Pânico moral
English: Moral panic

Preparativos para queimar uma bruxa em 1544. Caças às bruxas são um exemplo de comportamento de massa alimentado pelo pânico moral.

Um pânico moral é um sentimento de medo, por vezes exagerado, espalhado em um grande número de pessoas de que algum mal ameaça o bem-estar da sociedade.[1][2]

As mídias são atores-chave na disseminação da indignação moral, mesmo quando não pareçam estar conscientemente engajados em cruzadas ou realizando uma investigação jornalística. A simples divulgação de algo pode bastar para gerar preocupação, ansiedade ou pânico.[3] Exemplos de pânico moral incluem a crença no rapto generalizado de crianças por pedófilos predadores,[4][5][6] crença no abuso ritual de mulheres e crianças por cultos satânicos,[7] a Guerra às Drogas,[8] e outros assuntos de saúde pública.

Uso do termo em ciências sociais

Marshall McLuhan deu tratamento acadêmico ao termo em seu livro Understanding Media, de 1964.[9] De acordo com Stanley Cohen, autor de um estudo sociológico sobre a cultura e mídia juvenil chamado Folk Devils and Moral Panics ("demônios folclóricos e pânicos morais"), de 1972,[10] um pânico moral ocorre quando "... [uma] condição, episódio, pessoa ou grupo de pessoas surge e acaba sendo definido como uma ameaça aos valores e interesses sociais".[3] Aqueles que começam o pânico quando temem uma ameaça aos valores sociais ou culturais predominantes são conhecidos pelos pesquisadores como "empreendedores morais", enquanto as pessoas que supostamente ameaçam a ordem social têm sido descritas como "demônios folclóricos".