Museu Histórico Nacional

Museu Histórico Nacional
Tipomuseu nacional, praça, arquivo, museu
Inauguração1922 (97 anos)
Administração
Diretor(a)Paulo Knauss de Mendonça
Website oficial
Geografia
Coordenadas22° 54' 21.27" S 43° 10' 10.28" O
CidadeRio de Janeiro
PaísBrasil
Desembarque de Cabral. Óleo de Oscar Pereira da Silva.
"Retrato de D. Pedro II" (Delfim da Câmara).
"Passagem do Chaco" (Pedro Américo).
"A fragata Constituição" (Eduardo De Martino).

O Museu Histórico Nacional (MHN) é um museu dedicado à História do Brasil, localizado na Praça Marechal Âncora, no centro histórico da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Foi criado em 1922 pelo presidente Epitácio Pessoa,[1] como parte das comemorações do Centenário da Independência do Brasil e o seu primeiro diretor foi o advogado e jornalista Gustavo Barroso.[2] O museu é uma das unidades museológicas do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e possui um vasto acervo constituído por cerca de 300 mil peças,[3] que correspondem a 67% do patrimônio museológico brasileiro sob a guarda do Ministério da Cultura. São manuscritos, iconografia, mobiliário, armaria, esculturas, indumentária, entre outros itens da coleção.

História

O conjunto arquitetônico

O local onde se encontra o museu era primitivamente uma ponta de terra que avançava sobre as águas da baía de Guanabara, entre as praias de Piaçaba e de Santa Luzia. Nessa ponta, os portugueses ergueram, em 1603, o Forte de São Tiago da Misericórdia,[4] ao qual se acrescentou a Prisão do Calabouço (1693) - destinada a escravos faltosos -,[5] a Casa do Trem (1762) - depósito do "trem de artilharia" (armas e munições) -, o Arsenal de Guerra do Rio de Janeiro (1764) e o Quartel (1835).[6]

Na Casa do Trem foi esquartejado o corpo de Tiradentes, após sua execução no Campo de Lampadosa (atual Praça Tiradentes), no final do século XVIII.

Por sua localização estratégica para a defesa da cidade, então capital, a ponta e as instalações nela mantidas foram área militar até 1908, quando o Arsenal de Guerra foi transferido para a ponta do Caju.[7]

Na década de 1920, a Ponta do Calabouço foi aterrada e reurbanizada para acolher a Exposição Internacional do Centenário da Independência".[8] Para integrar o evento, as edificações do antigo Arsenal de Guerra foram ampliadas e embelezadas, com decoração característica da arquitetura neocolonial. Do primitivo Forte de São Tiago e da Prisão do Calabouço, restam apenas as fundações. Subsistem até aos nossos dias o edifício da Casa do Trem (totalmente recuperado na década de 1990), o do Arsenal de Guerra (onde se destaca o imponente Pátio da Minerva), e o Pavilhão da Exposição de 1922, atualmente ocupado pela Biblioteca.

O museu

Criado em agosto de 1922, visando dotar o país de um museu voltado para a História do Brasil,[9] as novas instalações foram abertas ao público, compreendendo o "Palácio das Grandes Indústrias", um dos pavilhões mais visitados da referida Exposição, e duas galerias do Museu Histórico Nacional. Em 1940, essas galerias abertas ao público já somavam vinte e duas.

Atualmente o museu ocupa todo o conjunto arquitetônico da antiga Ponta do Calabouço, constituindo-se no mais importante museu histórico do país e um centro gerador de conhecimento nas áreas da museologia e do patrimônio cultural. Abrigou o primeiro curso de [1] Outra importante instituição que começou no Museu Histórico Nacional foi a Inspetoria dos Monumentos Nacionais, criada em 1934, que transformou-se mais tarde no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).[10]

Em 2001, o conjunto arquitetônico e as coleções do museu foram tombados pelo Iphan.