Nórica
English: Noricum

Provincia Noricum
Província Nórica
Província do(a) Império Romano
 
41295
 


Provinciaromana-Norica-pt.svg
Nórica em 117
CapitalLauríaco

PeríodoAntiguidade Clássica
41 d.C.Anexação do Reino Nórico
295 d.C.Reformas de Diocleciano

A Nórica (em latim: Noricum) era uma antiga região do Império Romano, lindeira ao norte com o Danúbio, a oeste com a Récia e a Vindelícia, a leste com a Panônia e ao sul com a Panônia, a Itália e a Dalmácia. Corresponde, aproximadamente, à maior parte dos atuais estados austríacos da Estíria, Caríntia, Salzburgo, Alta Áustria e Baixa Áustria, além de parte da Baviera, na Alemanha.

Inicialmente ocupada pelos celtas, a região foi depois conquistada pelos rúgios, que fundaram o Reino Nórico, um reino cliente dos romanos. Finalmente, durante o reinado de Cláudio, a Nórica foi anexada diretamente e transformada numa província.

Área e população

A população original compunha-se, ao que parece, de panônios (um povo aparentado dos ilírios), os quais, após a grande migração dos gauleses, subordinaram-se a diversas tribos celto-lígures, em especial os tauriscos, que os romanos provavelmente chamavam nóricos (norici), devido a sua capital Noreia, cuja localização ainda é desconhecida.

A Nórica é uma região montanhosa e de solo relativamente pobre, exceto nas regiões para o sudeste, mas revelou-se rico em ferro e fornecia material para a fabricação de armas na Panônia, Mésia e norte da Itália. O famoso aço nórico foi largamente utilizado na fabricação de armas romanas (por exemplo, Horácio, em suas Odes, i.16.9-10, cita noricus ensis, "uma espada nórica"). A partir de uma declaração de Políbio, sabemos que, em seu próprio tempo, em conseqüência da grande produção de ouro de uma mina de ouro na Nórica, o ouro perdeu um terço de seu valor[1]. A planta chamada saliunca (o nardo selvagem ou celta, um parente da lavanda) crescia ali em abundância e era utilizada como um perfume de acordo com Plínio, o Velho[2].

Depois que os celtas expulsaram os ilírios, a Nórica era o posto avançado mais ao sul dos povos celtas do norte e, na fase final da Idade do Ferro, o ponto de partida de seus ataques à Itália, pois é dali que primeiro se ouvia falar de quase todos os invasores celtas. Pesquisa arqueológica, especialmente nos cemitérios de Hallstatt, mostrou que havia uma civilização vigorosa na área, séculos antes da história registrada, mas esta "civilização Hallstatt" era uma manifestação cultural anterior às invasões celtas e mais próxima dos ilírios, mais antigos. William Ridgeway apresentou uma forte defesa para a teoria de que o berço dos aqueus homéricos seria a Nórica e as regiões vizinhas[3][4].