Niue
English: Niue

Niuē Fekai
Niue
Flag of Niue.svg
Public Seal of Niue.svg
BandeiraBrasão
Lema: O Senhor no Céu
Hino nacional: Ko e Iki he Lagi
Gentílico: Niueano(a)

Localização Niue

CapitalAlofi
19°03'48"N 16°52'11"L
Cidade mais populosaAlofi do Sul
Língua oficialNiueano e inglês
GovernoMonarquia parlamentar
 - RainhaIsabel II
 - Primeiro-ministroToke Tufukia Talagi
Formação 
 - Acto constitucional19 de outubro de 1974 
Área 
 - Total260 km² 
 - Água (%)0
População 
 - Estimativa para 20152179 hab. 
PIB (base PPC)Estimativa de 2015
 - TotalUS$ 61 milhões 
 - Per capitaUS$ 28.000 
MoedaDólar da Nova Zelândia (NZD)
Fuso horário-11
Org. internacionaisOMS
Cód. Internet.nu
Cód. telef.+683
Website governamentalhttp://www.gov.nu/

Niue[1] ou Niuê[2] (pronunciado em português[njuˈe] ; em inglês: Niue, pronunciado: [ˈnjuːeɪ]; em niueano: Niuē) é um país insular localizado na Oceania, 2,4 mil quilômetros a nordeste da Nova Zelândia, a leste de Tonga, ao sul de Samoa e a oeste das Ilhas Cook. A área terrestre de Niue é de cerca de 261 quilômetros quadrados,[3] e sua população, predominantemente polinésia, era de cerca de 1,6 mil em 2016.[4] A ilha é comumente referida como a "Rocha da Polinésia".[5]

Niue é uma das maiores ilhas de coral do mundo. O terreno da ilha tem dois níveis notáveis. O nível mais alto é formado por uma falésia de calcário ao longo da costa, com um planalto no centro da ilha, atingindo aproximadamente sessenta metros acima do nível do mar. O nível mais baixo é um terraço costeiro de aproximadamente 0,5 quilômetro de largura e cerca de 25 a 27 metros de altura, que desce e encontra o mar em pequenas falésias. Um recife de coral rodeia a ilha, com a única grande ruptura no recife na costa ocidental central, perto de Alofi, a capital de Niue. Uma característica notável são as várias cavernas de calcário localizadas perto da costa.

Niue é um estado autônomo em livre associação com a Nova Zelândia; e a Nova Zelândia realiza a maioria das relações diplomáticas (embora não todas) em seu nome. Os niueanos são cidadãos da Nova Zelândia, e a rainha Elizabeth II é chefe de estado, em sua condição de rainha da Nova Zelândia. Entre 90% a 95% dos niueanos vivem na Nova Zelândia,[6] juntamente com cerca de 70% dos falantes da língua niueana.[7] Num país bilíngue, um número superior a 30% da população de Niue fala niueano e inglês, embora a porcentagem de pessoas monolíngues em inglês seja de apenas 11%, enquanto 46% são falantes monolíngues de niueano. Niue não é um membro da Organização das Nações Unidas (ONU), mas as organizações da ONU aceitaram seu estatuto de um estado em livre associação, equivalente à independência para os propósitos do direito internacional.[8] Como tal, Niue é um membro pleno de algumas agências especializadas da ONU (como a UNESCO[9] e a OMS[10]) e é convidado, juntamente com o outro estado não membro da ONU, as Ilhas Cook, para participar de conferências abertas a "todos os estados" das Nações Unidas. Niue é subdividido em 14 aldeias (municípios). Cada aldeia tem um conselho de aldeia, que elege seu presidente. As aldeias são ao mesmo tempo distritos eleitorais; cada aldeia envia um conjunto para o Parlamento de Niue.[11] Uma nação pequena e altamente democrática, os niueanos desfrutam alta liberdade, e as eleições são realizadas a cada três anos.

Em 2003, Niue tornou-se o primeiro país do mundo a fornecer internet sem fio com financiamento estatal para todos os habitantes.[12][13] A Associação de Agricultores Orgânicos da Ilha de Niue está atualmente abrindo caminho para um Acordo Ambiental Multilateral, comprometido em tornar Niue a primeira nação totalmente orgânica do mundo até 2020.[14][15][16] Líder no crescimento verde, Niue também está em transição para a energia solar, com a ajuda da União Europeia.[17][18] Niue pretende tornar-se 80% renovável até 2025.[19][20][21] Por outro lado, a ilha atualmente lida com uma das maiores taxas de produção de gases de efeito estufa per capita do mundo (atrás apenas de Kuwait e Brunei). Em 2015, Niue começou a fornecer telefones fixos para todos os seus habitantes. Em 2008, tornou-se o primeiro país do mundo onde os laptops são fornecidos para todos os alunos.[22]

Em janeiro de 2004, Niue foi atingido pelo ciclone Heta, que causou grandes danos em toda a ilha, incluindo a destruição da maior parte do sul da capital, Alofi. O desastre fez a ilha voltar a cerca de dois anos do cronograma previsto para implementar o Plano Estratégico Integrado de Niue, já que os esforços nacionais concentraram-se na recuperação. Em 2008, Niue ainda precisava se recuperar completamente.

História

Ver artigo principal: História de Niue

Por ser um lugar remoto e com diferenças linguísticas e culturais em relação aos habitantes das Ilhas Cook, Niue foi administrada separadamente.

Inicialmente foi habitada por marinheiros polinésios de Tonga, Samoa e das Ilhas Cook. O capitão James Cook foi o primeiro europeu a avistar a ilha, mas não pôde desembarcar devido à oposição da população local. Em resposta, ele nomeou Niue "A Ilha Selvagem".

Missionários cristãos da Sociedade Missionária de Londres converteram a maioria da população por volta de 1846. Em 1887, o Rei Fataaiki escreveu à Rainha Vitória da Inglaterra, pedindo que Niue fosse colocada sob a proteção britânica, mas o seu pedido foi recusado. Em 1900, em resposta a repetidos pedidos, a ilha transformou-se num protectorado britânico e, no ano seguinte, foi anexada à Nova Zelândia. Ganhou autonomia em 1974, como estado associado à Nova Zelândia, que controla os assuntos militares e as relações exteriores da ilha. Em 1965, foi oferecida autonomia a Niue (juntamente com as Ilhas Cook, que aceitaram), mas o governo local pediu que a oferta fosse feita em outra década.

A população da ilha tem diminuído (de um máximo de 5,2 mil em 1966 para 2,1 mil em 2000), com uma emigração substancial para a Nova Zelândia.

Em janeiro de 2004, Niue foi atingida pelo Ciclone Heta, um ciclone devastador que deixou duzentos dos 1,6 mil habitantes da ilha desabrigados. Enquanto alguns residentes locais escolheram não reconstruir suas casas, o ministro de Assuntos Estrangeiros da Nova Zelândia, Phil Goff, especulou que o estatuto de Niue como uma nação autônoma associada à Nova Zelândia poderia ser colocado em questão se muitos residentes partissem da ilha, comprometendo os serviços básicos. Logo depois, o primeiro-ministro de Niue, Young Vivian, rejeitou categoricamente a possibilidade de alterar o relacionamento existente com a Nova Zelândia.