Mercado de capitais

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Mercado de capitais é um sistema de distribuição de valores mobiliários que proporciona liquidez aos títulos de emissão de empresas e viabiliza o processo de capitalização.É constituído pelas bolsas de valores, sociedades corretoras e outras instituições financeiras autorizadas.

Os principais títulos negociados (título mobiliário) representam o capital social das empresas, tangibilizado em suas ações ou ainda empréstimos tomados pelas empresas, no mercado, representado por debêntures que são conversíveis em ações, bônus de subscrição e outros papéis comerciais. Esta constituição permite a circulação de capital e custeia o desenvolvimento econômico. No mercado de capitais ainda podem ser negociados os direitos e recibos de subscrição de valores mobiliários, certificados de depósitos de ações e outros derivativos autorizados à negociação.

Seu objetivo é canalizar as poupanças (recursos financeiros) da sociedade para o comércio, a indústria e outras atividades econômicas. Distingue-se do mercado monetário que movimenta recursos a curto prazo, embora tenham muitas instituições em comum.

Nos países capitalistas mais desenvolvidos os mercados de capitais são mais fortes e dinâmicos. A fraqueza desse mercado nos países em desenvolvimento dificulta a formação de poupança, sendo um sério obstáculo ao desenvolvimento, obrigando esses países a recorrerem ao mercado de capitais internacionais.

O mercado de capitais faz parte do mercado financeiro, que também compreende, segundo uma classificação da CVM (Comissão de Valores Mobiliários),[1] o mercado de crédito, o mercado de câmbio e o mercado monetário.

Tipos de mercados

Mercado de crédito e Mercado Monetário

Ver artigo principal: Mercado de crédito
Ver artigo principal: Mercado monetário

Os contratos são feitos de forma individualizada entre as duas partes e as obrigações resultantes em geral não são transferíveis. Há intermediação financeira, no caso o banco comercial é o intermediador entre o tomador do empréstimo e o proprietário do recurso.

Podem ser divididos em:

  • curto prazo e
  • médio e longo prazo

O mercado de curto prazo pode ser dividido em três segmentos principais:

O mercado monetário interbancário (que abrange também o mercado interbancário de títulos), é um importante segmento do mercado monetário, integrado exclusivamente por bancos, incluindo o banco emissor. É um mercado de grande volume de transacções diárias e de elevada liquidez, que abrange os 12 países da União Monetária Europeia, os da zona euro. Das transacções diárias deste mercado retira-se um importante indicador do custo do dinheiro no tempo, para prazos curtos (até um ano): a euribor (european interbank offer rate).

O mercado de dívida pública é o espaço de emissão e transacção de títulos de dívida pública a curto prazo, nomeadamente bilhetes do tesouro. Deste mercado retira-se igualmente um importante indicador do custo do dinheiro no tempo, sem risco, a chamada yield dos BT's.

O mercado de dívida das empresas é constituído pelas operações de crédito bancário a curto prazo e pelo mercado de títulos de dívida de empresas a curto prazo, o papel comercial.

O mercado de médio e longo prazo ou mercado de capitais divide-se em:

  • mercado de capitais próprios (equity) e
  • mercado de dívida.

Esta distinção não se aplica ao mercado monetário porque os capitais próprios são fundos a longo prazo (na realidade, o capital próprio não tem prazo). Assume especial interesse o mercado titulado de capitais próprios e especialmente o constituído pelas acções cotadas em bolsa.

No mercado da dívida voltamos a encontrar os segmentos de dívida pública e de dívida de empresas (dívida bancária e mercado de obrigações).

O mercado de obrigações é particularmente importante, tanto como o mercado de acções. porque oferece liquidez e uma base objectiva de avaliação a estes títulos.

O mercado de obrigações de dívida pública (obrigações do tesouro) é muito significativo, em volume de transacções e, portanto, em liquidez. Dele se extrai um terceiro indicador importante do preço do dinheiro no tempo (a longo prazo e sem risco), a yield das OT's.

O mercado de obrigações abrange uma variedade de títulos, desde obrigações comuns (com juros, a taxa fixa ou variável, prazo determinado e reembolso), passando pelas obrigações perpétuas (sem prazo), de cupão zero (sem juros periódicos), convertíveis em acções, com warrants (direitos de compra de acções), participantes, etc. Estas últimas são geralmente incluídas num segmento classificado como híbrido, porque se trata de títulos com características de títulos de capital próprios e características de títulos de capital alheio.

Mercado de títulos

Ver artigo principal: Mercado de ações

Os contratos são mais genéricos e padronizados de forma que podem ser transferíveis a terceiros, ou seja, tais contratos podem ser negociáveis em mercados secundários, ganhando liquidez. Não há intermediação financeira, o banco apenas promove o encontro entre investidores e tomadores com a cobrança de uma taxa de corretagem.

Divide-se em:

  • Títulos de Propriedade (Ações)
  • Títulos de Dívidas (Debentures, Commercial Papers, bônus-bonds)

Diferença entre Mercado de Capitais e Mercado de Créditos

No mercado de crédito, as instituições financeiras fazem transações com os poupadores e com os tomadores independentemente. Utilizam uma taxa de juros maior na transação com os tomadores do que a taxa de juros com os poupadores. Essa diferença entre taxas dá lucro à instituição.[1]

No mercado de capitais, as instituições financeiras participam como prestadoras de serviço entre o poupador e o tomador. O tomador fornece um rendimento diretamente ao poupador, a instituição financeira organiza o contado e cobra, de ambos ou de apenas um, uma parcela relativa ao serviço prestado.[1]