Pacto de Varsóvia
English: Warsaw Pact

Question book-4.svg
Esta página cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde junho de 2019). Ajude a inserir referências. Conteúdo não verificável poderá ser acadêmico)
Pacto de Varsóvia
Emblema do Pacto de Varsóvia.
No círculo, lê-se: "União da Paz e do Socialismo."
Map of Warsaw Pact countries.png

Lema"Союз мира и социализма (russo) - "união de paz e socialismo""
TipoAliança militar
Fundação14 de maio de 1955
Extinção1 de julho de 1991
SedeMoscou,  União Soviética
MembrosBulgária Bulgária

Checoslováquia Checoslováquia
Alemanha Oriental Alemanha Oriental
Hungria Hungria
Polónia Polónia
Roménia Roménia
União Soviética União Soviética
Albânia Albânia (retirou-se em 1968)

O Pacto de Varsóvia ou Tratado de Varsóvia foi uma aliança militar formada em 14 de maio de 1955 pelos países socialistas do Leste Europeu e pela União Soviética, países estes que também ficaram conhecidos como bloco do leste. O tratado correspondente foi firmado na capital da Polônia, Varsóvia, e estabeleceu o alinhamento dos países membros com Moscou, estabelecendo um compromisso de ajuda mútua em caso de agressões militares e legalizando na prática a presença de milhões de militares soviéticos nos países do leste europeu desde 1945.[1]

O organismo militar foi alegadamente instituído em contraponto à OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), organização internacional que uniu as democracias da Europa Ocidental e os Estados Unidos para a prevenção e defesa dos países membros contra eventuais ataques vindos do Leste Europeu

Os países que fizeram parte do Pacto de Varsóvia eram alguns nos quais foram instituídos governos socialistas pela União Soviética, após a Segunda Guerra Mundial. Os membros da aliança foram a União Soviética, Polónia, República Democrática Alemã, Checoslováquia, Hungria, Romênia, Bulgária, Albânia (esta última retirou-se em 1968), sendo que a estrutura militar seguia as diretrizes soviéticas. A Iugoslávia, por oposição do Marechal Tito, se recusou a ingressar no bloco.

Porém, as principais ações do Pacto foram dentro dos países-membros para a repressão de revoltas internas. Em 1956, tropas reprimiram manifestações populares na Hungria e Polônia, e em 1968, na Tchecoslováquia, na chamada Primavera de Praga que pediam a descentralização parcial da economia e a democratização. [2][3]

As mudanças no cenário geopolítico da Europa Oriental no final da década de 1980, com a queda dos governos socialistas, o fim do Muro de Berlim, o fim da Guerra Fria e a crise na União Soviética levaram à extinção do Pacto em 31 de março de 1991. O fim do Pacto de Varsóvia representou, também, o fim da Guerra Fria.

Seis anos depois, a OTAN convida a República Tcheca, Hungria e Polônia a ingressarem na organização, demonstrando uma nova configuração das forças militares na Europa pós-Guerra Fria.

Alcance

A Guerra Fria (1945–90): OTAN vs. Pacto de Varsóvia, a relação de forças em 1973.

O Tratado de Amizade, Cooperação e Assistência Mútua ficou conhecido como Pacto de Varsóvia, a cidade em que foi assinado o acordo de cooperação militar em 1955 pelos países do Leste. Concebido sob a liderança da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, o seu objetivo declarado era combater a ameaça da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), em particular o rearmamento da Alemanha Ocidental, no entanto, o principal objetivo do pacto, consistiu na criação de um envelope jurídico, que justificasse a presença de milhões de militares russos no território dos países que tinham sido ocupados pelas tropas do exército vermelho na sequência da II guerra mundial. O rearmamento alemão, resultado dos acordos de Paris levou a que a República Federal Alemã tivesse sido autorizada a reorganizar suas forças armadas e a ingressar na OTAN. Os soviéticos viram isso como violação do status de neutralidade das duas Alemanhas, convencionado nos acordos entre as duas superpotências no pós-Segunda Guerra. Isso juntamente com o bloqueio soviético contra Berlim, consumou a divisão da Alemanha e serviu de argumento para que a U.R.S.S. prolongasse indefinidamente a presença das suas tropas nos países do leste europeu.

O âmbito de aplicação do Pacto de Varsóvia, que abrange todos os estados socialistas da Europa Oriental (com excepção da Iugoslávia que, apesar de tudo, teve uma grande influência), ou seja, Albânia, Bulgária, Checoslováquia, Hungria, Polónia, República Democrática Alemã ou Alemanha Oriental, Romênia e União Soviética. Até 1962, a RPC (República Popular da Coreia) foi associada como observador. O acordo foi assinado em Varsóvia em 14 de maio de 1955, com Nikita Khrushchev, primeiro-secretário do Partido Comunista da União Soviética.

Os Estados do bloco do Leste mantinham antes da assinatura do tratado, uma estreita relação militar com a União Soviética, cujo Exército havia permitido sua libertação durante a Segunda Guerra Mundial, assim como as forças britânicas e dos Estados Unidos tinham feito na Alemanha Ocidental, a oeste da Áustria, Bélgica, Itália, França e Grécia, no quadro acordado na Conferência de Yalta. A profunda influência exercida pela União Soviética no bloco tinha sido percebida como um desafio às outras potências aliadas, que consideram a expansão do comunismo como uma ameaça imediata para o domínio político e económico na Europa pelos Estados Unidos e governos capitalistas europeus. A polarização entre a órbita dos Estados Unidos, que com a criação da OTAN quebrou a longa tradição de isolamento e os militares soviéticos seria o carácter determinante dos 45 anos da Guerra Fria (o nome dado ao conflito militar travado pela União Soviética e Estados Unidos desde o final da II Guerra Mundial até à dissolução da primeira em 1991).