Nicarágua
English: Nicaragua

Question book-4.svg
Esta página cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde dezembro de 2012). Ajude a inserir referências. Conteúdo não verificável poderá ser acadêmico)
República de Nicaragua
República da Nicarágua
Bandeira da Nicarágua
Brasão de armas da Nicarágua
BandeiraBrasão de armas
Lema: En Dios Confiamos
"Em Deus confiamos"
Hino nacional: Salve a ti, Nicaragua
Gentílico: Nicaraguense, Nica

Localização da República da Nicarágua

Localização da Nicarágua na América Central.
CapitalManágua
12°9′N 86°16′W
Cidade mais populosaManágua
Língua oficialEspanhol
GovernoRepública presidencialista
 - PresidenteDaniel Ortega
 - Vice-presidenteRosario Murillo
Independênciada Espanha 
 - Declarada15 de Setembro de 1821 
 - Reconhecida25 de Julho de 1850 
 - Revolução19 de Julho de 1979 
Área 
 - Total129.494 km² (97.º)
 - Água (%)7,7%
População 
 - Censo 20126,167,237 hab. 
 - Densidade39 hab./km² (108.º)
PIB (base PPC)Estimativa de 2007
 - TotalUS$ 19,827 bilhões USD (123.º)
 - Per capitaUS$ 3,325 (2012) 
IDH (2017)0,658 (124.º) – médio[1]
MoedaCórdoba (NIO)
Fuso horárioUTC−6
Org. internacionaisONU, OEA, ALBA, Petrocaribe, OEI, Grupo do Rio, AEC, SICA.
Cód. Internet.ni
Cód. telef.+505
Website governamentalhttp://www.presidencia.gob.ni/

Mapa da República da Nicarágua

¹ Línguas inglesa e indígenas também são faladas na costa do Caribe.
² O dólar dos EUA circula em paralelo sobre a economia nacional da Nicarágua, a maioria das lojas na Nicarágua fixa os seus preços nessa moeda.

A Nicarágua (em castelhano: Nicaragua; pronunciado: [nikaˈɾaɣwa]), oficialmente República da Nicarágua (em castelhano: República de Nicaragua), é um país da América Central, limitado ao norte pelo Golfo de Fonseca (através do qual faz fronteira com El Salvador), Honduras, a leste pelo Mar das Caraíbas, através do qual faz fronteira com o território colombiano de San Andrés e Providencia, a sul com a Costa Rica e a oeste com o Oceano Pacífico. Sua capital é Manágua.

O Império Espanhol conquistou a região no século XVI. A Nicarágua alcançou sua independência da Espanha em 1821. Desde a sua independência, o país passou por períodos de instabilidade política, ditadura e crises que levaram à Revolução Sandinista de 1960 e 1970. A Nicarágua é uma república democrática representativa e tem experimentado um crescimento econômico e estabilidade política nos últimos anos. Desde 2007, Daniel Ortega tem sido o presidente.

A população da Nicarágua é estimada em 6 038 652 habitantes sendo, em sua maior parte, multiétnica. Sua capital, Manágua, é a terceira maior cidade da América Central. A língua principal é o espanhol, embora outras línguas nativas sejam faladas por tribos da costa oriental, como o misquito, sumo e rama, além de um inglês crioulo. A mistura de tradições culturais gerou diversidade substancial na arte e na literatura nicaraguense, dadas as várias contribuições literárias de poetas e escritores da nação, entre estes Rubén Darío, Pablo Antonio Cuadra e Ernesto Cardenal. A diversidade biológica no país também é notável, possuindo um clima tropical e vulcões ativos, fazendo da Nicarágua um destino turístico cada vez mais popular.[2][3]

Crise política

O Governo da Nicarágua reprimiu com violência protestos pacíficos de estudantes e aposentados contrários ao aumento de 5% nas contribuições determinadas pela reforma da previdência impostas sem participação popular, desde o dia 18 de abril de 2018.[4] A Reforma da Previdência na Nicarágua foi aprovado pelo Governo depois de recomendações do Fundo Monetário Internacional (FMI) que prega plano de austeridade no país para equilibrar as contas públicas, visando restaurar a sustentabilidade de longo prazo das finanças da segurança social.[5] O governo nicaraguense impediu também acesso a energia elétrica, água e internet nas escolas e universidades amotinadas. O situação já provocou centenas de mortos, especialmente pelas armas policias e grupos afines al presidente Daniel Ortega[6] Nos 4 meses de protestos, pelo menos 325 pessoas morreram, entre elas 24 crianças,[7] 4.062 foram feridas, 1.428 estão desaparecidos e milhares foram detidas. Muitas pessoas foram presas sem mandados judiciais. Existe censura oficial das informações sobre o protesto popular que irrompeu diante da negligência do governo da Nicarágua em relação ao incêndio que devastou 4000 hectares da reserva Indio Maiz em 03 de abril de 2018 e que teria sido provocado a fim de devastar a floresta para ser ocupada pela agropecuária.[4]

Além disso, o governo nicaraguense enfrenta forte oposição à construção do canal no Lago da Nicarágua, principal fonte de água potável do país, que é construído pelo consórcio Hong Kong Nicaragua Canal Development Group, liderado pelo empresário chinês Wan Jing, com pouca experiência em projetos deste tipo. A oposição reclama que não houve audiências públicas tampouco discussão sobre salvaguardas ambientais para mitigar os impactos que serão provocados pela construção do Canal da Nicarágua. O Projeto vai deslocar famílias pobres de afrodescendentes e de indígenas que moram às margens do Lago da Nicarágua. A violência da Repressão do Governo da Nicarágua aos protestos por democracia e justiça já foram condenados pela Organização dos Estados Americanos (OEA) e pelo Alto Comissariado para Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU) em 2018..[8] No entanto, o governo acusa aos manifestantes de uma tentativa de golpe de estado[9]