Papa Calisto III

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Calisto III
Papa da Igreja Católica
209° Papa da Igreja Católica
Atividade Eclesiástica
DioceseDiocese de Roma
Eleição8 de abril de 1455
Entronização20 de abril de 1455
Fim do pontificado 6 de agosto de 1458 (3 anos)
PredecessorNicolau V
SucessorPio II
Ordenação e nomeação
Nomeação episcopal20 de agosto de 1429
Ordenação episcopal31 de agosto de 1429
por di Foix
Nomeado arcebispo8 de abril de 1455
Cardinalato
Criação2 de maio de 1444
por Papa Eugênio IV
OrdemCardeal-presbítero
TítuloSantos Quatro Mártires Coroados
Papado
Brasão
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ConsistórioConsistórios de Calisto III
Dados pessoais
Nascimento31 de dezembro de 1378
Valência, Espanha
Morte6 de agosto de 1458 (79 anos)
Roma, Itália
Nacionalidadeespanhol
Nome nascimentoAlfonso de Borgia
ProgenitoresMãe: Francisca Martì
Pai: Domingo de Borja
Títulos anterioresBispo de Valencia (1429-1455)
SepulturaSanta Maria in Monserrato degli Spagnoli
dados em catholic-hierarchy.org
Categoria:Igreja Católica
Categoria:Hierarquia católica
Projeto Catolicismo
Lista de Papas
Papa Calisto III cria Enea Silvio Piccolomini (futuro papa Pio II) como cardeal. Tela de Bernardino di Betto, conhecido como Pinturicchio.

Papa Calisto III nascido Alonso de Borja, em italiano Alfonso Borgia (Valência, 31 de dezembro de 13786 de agosto de 1458) foi papa de 8 de abril de 1455 até à data da sua morte, perto de Xàtiva, Valência, hoje Espanha, mas naquele tempo Reino de Valência, integrado no Reino de Aragão. Foi o Papa que reviu a condenação de Joana d'Arc e reconheceu sua inocência em 1456.

Filho de Domingo de Borja e de sua mulher Francisca Martì, foi tio materno doutro papa da família Bórgia, Alexandre VI e do cardeal Luis Juan de Milà y Borja.

O seu túmulo encontra-se na igreja de Santa Maria in Monserrato, em Roma.

  • criação dos padroados português e espanhol
  • ver também

Criação dos Padroados português e espanhol

O Papa Calisto III criou o Padroado, que era um tratado entre a Igreja Católica e os Reinos de Portugal e de Espanha.

A Igreja Católica delegava aos monarcas destes reinos ibéricos a administração e organização da Igreja Católica em seus domínios. O rei mandava construir igrejas e era responsável pela sua manutenção), nomeava os padres e os bispos, sendo estes depois aprovados pelo Papa.

Assim, a estrutura do Reino de Portugal e de Espanha tinha não só uma dimensão político-administrativa, mas também religiosa. Com a criação do Padroado, muitas das atividades características da Igreja Católica eram, na verdade, funções do poder político. Particularmente a Inquisição, que nos Impérios Ibéricos funcionou mais como uma polícia do que a sua função inicial religiosa.

O Padroado português foi muito alterado ao longo dos tempos, mas os seus últimos vestígios foram suprimidos com o Concílio Vaticano II. Por exemplo, até este Concílio, era o Chefe de Estado Português que impunha o barrete cardinalício ao Patriarca de Lisboa.