Objeto voador não identificado

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OVNI
Catálogo de Observações de OVNIs, The National Archives UK (Reino Unido)
SinônimosUFO, UAP, OANI, PAN, Disco Voador
Formas catalogadas

Fonte: MoD

Esferas, discos, charutos, estrelas/pontos, triângulos, pirâmides, cones, retângulos, cilindros, diamantes, bumerangues

Objeto voador não identificado (OVNI) é um estímulo visual que provoca um relato, por um ou mais indivíduos, de alguma coisa vista no céu e que o observador não identifica como tendo uma origem natural ordinária, parecendo suficientemente enigmática a ponto de comprometê-lo a fazer um relatório a polícia, autoridades do governo, para a imprensa, ou a representantes de organizações civis devotadas ao estudo desses objetos.[1]

Definição

O falecido astrônomo e ufólogo estadunidense J. Allen Hynek, em seu livro The UFO Experience de 1972, dividiu seus pares em dois grupos. Um ridicularizava o assunto, se recusando a investiga-lo. O outro, se investigasse, o trataria como um fenômeno psicológico, mesmo que envolvesse mais de uma pessoa. Declarações foram contestadas por ele: de que nunca pessoas treinadas cientificamente relatavam OVNIs. Ele contestou. De que os relatos vinham de pessoas sem instrução, novamente contestou: não significava sem inteligência. Que vinham de pessoas com instabilidade mental. Hynek alegou que pesquisas com doentes mentais não comprovavam tal ligação. Em 1981, escreveu que três aspectos trouxeram grande descrédito ao tema: que os declarados OVNIs eram na maioria dos casos equívocos de eventos comuns; a crença do não estamos sós e grupos muito ativos de crentes em visitas celestiais, com fervor quase religioso.[2] Para combater esses equívocos e a noção de que OVNI é sinônimo de visitantes espaciais, em 1972 ele o definiu como: a percepção relatada de um objeto ou luz vista no céu ou sobre a terra, de aparência, trajetória ou dinâmica geral ou comportamento luminescente que não sugere uma lógica, não tendo uma explicação convencional e que não é só uma mistificação da percepção original, mas permanecendo não identificada após uma análise exaustiva de todas as evidências disponíveis por pessoas que são tecnicamente capazes de, com bom senso, fazer uma identificação, quando possível.[3] Essa é a definição acadêmica para OVNI, expressa no Relatório Condon, produzido por um grupo de pesquisadores da Universidade do Colorado, sob direção científica do físico nuclear Dr. Edward Condon e financiado pela Força Aérea dos Estados Unidos – USAF. Foi endossado pela Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.[4]

O astrofísico e escritor francês Jacques Vallee em seu livro Anatomy of a Phenomenon de 1965, propôs uma das primeiras definições de OVNI: seriam manifestações encontradas entre relatos da percepção de uma imagem visual, comumente interpretada pela testemunha como a de um objeto voador material, que possuiria pelo menos umas das seguintes características: uma aparência que, para a testemunha, seria incomum e um comportamento que, para a testemunha, seria incomum.[5] Em 1990, em seu livro Confrontations, Vallee retomou a discussão de sua proposta de 1965 e a definição proposta por Hynek em 1972. As duas, na verdade, seriam insuficientes. Em Hynek, uma primeira inconsistência seria o pressuposto de que sempre haveria um grupo de pessoas capazes de chegar a um consenso sobre luzes estranhas e a segunda porque deixava de fora uma gama de fenômenos que outros pesquisadores consideravam importante no contexto OVNI, como o próprio Vallee. Esses fenômenos aparentemente distintos e não ligados aos objetos voadores não identificados, na verdade, integrariam um conjunto de fenômenos interligados, como seres vistos ou efeitos físicos incomuns em contexto não OVNI. Vallee reformulou sua definição: Os fenômenos UFO são encontrados entre relatos de objetos, luzes, seres ou efeitos físicos que são considerados pelas testemunhas como anomalias por causa de sua aparência ou comportamento.[6]