Religião étnica

Barracão de candomblé em Pernambuco, Brasil. O candomblé é um exemplo de religião étnica.

Religião étnica ou religião indígena é um termo que pode incluir religiões civis oficialmente sancionadas e organizadas com um clero organizado, mas que são caracterizadas pelo fato de que seus adeptos em geral são definidos por uma etnia em comum e a conversão, essencialmente, equivale a uma assimilação cultural para o povo em questão. Em contraste a isso estão os "cultos imperiais", que são definidos por influência política separada da etnicidade. Um conceito que se sobrepõe em parte a esse termo é o de religião folclórica (ou popular), que refere-se a costumes religiosos étnicos ou regionais, sob a égide de uma religião institucionalizada (por exemplo, o cristianismo folclórico). Adeptos de uma religião étnica podem constituir um grupo etno-religioso.

O site Adherents.com cita cálculos de Barrett, feitos em 2001, para fazer uma estimativa demográfica das religiões mundiais e estima em 457 milhões os seguidores de "religiões tribais", "étnicas" ou "animistas", incluindo as religiões tradicionais africanas, mas excluindo a religião popular chinesa ou o xintoísmo.[1]

História

Na antiguidade, a religião era um fator de definição de etnicidade, juntamente com outros aspectos culturais, como o idioma, costumes regionais, trajes, entre outros. Com a ascensão do cristianismo, islamismo e budismo, as religiões étnicas passaram a ser marginalizadas como "restos" de tradições de áreas rurais e passaram a ser referidas como "paganismo" ou "idolatria". A noção de gentios ("nações") no judaísmo reflete esse estado de coisas, ou seja, a suposição implícita de que cada nação terá a sua própria religião. Exemplos históricos incluem o politeísmo germânico, celta, eslavo e a religião grega pré-helenística.