República Centro-Africana

République centrafricaine (francês)
Ködörösêse tî Bêafrîka (sango)

República Centro-Africana
Bandeira da República Centro-Africana
Brasão de armas da República Centro-Africana
BandeiraBrasão de Armas
Lema: "Unité, Dignité, Travail"
("Unidade, Dignidade, Trabalho")
Hino nacional: La Renaissance
"A Renascença"
Gentílico: centro-africano(a)[1]

Localização de República Centro-Africana

Capital18° 35' E
Cidade mais populosaBangui
Língua oficialFrancês, Sangho
GovernoRepública semipresidencialista
 - PresidenteFaustin-Archange Touadéra
 - Primeiro-ministroFirmin Ngrébada
Independênciada França 
 - Data13 de agosto de 1960 
Área 
 - Total622.984 km² (42.º)
 - Água (%)<0,1
 FronteiraChade (N), Sudão e Sudão do Sul (E), República Democrática do Congo, República do Congo (S), e Camarões (W)
População 
 - Estimativa para 2014[2]5 277 959 hab. (117.º)
 - Densidade6 hab./km² (192.º)
PIB (base PPC)Estimativa de 2007
 - TotalUS$ : 3.101 bilhões (162.º)
 - Per capitaUS$ : 726 (170.º)
IDH (2017)0,367 (188.º) – baixo[3]
Gini (1993[4])61,3
MoedaFranco CFA (XAF)
Fuso horário(UTC+1)
ClimaTropical e semiárido
Org. internacionaisONU, UA, CEMAC, Francofonia, OHADA
Cód. ISOCAF
Cód. Internet.cf
Cód. telef.+236

Mapa de República Centro-Africana

A República Centro-Africana ou, raramente, República da África Central é um país localizado no centro da África, limitado a norte pelo Chade, a nordeste pelo Sudão, a leste pelo Sudão do Sul, a sul pela República Democrática do Congo e pela República do Congo, e a oeste pelos Camarões. A capital do país é a cidade de Bangui.

A maior parte da República Centro-Africana consiste em savanas, mas o país também inclui uma zona Sahel-sudanesa no norte e uma zona de floresta equatorial no sul. Dois terços do país estão na bacia do rio Ubangui (que desemboca no rio Congo), enquanto o terço restante está localizado na bacia do Chari, que desemboca no Lago Chade.

O que hoje é a República Centro-Africana foi habitada há milênios. No entanto, as fronteiras atuais do país foram estabelecidas pela França, que governou o país como uma colônia a partir do final do século XIX. Depois de conquistar a independência da França em 1960, a República Centro-Africana foi governada por uma série de líderes autocráticos. Na década de 1990, as chamadas para a democracia culminaram nas primeiras eleições democráticas multipartidárias em 1993, quando Ange-Félix Patassé se tornou presidente. Em 2003, através de um golpe de Estado, o general François Bozizé destituiu Patassé e assumiu o poder. A guerra civil no país iniciou-se em 2004 e, apesar de um tratado de paz em 2007 e outro em 2011, eclodiram combates entre o governo, muçulmano, e facções cristãs em dezembro de 2012, levando a uma limpeza étnica e religiosa e deslocamentos populacionais massivos em 2013 e 2014.

Apesar de suas jazidas minerais significativas e outros recursos, tais como reservas de urânio, petróleo, ouro, diamantes, madeira e energia hidrelétrica, bem como quantidades significativas de terras aráveis, a República Centro-Africana está entre os dez países mais pobres do mundo.

História

A antiga colônia francesa de Ubangui-Chari fez parte da África Equatorial Francesa. Em 1958, tornou-se república dentro da Comunidade Francesa e totalmente independente em 1960. Em 1976, seu presidente, Jean-Bédel Bokassa, declarou-a império e a si próprio imperador. Após denúncias de atrocidades, ele foi deposto em 1979, e o país voltou a ser República. A instabilidade política persistiu e, em 1981, o general André Kolingba tomou o poder. O governo civil foi restaurado em 1986, com Kolingba ainda presidente. Houve reivindicações por eleições multipartidárias e o Movimento Democrático pela Renovação e Evolução na África Central (MDREC) foi constituído. Uma conferência constitucional fracassou em 1992 e o líder do MDREC foi aprisionado. Em 1993, ocorreram eleições livres, vencidas no segundo turno por Ange-Félix Patassé, ex-primeiro-ministro do governo Bokassa. Em 2003, um golpe de Estado depôs Patassé, e o líder rebelde François Bozizé assumiu o poder. Dois anos depois, ele organizou eleições presidenciais e as venceu em segundo turno.[5] Em 2013, Bozizé foi deposto por um novo golpe, após a coalizão rebelde Seleka assumir o controle da capital e forçar a fuga do ex-presidente para Camarões.[6]