Metro

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O metro (símbolo: m) é a unidade de medida de comprimento do Sistema Internacional de Unidades. É definido como "o comprimento do trajeto percorrido pela luz no vácuo durante um intervalo de tempo de 1/299 792 458 de segundo".[1][2]

1 metro =
Unidades SI
100 cm1000 mm


EUA habitual / Unidade imperial
621.4×10^−6 mi3,2808 ft
Medidas
Tempo
Segundo | Minuto | Hora | Dia | Semana | Quinzena | Mês | Bimestre | Trimestre | Quadrimestre | Semestre | Ano | Biênio | Triênio | Quadriênio | Quinquênio | Década | Século | Milênio
Comprimento
Yoctômetro | Zeptômetro | Attômetro | Femtômetro | Picômetro | Nanômetro | Micrômetro | Milímetro | Centímetro | Metro | Decâmetro | Hectômetro | Quilômetro | Megametro | Gigametro | Terametro | Petametro | Exametro | Zettametro | Yottametro

Outras:
Ångström

Massa
Grama | Decigrama | Centigrama | Quilograma | Megagrama | Gigagrama | Teragrama | Petagrama | Exagrama
Metro
Platinum-Iridium meter bar.jpg
Tipo
Características
Comprimento
+10 decímetro (unidade não suportada), 1 mVisualizar e editar dados no Wikidata

História

Em 1793 foi definido que o metro seria a décima milionésima parte da distância da linha do Equador ao polo norte.
A barra de platina-irídio utilizada como protótipo do metro de 1889 a 1960.

A origem da palavra metro é o termo grego μέτρον (metron) que quer dizer medida.

A ideia de um sistema de medidas unificado foi implementada pela primeira vez na França, na época da Revolução Francesa. A existência de diferentes sistemas de medidas foi uma das causas mais frequentes de litígios entre comerciantes, cidadãos e cobradores de impostos. Com o país unificado, uma moeda única e um mercado nacional também unificado, havia um forte incentivo econômico para romper com essa situação e padronizar um sistema de medidas. O problema constante não eram somente as diferentes unidades, mas, principalmente, os diferentes tamanhos das unidades. Ao invés de simplesmente padronizar o tamanho das unidades existentes, os líderes da Assembleia Nacional Constituinte Francesa decidiram que deveria ser adotado um sistema completamente novo.

O Governo Francês fez um pedido à Academia Francesa de Ciências para que criasse um sistema de medidas baseadas em uma constante não arbitrária. Após esse pedido, um grupo de investigadores franceses, composto de físicos, astrônomos e agrimensores, deu início a essa tarefa, definindo assim que a unidade de comprimento metro deveria corresponder a uma determinada fração da circunferência da Terra e correspondente também a um intervalo de graus do meridiano terrestre.

Em 22 de junho de 1799 foram depositados, nos Arquivos da República em Paris, dois protótipos de platina iridiada, que representam o metro e o quilograma, e que ainda hoje são conservados no Escritório Internacional de Pesos e Medidas (Bureau International des Poids et Mesures) na França[3].

Em 20 de maio de 1875 um tratado internacional conhecido como Convention du Mètre (Convenção do Metro), foi assinado por 17 Estados e estabeleceu a criação do Bureau International des Poids et mesures (BIPM), um laboratório permanente e centro mundial da metrologia científica, e da Conférence Générale des Poids et mesures (CGPM), que em 1889, em sua 1ª edição, definiu o protótipos internacional de metro[3].

A medida definida por convenção, com base nas dimensões da Terra, equivale à décima milionésima parte do quadrante de um meridiano terrestre. Porém, a crescente demanda de mais precisão do referencial e possibilidade de sua reprodução mais imediata levaram os parâmetros da unidade básica a serem reproduzidos em laboratório e comparados a outro valor constante no universo, que é a velocidade de propagação eletromagnética. Assim sendo, a décima milionésima parte do quadrante de um meridiano terrestre, medida em laboratório, corresponde ao espaço linear percorrido pela luz no vácuo durante um intervalo de tempo correspondente a 1/299 792 458 de segundo, e que continua sendo o metro padrão.

Nota: O trajeto total percorrido pela luz no vácuo em um segundo se chama segundo luz. A adoção desta definição corresponde a fixar a velocidade da luz no vácuo em 299 792 458 m/s.