos terminais do fluxo mercantil. Ao fim do século XIV, Veneza era a principal potência mercantil do Mediterrâneo e um dos estados mais ricos da Europa.

Idade Moderna e decadência

Domínios venezianos na Grécia, 1450

Com a queda de Constantinopla para os turcos, em 1453, e o início das navegações portuguesas e espanholas, o comércio da Europa com o Oriente através do mar Mediterrâneo entrou em decadência.

Ao fim do século XVIII, a Sereníssima República, em declínio, foi invadida por Napoleão Bonaparte. A invasão pelas tropas napoleônicas em 1797 e sua cessão à Áustria, em troca da Bélgica, pôs fim à história de muitos séculos da Sereníssima República de Veneza. Os territórios antes dominados pela república foram divididos em partes que se tornaram províncias do Império Austríaco.