Marco Vipsânio Agripa

Marco Vipsânio Agripa
Cônsul da República Romana
Busto de Agripa.
Consulado37 a.C.
28 a.C.
27 a.C.
Nascimento63 a.C.
Morte12 a.C. (51 anos)
 Roma

Marco Vipsânio Agripa (em latim: Marcus Vipsanius Agrippa) foi um político da gente Vipsânia da República Romana eleito cônsul por três vezes, em 37, 28 e 27 a.C., com Lúcio Canínio Galo e com Otaviano nas duas vezes seguintes[1]. Era amigo próximo, genro e principal comandante de Otaviano e, como arquiteto, foi responsável pela construção de alguns dos mais notáveis edifícios da história de Roma. Como general, conquistou muitas vitórias importantes, especialmente a Batalha de Ácio, em 31 a.C., contra as forças combinadas de Marco Antônio e Cleópatra, que deixou Otaviano como único poder em Roma, o futuro imperador romano Augusto. Agripa auxiliou-o na transformação de Roma numa "cidade de mármore"[2] e na reforma dos aquedutos romanos com o objetivo de entregar a todos os romanos, de todas as classes sociais, serviços públicos de boa qualidade. Foi o responsável pela criação de muitas termas, pórticos e jardins por toda a cidade e já se acreditou no passado que ele teria encomendado a construção do Panteão. Agripa era também o sogro do segundo imperador, Tibério, avô pelo lado materno de Calígula e bisavó materno de Nero.

Primeiros anos

Agripa nasceu entre 64 e 62 a.C.[nota 1] em um local incerto[5]. Seu cognome de família é derivado da forma latina do grego "Agrippas", que significa "cavalo selvagem"[5].

É possível que seu pai tenha sido Lúcio Vipsânio Agripa[6]. Ele tinha um irmão mais velho, também chamado Lúcio Vipsânio Agripa, e uma irmã, Vipsânia Pola. A família não tinha nenhuma proeminência na vida pública romana até sua ascensão[7]. Porém, Agripa tinha mais ou menos a mesma idade de Otaviano e os dois foram educados juntos, tornando-se grandes amigos. Apesar da associação de Agripa com a família de Júlio César, seu irmão mais velho escolheu o lado adversário na guerra civil da década de 40 a.C., lutando com Catão, o Jovem, contra César na Batalha de Tapso, na África Velha. Quando as forças de Catão foram derrotadas, o irmão de Agripa foi preso e libertado depois que Otaviano intercedeu por ele[8].

Não se sabe se Agripa lutou contra o irmão na África, mas é provável que ele tenha servido na campanha de César de 46-45 a.C. contra Pompeu, que culminou na Batalha de Munda[9]. César o tinha em alta estima, suficiente para enviá-lo com Otaviano, em 45 a.C., para estudar em Apolônia (na costa da Ilíria) com as legiões macedônias enquanto consolidava seu poder em Roma[10]; um dos amigos de César, Caio Cílnio Mecenas, enviou seu filho para estudar com eles. No quarto mês de sua estadia em Apolônia chegaram as notícias do assassinato de Júlio César, ocorrido em março de 44 a.C.. Agripa e outro amigo deles, Quinto Salvidieno Rufo, recomendaram que Otaviano marchasse para Roma com as legiões da Macedônia, mas ele preferiu navegar para a Itália com uma pequena força para chegar mais rapidamente. Assim que chegou, soube que César o havia adotado como herdeiro legal[11]. Ele imediatamente assumiu o nome de César ("Caio Júlio César") e acrescentou "Otaviano" como agnome, mas os historiadores modernos geralmente se referem a ele como "Otaviano" neste período.