Marxismo-leninismo

  • retratos de marx, engels, lenin e stalin durante comemoração do 1º de maio, em berlim, rda, 1953.

    marxismo-leninismo, termo resultante da justaposição das palavras marxismo e leninismo, designa a doutrina oficial da tendência majoritária do movimento comunista - isto é, dos partidos e dos estados alinhados à antiga urss ou à república popular da china - durante a maior parte do século xx.

    surgido no final dos anos 1920, após a morte de lenin, o termo foi criado para expressar, mais que uma certa interpretação do marxismo, uma continuidade entre o pensamento de marx e o de lenin, destacando o aporte criador deste último ao marxismo.[1] expressa também a transformação do leninismo em ortodoxia, durante o período stalinista, quando o termo marxismo-leninismo acabou por substituir leninismo, e a denominação "marxista-leninista" passou a designar a doutrina oficial da união soviética, bem como dos partidos membros da internacional comunista. de fato, o termo refere-se à interpretação stalinista do pensamento de lenin. [2] tal interpretação seria alçada à condição de única possível e verdadeira, sendo qualquer outra, portanto, estigmatizada como herética.[3]

    depois de 1945, o marxismo-leninismo foi assumido como doutrina oficial também pelos demais estados comunistas e assim permaneceu mesmo após a desestalinização, embora tenham sido criadas numerosas variantes - tais como maoismo, o juche e o titoísmo -, para atender a especificidades dos contextos nacionais ou a imperativos políticos de cada momento.

    doutrina oficial dos países do chamado bloco do leste até o fim da guerra fria, o marxismo-leninismo continua a fazer parte das referências dos partidos e regimes comunistas atuais.

    referências

  • bibliografia

Retratos de Marx, Engels, Lenin e Stalin durante comemoração do 1º de maio, em Berlim, RDA, 1953.

Marxismo-leninismo, termo resultante da justaposição das palavras marxismo e leninismo, designa a doutrina oficial da tendência majoritária do movimento comunista - isto é, dos partidos e dos estados alinhados à antiga URSS ou à República Popular da China - durante a maior parte do século XX.

Surgido no final dos anos 1920, após a morte de Lenin, o termo foi criado para expressar, mais que uma certa interpretação do marxismo, uma continuidade entre o pensamento de Marx e o de Lenin, destacando o aporte criador deste último ao marxismo.[1] Expressa também a transformação do leninismo em ortodoxia, durante o período stalinista, quando o termo marxismo-leninismo acabou por substituir leninismo, e a denominação "marxista-leninista" passou a designar a doutrina oficial da União Soviética, bem como dos partidos membros da Internacional comunista. De fato, o termo refere-se à interpretação stalinista do pensamento de Lenin. [2] Tal interpretação seria alçada à condição de única possível e verdadeira, sendo qualquer outra, portanto, estigmatizada como herética.[3]

Depois de 1945, o marxismo-leninismo foi assumido como doutrina oficial também pelos demais estados comunistas e assim permaneceu mesmo após a desestalinização, embora tenham sido criadas numerosas variantes - tais como maoismo, o Juche e o titoísmo -, para atender a especificidades dos contextos nacionais ou a imperativos políticos de cada momento.

Doutrina oficial dos países do chamado Bloco do Leste até o fim da guerra fria, o marxismo-leninismo continua a fazer parte das referências dos partidos e regimes comunistas atuais.

Referências