Relação conjugal

Relação conjugal, conforme o próprio termo sugere, é espécie singular de relação entre pessoas que se unem uma à outra, com propósito de vida mútua em comum, distinta da ordinária vida social, ou da relação social a que se subordinam. As pessoas assim unidas chamam-se, por isso, cônjuges (<latim conjuge = con, "um com o outro" + juge,re, "ligação ou união").

Essa vida relacional comum são atividades, interesses e construções comuns, que podem ou não incluir atividade sexual, esta, por seu turno, com finalidade apenas procriativa, apenas prazerosa ou com ambas as finalidades, conforme a decisão do casal e/ou predefinições cultural-sociais.

Usualmente conecta-se desde logo à ideia de família, embora o conceito antropologicamente amplo desta remeta a várias visões, frequentemente conflituosas e divergentes entre si.

Visão clássica

Clássica e tradicionalmente, no domínio humano, e na maioria das sociedades contemporâneas, ao se falar em relação conjugal, quer-se referir a u'a modalidade relacional biunívoca (um cônjuge para com o outro, exclusivamente, e vice-versa), estabelecida como:

  • Casamento (ou matrimônio estabelecido entre um homem e u'a mulher para tanto habilitados segundo a ordem cultural-social (e, se houver, a jurídico-política) vigente no âmbito do grupo social, qualquer que seja a sua amplitude espaço-temporal e a sua compreensão, estando presentes ou não elementos de convalidação religiosa, segundo os costumes locais e os desejos pessoais;
  • União estável entre pares convivenciais (um homem e u'a mulher), assemelhada e, eventualmente, equiparada, ao casamento, segundo a ordem cultural-social (e, se houver, a jurídico-política) vigente no âmbito do grupo social, qualquer que seja a sua amplitude espaço-temporal e a sua compreensão, estando presentes ou não elementos de convalidação religiosa, segundo os costumes locais e os desejos pessoais;