Mariana

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Município de Mariana
"Primaz de Minas"
Zona histórica de Mariana, Minas Gerais

Zona histórica de Mariana, Minas Gerais
Bandeira de Mariana
Brasão de Mariana
BandeiraBrasão
Hino
Aniversário16 de julho
Fundação16 de julho de 1696 (323 anos)
Gentílicomarianense[1]
LemaVrbs mea cellvla mater
"Nossa cidade-mãe"
Padroeiro(a)Nossa Senhora do Carmo[2]
CEP35420-000 a 35429-999[3]
Prefeito(a)Duarte Eustáquio Júnior (PPS)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Mariana
Localização de Mariana em Minas Gerais
Mariana está localizado em: Brasil
Mariana
Localização de Mariana no Brasil
20° 22' 40" S 43° 24' 57" O20° 22' 40" S 43° 24' 57" O
Unidade federativaMinas Gerais
Região intermediária

Belo Horizonte IBGE/2017[4]

Região imediata

Santa Bárbara-Ouro Preto IBGE/2017[4]

Municípios limítrofesAlvinópolis, Catas Altas, Ouro Preto, Acaiaca, Diogo de Vasconcelos, Piranga, Santa Bárbara
Distância até a capital110 km
Características geográficas
Área1 194,208 km² [1]
População60 142 hab. estatísticas IBGE/2018[1]
Densidade50,36 hab./km²
Altitude718 m
Climatropical de altitude Cwb
Fuso horárioUTC−3
Indicadores
IDH-M0,742 alto PNUD/2010[5]
PIBR$ 3 099 190,66 mil IBGE/2015[6]
PIB per capitaR$ 52 705,53 IBGE/2015[6]
Página oficial
Prefeiturawww.mariana.mg.gov.br
Câmarawww.camarademariana.mg.gov.br

Mariana é um município brasileiro localizado no estado de Minas Gerais, na Região Sudeste do país. Sua população estimada em 2018 era de cerca de 60 mil habitantes e a economia local depende principalmente do turismo e da extração de minérios.

Mariana foi a primeira vila, cidade e capital do estado de Minas Gerais. No século XVIII, foi uma das maiores cidades produtoras de ouro para o Império Português. Tornou-se a primeira capital mineira por participar de uma disputa onde a Vila que arrecadasse maior quantidade de ouro seria elevada a Cidade sendo a capital da então Capitania de Minas Gerais.[7]

Em comparação com outros municípios do estado, Mariana detém uma posição econômica de destaque, sendo que o seu produto interno bruto (PIB) é um dos maiores de Minas Gerais.

História

Ocupação indígena

Panorama de Mariana, por Alberto Delpino (1895)
Rua Dom Silvério, no centro histórico da cidade
Igrejas de Nossa Senhora do Carmo e de São Francisco de Assis, início do século XX. Arquivo Nacional.

O atual território de Minas Gerais era habitado por índios falantes de línguas macro-jês até o século XVI, quando ocorreu o início da conquista portuguesa do território.[8]

Fundação

A origem da cidade remonta ao final do século XVII[9]. A região em que hoje se encontra o território das Minas Gerais pertencia à Capitania de Itanhaém[9], porém encontrava-se completamente sem colonização portuguesa. Assim, sob ordens dos donatários da capitania de Itanhaém[9], bandeirantes oriundos de Taubaté[9], primeira cidade do Vale do Paraíba, começaram a explorar o sertão após a Serra da Mantiqueira em busca do ouro. Ainda na segunda metade do Século XVII, fundaram o primeiro núcleo colonial em território das futuras Minas Gerais, a primeira vila mineira[9], sendo que a designação de Mariana veio mais tarde, em homenagem à rainha D. Maria Ana de Áustria, esposa do rei D. João V. Em 8 de abril de 1711, o governador do Rio de Janeiro Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho criou, no arraial do Ribeirão do Carmo, a Vila do Ribeirão de Nossa Senhora do Carmo, confirmada por Carta Régia de 14 de abril de 1712 com o nome mudado para Vila Real de Nossa Senhora. Mudará de nome outra vez em 23 de abril de 1745 para Cidade Mariana, homenagem do rei dom João V de Portugal a dona Maria Ana de Áustria, sua esposa.

O governador, em cerimônia, escolheu o lugar da praça pública, tendo, no seu centro, o pelourinho, símbolo da autonomia administrativa recém-adquirida. Nos dias seguintes, os "homens bons" se reuniram para a eleição da Câmara e a nomeação de diferentes oficiais municipais. No caso do Carmo, foi escolhido o arraial que conhecia mais forte crescimento, o arraial de Cima. A descrição da cerimônia estipulava que não somente os habitantes do lugar, mas todos que doravante dependeriam da jurisdição do novo distrito, se encarregariam, segundo seus meios, da construção da igreja, da Câmara e da prisão.

Foi desta maneira que foi criada a primeira vila e, posteriormente, a primeira cidade em Minas Gerais. Estavam presentes, segundo o Termo escrito então, as pessoas e moradores principais, assinando o documento (escrito por Manuel Pegado) Antônio de Freitas da Silva, Domingos Fernandes Pinto, José Rebelo Perdigão, Aleonardo Nardi Sizão de Sousa, que também assinava aliás Nardi de Arzão, Manuel Antunes de Lemos, Antônio Correia Ribeiro, Francisco de Campos (antigo chefe emboaba), Feliz de Azevedo Carneiro e Cunha, Pedro Teixeira Sequeira, Rafael da Silva e Sousa, conhecido reinol, José de Campos, Antônio Correia Sardinha, Bartolomeu Fernandes, Manuel Gonçalves Fraga, José de Almeida Naves, Jacinto Barbosa Lopes, Manuel da Silva e Sousa, Bernardo de Chaves Cabral, Manuel Ferreira Vilence, Torquato Teixeira de Carvalho, João Delgado de Camargos, Filipe de Campos, Manuel da Silva Leme, Caetano Moniz da Costa, Jerónimo da Silveira de Azevedo, Sebastião Preto Ferreira, Francisco Ribeiro de Morais, Fernando de Andrade, Jacinto Nogueira Pinto, Antônio Rodrigues de Sousa, Inácio de Sampaio e Almeida, Francisco de Lucena Monte Arroio, Pedro Correia de Godói, Bento Vieira de Sousa e José de Barros e Fonseca.

Mariana faz parte da história do nascimento de Minas Gerais, pois foi sua primeira vila, cidade e capital.

Rompimento de barragem

Ver artigo principal: Rompimento de barragem em Mariana

Em 2015, Bento Rodrigues, um subdistrito de Santa Rita Durão, que é um dos distritos de Mariana, foi destruído após o rompimento de uma barragem administrada pela empresa Samarco. A onda de detritos de mineração atingiu 18,20 m de altura e matou 20 pessoas. A lama também contaminou o rio Doce.[10]