Myanmar
English: Myanmar

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(Pyidaunzu Thanmăda Myăma Nainngandaw)

República da União de Myanmar
Bandeira de Myanmar
Brasão de Armas
BandeiraBrasão de armas
Hino nacional: Kaba Ma Kyei
("Até o fim do mundo")
Gentílico: mianmarense; birmanês, birmã, birmane, birmano, birmaniano, birmanense[1]

Localização Mianmar, Miãmar, Mianmá, Birmânia

CapitalNaypyidaw
19° 45′N 96° 12′E
Cidade mais populosaRangum
Língua oficialBirmanês
GovernoRepública parlamentarista
 - Presidente[2]Win Myint
 - Conselheira de EstadoAung San Suu Kyi
 - Vice-presidentesMyint Swe
Henry Van Thio
Independênciado Reino Unido 
 - Data4 de janeiro de 1948 
 - República4 de janeiro de 1948 
Área 
 - Total676.578 km² (39.º)
 - Água (%)3,06
 FronteiraBangladesh, Índia, República Popular da China, Laos e Tailândia
População 
 - Estimativa para 201451 486 253[3] hab. 
 - Censo 198333 234 000 hab. 
 - Densidade76 hab./km² (119.º)
PIB (base PPC)Estimativa de 2014
 - TotalUS$ 244,331 bilhões*[4] 
 - Per capitaUS$ 4 751[4] 
PIB (nominal)Estimativa de 2014
 - TotalUS$ 65,291 bilhões*[4] 
 - Per capitaUS$ 1 269[4] 
IDH (2017)0,578 (148.º) – médio[5]
MoedaQuiate (mmK)
Fuso horárioMMT (UTC+6:30)
Org. internacionaisONU, OMC, ASEAN
Cód. ISOMMR
Cód. Internet.mm
Cód. telef.+95

Mapa Mianmar, Miãmar, Mianmá, Birmânia

Myanmar[6][nota 1] ou Birmânia, oficialmente República da União de Myanmar (em birmanês: ပြည်ထောင်စုသမ္မတ မြန်မာနိုင်ငံတော်; pronunciado: [pjìdà̀uɴzṵ θà̀ɴməda̯ mjəmà nàiɴŋàɴdɔ̀]), é um país do sul da Ásia continental limitado ao norte e nordeste pela China, a leste pelo Laos, a sudeste pela Tailândia, ao sul pelo Mar de Andamão e pelo Canal do Coco, a oeste pelo Golfo de Bengala e a noroeste pelo Bangladesh e pela Índia. Em 2006, a capital do país foi transferida de Rangum para Nepiedó.

O Myanmar tornou-se independente do Reino Unido em 4 de janeiro de 1948, com o nome oficial de "União da Birmânia", designação que voltou a adotar após um período como "República Socialista da União da Birmânia" (4 de janeiro de 1974 a 23 de setembro de 1988). Em 18 de junho de 1989, o regime militar birmanês anunciou que o nome oficial do país passaria a ser União de Myanmar. A nova designação foi reconhecida pelas Nações Unidas e pela União Europeia, mas não pelos governos dos Estados Unidos e Reino Unido.[7] Conforme a Constituição de 2009, o nome do país mudou para “República da União de Myanmar”, medida implementada em 21 de outubro de 2010.[8]

A diversa população birmanesa teve papel fundamental para definir a política, história e demografia do país nos tempos modernos. Seu sistema político é hoje mantido sob controle estrito do Conselho de Estado para a Paz e Desenvolvimento — o governo militar chefiado, desde 1992, pelo general Than Shwe. As forças armadas birmanesas controlam o governo desde que o general Ne Win desfechou um golpe de Estado em 1962 para derrubar o governo civil de U Nu. Entretanto, um novo presidente foi eleito democraticamente para governar o país a partir de 1º de Abril de 2016. Seu nome é Htin Kyaw, braço direito da deputada e uma das principais opositoras do regime militar Aung San Suu Kyi.

Integrante do Império Britânico até 1948, Myanmar continua a enfrentar tensões étnicas. A cultura do país baseia-se no budismo teravada influenciado por elementos locais.

Etimologia e terminologia

Os nomes "Myanmar" e "Birmânia" possuem a mesma origem etimológica.[7] O termo português "Birmânia" vem do nome local Bam-mā, por intermédio do francês Birmanie, este uma adaptação das formas antigas inglesas Birman ou Birma. Já Bam-mā, por sua vez, é uma das formas pelas quais a população local se refere ao país, juntamente com o nome vernáculo Maran-mā ou Mranmá.[9]

O termo em língua birmanesa Mijanmaːɐ (originalmente transliterado para línguas ocidentais como Maran-mā ou Mranmá) é a forma literária, escrita, para o nome do país, enquanto que Bam-mā é a forma coloquial. Ambas são empregadas pela população do país[7] e, no birmanês oral, a distinção entre as duas é menos clara do que sugere a transliteração - a primeira, por exemplo, é pronunciada, em birmanês, Mianmá;[10] e a segunda, Bam-má.

Em 1989, a junta militar alterou oficialmente a versão em inglês do nome do país (de Burma para Myanmar) e de diversas cidades, como o da então capital, Rangum (de Rangoon para Yangon). O nome oficial em língua birmanesa (Mijanmaːɐ) não foi alterado.

A renomeação foi politicamente controversa,[11] pois grupos birmaneses de oposição ao regime militar continuam a empregar o termo "Birmânia", já que não reconhecem a legitimidade do atual governo nem a sua autoridade para alterar o nome do país. Alguns governos ocidentais, como os de Estados Unidos, Austrália, Canadá, Irlanda e Reino Unido, continuam a usar a forma inglesa Burma (correspondente ao português "Birmânia"). A ONU (Organização das Nações Unidas) emprega o nome usado pelo próprio país, Myanmar.[12] A União Europeia, que usava a forma "Birmânia" e suas traduções (Burma, Birmanie, etc.), começou a empregar a forma "Myanmar".[13]

Alguns órgãos da imprensa de língua inglesa ainda empregam a forma Burma ("Birmânia"), como BBC e Financial Times, enquanto outros usam a forma local Myanmar, como MSNBC, The Economist o The Wall Street Journal.

Em português, o novo nome foi aportuguesado como Mianmá ou Mianmar.[14] A primeira forma aproxima-se mais da pronúncia correta do nome em birmanês (pronúncia no alfabeto fonético internacional: /mjəmà/), em que o "r" final é mudo, e indica apenas que o "a" precedente é a vogal acentuada da palavra. Ainda assim, a Folha de S.Paulo[15] e O Globo,[16] entre outros jornais, usam esta última transliteração, também usada pelo Dicionário Aurélio (que aceita, igualmente, a forma Mianmá).[17] O Dicionário Houaiss traz o nome do país como "Myanmar, Mianmá ou Myanma", não registrando Mianmar.[18] O Estado de S. Paulo usa Mianmá.[19] O governo brasileiro[20] e o governo português[21] empregam em português a forma internacional "Myanmar".[22]

Os gentílicos tradicionalmente associados ao antigo nome de "Birmânia" eram "birmanês",[14][23][24] birmã[25][26] e "birmane"[27]. O Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa da Porto Editora, além dos anteriores, registrava "birmanense", "birmaniano" e "birmano". Adicionalmente, o Vocabulário da Academia Brasileira de Letras apresentava ainda "bermá", "bermã" e "bermano", e os dicionários Priberam, Michaelis e Aulete registravam "bramá".

Para o novo nome, "Myanmar", aportuguesado a Mianmá ou Mianmar, os dicionários Aurélio, Houaiss e Priberam e os Vocabulários da Porto Editora e da Academia Brasileira de Letras trazem o gentílico "mianmarense". Os dois Vocabulários Ortográficos - o da Academia Brasileira de Letras e o da Porto Editora -, além de "mianmarense", registram também a forma "myanmense", de raro uso.

O Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa, publicado pelo Instituto Internacional da Língua Portuguesa, e o vocabulário oficial para todos os países nos quais o Acordo Ortográfico de 1990 está em vigor, preconiza apenas a forma aportuguesada "Mianmar", a par de "Birmânia".[28]