Neopentecostalismo

Pentecostalismo
Pentecostalismo
Congresso Nacional Juvenil das Assembleias de Deus em Cancún, QR, México, em 2010

O termo neopentecostalismo, ou a expressão Terceira Onda do Pentecostalismo, designam a terceira onda do movimento pentecostal. É um movimento dentro do cristianismo que surgiu em meados dos anos 1970 e 1980, algumas décadas após o movimento pentecostal do início do século XX, ocorrido em 1906. Dissidente do evangelicalismo que congrega denominações oriundas do pentecostalismo clássico ou mesmo das igrejas cristãs tradicionais (batistas, presbiteriana, metodistas, etc), o neopentecostalismo é considerado um movimento sectário.[1][2]

Em alguns lugares são chamados de carismáticos, tendo como exceção o Brasil, onde essa nomenclatura é reservada quase exclusivamente para um movimento dentro da Igreja Católica chamado Renovação Carismática Católica, mas aos poucos o termo vem sendo resgatado por pentecostais e neopentecostais no País, por exemplo, a "paróquia" Capela Carismática (Manaus), que faz parte da Igreja de Deus Pentecostal do Brasil.

No Brasil, alguns dos maiores e mais representativos grupos dessa corrente são a Igreja Universal do Reino de Deus, a Igreja Internacional da Graça de Deus, a Igreja Mundial do Poder de Deus, a Igreja Renascer em Cristo, a Igreja Apostólica Fonte da Vida e a Comunidade Cristã Paz e Vida, que aceitam apóstolos, bispos e pastores ou missionários presidentes que norteiam o rumo de suas igrejas no País e pelo mundo. Possuem um evangelismo massivo (boa parte delas possuem ou se utilizam de TVs, rádios, jornais, editoras ou literaturas próprias e portais ou sites). Assim como nos Estados Unidos, os neopentecostais brasileiros passaram por um sincretismo entre os movimentos evangélicos tradicionais e as religiões de matrizes africanas como o candomblé e a umbanda.[3][4]

Doutrina

De acordo com o Dictionary Of Pentecostal And Charismatic Movements ("Dicionário dos Movimentos Pentecostal e Carismático"), "Confissão positiva é um título alternativo para a teologia da fórmula da fé , também conhecido como fé ou doutrina da prosperidade promulgada por televangelistas contemporâneos, sob a liderança e a inspiração de Essek William Kenyon. A expressão "confissão positiva" pode ser legitimamente interpretada de várias maneiras. O mais significativo de tudo é que a expressão "confissão positiva" se refere literalmente a trazer à existência o que declaramos com nossa boca, uma vez que a fé é uma confissão.

De acordo com Paulo Romeiro, em seu livro "Super Crentes, o Evangelho segundo Kenneth Hagin, Valnice Milhomens e os Profetas da Prosperidade ", é a corrente doutrinária que ensina que uma vida medíocre do cristão é um indício de falta de fé. Então um cristão deve ter a marca da plena fé, ser bem-sucedido, ter saúde plena física, emocional e espiritual, além de buscar a prosperidade material. A pobreza e a doença derivariam de maldições, fracassos, vida de pecado ou incredulidade.

A antropologia e a sociologia da religião apontam que no Brasil, nos Estados Unidos e em países africanos, os neopentecostais surgiram do sincretismo entre as religiões cristãs evangélicas e as religiões africanas, como o candomblé.[5][6][7] As religiões cristãs, por possuir um maior valor social e etnocêntrico, foram utilizada para englobar antigos rituais místicos e mágicos das religiões africanas,[8][9] a exemplo disso temos o movimento pentecostal fundado pelo pastor afro-americano William Seymour, bem como a Umbanda e as igrejas nepentecostais no Brasil.

Outros ensinamentos comuns em igrejas neopentecostais herdados das religiões africanas são: a batalha espiritual (confronto espiritual direto com os demônios), maldições hereditárias, possessão de crentes (domínio demoníaco sobre as pessoas, resultando em doenças ou fracasso), etc. Justamente a ênfase que as denominações neopentecostais dão a esses ensinos que as levam a ser bastante criticadas pelas demais denominações protestantes. Segundo os críticos, o sucesso do movimento teria seu fundamento na pulverização teológica promovida por Mary Baker Eddy e, depois, por Essek William Kenyon ao misturar o gnosticismo das religiões metafísicas com o cristianismo pentecostal. [carece de fontes?]