Omã
English: Oman

سلطانة عمان
Saltānat 'Umān
Sultanato de Omã
Bandeira de Omã
Brasão de armas de Omã
BandeiraBrasão de armas
Lema: não tem
Hino nacional: Nashid as-Salaam as-Sultani
Gentílico: omanense; omaniano; omani

Localização de Omã

Localização de Omã na Península Arábica
CapitalMascate
Língua oficialÁrabe
Religião oficialIslamismo
GovernoMonarquia absoluta
 - SultãoCabus ibne Saíde Alçaíde
 - Vice-primeiro-ministroFade ibne Mamude Alçaíde
Independência 
 - de Portugal1650 
 - do Reino Unido1971 
Área 
 - Total309 500 km² (70.º)
 - Água (%)desprezível
População 
 - Estimativa para 2016[1]4 424 762 hab. (139.º)
 - Censo 20102,773,479 hab. 
 - Densidade9,2 hab./km² (219.º)
PIB (base PPC)Estimativa de 2008
 - TotalUS$ 66,889 biliões (79.º)
 - Per capitaUS$ 24 674 (36.º)
IDH (2017)0,821 (48.º) – muito alto[2]
MoedaRial (OMR)
Fuso horárioUTC (UTC+4)
 - Verão (DST)UTC (UTC+4)
Org. internacionaisLiga Árabe
Cód. ISOOMN
Cód. Internet.om
Cód. telef.+968

Mapa de Omã

Omã (em árabe: عمان, lit. 'ʻUmān'), ou, mais raramente, Omão, oficialmente Sultanato de Omã (em árabe: سلطانة عمان; transl.: Saltānat 'Umān), é um país árabe na costa sudeste da Península Arábica. Com uma posição de importância estratégica na foz do Golfo Pérsico, o país faz fronteira com os Emirados Árabes Unidos a noroeste, Arábia Saudita a oeste, e Iémen ao sul e sudoeste, e compartilha fronteiras marítimas com o Irão e Paquistão. A costa é formada pelo Mar da Arábia, no sudeste, e pelo Golfo de Omã no nordeste. Os enclaves de Mada e Moçandão estão rodeados pelos Emirados Árabes em suas fronteiras terrestres, com o Estreito de Ormuz (que partilha com o Irã) e o Golfo de Omã formando os limites costeiros de Moçandão. O Omã é o único país do mundo que começa com a letra O.

A partir do final do século XVII, o Sultanato de Omã foi um poderoso império, competindo com Portugal e Grã-Bretanha pela influência no Golfo Pérsico e no Oceano Índico. Em seu auge, no século XIX, a influência e controle de Omã se estendia através do Estreito de Ormuz aos atuais Irão e Paquistão, e até o sul de Zanzibar (hoje parte da Tanzânia, também sua antiga capital). Como o seu poder declinou no século XX, o sultanato ficou sob a influência do Reino Unido. Historicamente, Mascate foi o principal porto comercial da região do Golfo Pérsico. Mascate também esteve entre os portos comerciais mais importantes do Oceano Índico. A religião oficial de Omã é o Islã.

Omã é uma monarquia absoluta. O Sultão Cabus ibne Saíde Alçaíde têm sido o líder hereditário do país desde 1970. É o atual governante mais antigo no Oriente Médio, e o sétimo monarca cujo reinado é o mais longo do mundo.

Omã possui modestas reservas de petróleo, ficando em 25º a nível mundial. No entanto, em 2010, o PNUD classificou Omã como a nação mais aprimorada no mundo em termos de desenvolvimento durante os últimos 40 anos. Uma parcela significativa de sua economia vem do turismo e do comércio de peixes, e de certos produtos agrícolas. Isso o diferencia de economias exclusivamente dependentes do petróleo, como seus vizinhos. Omã é classificado como uma economia de alta renda e ocupa a posição 74º de países mais pacíficos do mundo, de acordo com o Índice Global da Paz.

História

Ver artigo principal: História de Omã

Antiga satrapia do Império Aquemênida, e posteriormente, do Império Sassânida, o Omã só ficou livre desse poder em 632. Em 751, os ibaditas criaram o Imamado do Omã, sendo governado por imames. Durante séculos o Omã não passava de um mero país incrustado no deserto, até que os portugueses o invadiram em 1508. Em 1659, os otomanos tomam o Omã e expulsam os portugueses. Em 1741, os otomanos foram por sua vez expulsos pelo depois proclamado sultão Amade ibne Saide Albuçaídi. Inicia-se a era de ouro do sultanato, que expande suas fronteiras e obtém várias colônias no Oceano Índico (Zanzibar e Comores, na África e o Baluchistão, na Ásia) que foram perdidas no colapso que o país sofreu, em 1891, quando virou um mero protetorado britânico, tornando-se novamente independente em 1971.

Independência

No século XIX, Omã era uma grande potência que dominava grandes áreas da Pérsia, Baluchistão e Zanzibar, mas sua força gradualmente se deteriorou. A terra era dividida em duas, com a área interior sendo governada pelos Imames, cuja autoridade religiosa se tornava hereditária, enquanto as costas litorâneas permaneciam sob o poder do sultão. O sultão, Saíde ibne Taimur, juntou-se ao país com a ajuda dos britânicos em 1959.[3]

Em 1970, o sultão Cabus ibne Saíde Alçaíde dirigiu levou seu pai, Saíde ibne Taimur, para a Inglaterra em um exílio, após um golpe sem derramamento de sangue, apoiado pelos ingleses. No ano seguinte, Omã declarou-se completamente independente. Várias melhorias significativas foram registradas desde então no país, como o crescimento da esperança de vida, o atendimento médico gratuito a todos os cidadãos, a educação escolar para homens e mulheres e o desenvolvimento da economia. Ao mesmo tempo, o país tem estado em uma política pacífica com seus vizinhos.[4]

Em janeiro de 2005, 100 pessoas foram detidos e 31 presas por planejarem um golpe de estado. Elas foram perdoadas depois de seis meses. Em 2007, o furacão tropical Gonu causou a morte de 50 pessoas e a destruição de várias áreas. Em fevereiro de 2011, manifestações da Primavera Árabe também se espalharam para Omã. Em outubro de 2015, uma mulher é eleita, pela primeira vez, para a Assembleia Consultiva do Omã.[5]