Reino de Macúria
English: Makuria

A página está num processo de expansão ou reestruturação.
Esta página está em processo de expansão ou reestruturação durante um curto período.
Isso significa que o conteúdo está instável e pode conter erros que estão a ser corrigidos. Por isso, não convém editar desnecessariamente ou nomear para eliminação durante esse processo, para evitar conflito de edições; ao invés, exponha questionamentos na última edição tenha ocorrido há vários dias, retire esta marcação.
Macúria
Blank.png
Blank.png
século Vséculo XV/XVI 
Blank.png
Segundo o Livro do Conhecimento
Segundo o Livro do Conhecimento
The Kingdom of Makuria at its peak-pt.svg
Macúria em seu zênite sob o rei
RegiãoÁfrica
Capitais
  • Dongola (até 1365)
  • Gebel Ada (desde 1365)
Países atuais

Línguas oficiais
Religião
Moeda

Forma de governoMonarquia
Rei
• fl. 651-652  Calidurute (primeiro conhecido)
• fl. 1463-1484  Joel (último conhecido)

Período históricoAntiguidade Tardia
Idade Média
• século V  Estabelecimento
• 1365  Fuga da corte para Gebel Ada
• século XV/XVI  Extinção

Macúria[1] (em núbio antigo: ⲇⲱⲧⲁⲩⲟ; transl.: Dotawo; em grego: Μακογρια, Makouria; em árabe: مقرة, al-Muqurra) foi um reino núbio localizado no norte do Sudão e sul do Egito. Originalmente cobriu a área junto ao rio Nilo da terceira catarata em algum lugar ao sul Abu Hamade, bem como partes do norte do Cordofão. Sua capital foi Dongola (em núbio antigo: Tungul) e às vezes o reino é conhecido pelo nome de sua capital.

Pelo fim do século VI, se converteu ao cristianismo, mas no século VII, o Egito foi conquistado pelos exércitos islâmicos. Em 651, um exército árabe invadiu Macúria, mas foi repelido e um tratado, conhecido como Bacte, foi assinado criando uma paz relativa que durou até o século XIII. Macúria se expandiu ao anexar seu vizinho setentrional Nobácia, processo iniciado em algum momento após a conquista sassânida do Egito e concluído no reinado do rei Mercúrio. Também manteve estreitos laços dinásticos com Alódia ao sul.

Entre os séculos IX e XI, vivenciou o zênite de seu desenvolvimento cultural: novos edifícios monumentais foram erguidos, a arte de pinturas murais e cerâmica ricamente manufaturada e decorada floresceu e o núbio se tornou língua escrita prevalente. Contudo, crescentes agressões vindas do Egito, disputas intestinas, incursões beduínas e possivelmente a praga e a mudança de rotas comerciais causo o declínio do Estado nos séculos XIII e XIV. Devido a guerra civil de 1365, que perdeu muito de seus territórios do sul, inclusive Dongola. Já não existia mais nos anos 1560, quando o Império Otomano ocupou a Baixa Núbia. Ela foi subsequentemente islamizada, enquanto os núbios vivendo rio acima de Adaba e no Cordofão foram arabizados.

Fontes

Tradução em núbio antigo do Livro das Instituições de Miguel Arcanjo (século IX-X), achada em Forte Ibrim. Museu Britânico

Macúria é muito melhor conhecido do que Alódia, mas ainda há lacunas. As fontes mais relevantes à história da área são viajantes e historiadores árabes que foram à Núbia. Os relatos são geralmente problemáticos, pois muitos estavam enviesados contra os cristãos e suas obras geralmente focam apenas nos conflitos militares entre Egito e Núbia.[2] Uma exceção é ibne Selim de Assuã, um diplomata egípcio que foi a Dongola quando Macúria estava no ápice de seu poder no século X e deixou um relato detalhado.[3]

Os núbios eram uma sociedade letrada, e grande número de escritos sobreviveram. Esses documentos foram escritos em núbio antigo numa variedade uncial do alfabeto grego com alguns símbolos coptas e alguns símbolos meroíticos. Escritos numa linguagem muito ligada ao moderno nobiin, esses documentos foram decifrados há muito tempo. A vasta maioria das obras liga com religião ou registros legais, mas na coleção de Forte Ibrim, há alguns valiosos registros governamentais.[4]

A construção da represa de Assuã em 1964 ameaçou inundar a metade norte de Macúria. Em 1960, a UNESCO lançou um grande esforço para fazer quanto trabalho arqueológico fosse possível antes da inundação e milhares de especialistas de várias partes do mundo foram chamados. Alguns dos sítios macúrios mais relevantes estudados foram a cidade de Faras e sua basílica, escavada por um time da Polônia; Forte Ibrim, escavada pelos britânicos; e Debeira Ocidental, estudada pela Universidade de Gana, que produziu importante informação sobre a vida cotidiana da Núbia medieval. Todos os sítios estão no que era a Nobácia; o único grande sítio arqueológico em Macúria é a parcialmente explorada Dongola.[5]