Maranhão

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Estado do Maranhão
Bandeira do Maranhão
Brasão do Maranhão
BandeiraBrasão
Hino: Hino do Maranhão
Gentílico: Maranhense

Localização do Maranhão no Brasil

Localização
 - RegiãoNordeste
 - Estados limítrofesPiauí (leste), Tocantins (sudoeste) e Pará (oeste)
 - Regiões geográficas intermediárias5
 - Regiões geográficas imediatas22
 - Municípios217
CapitalBrasão de São Luís.svg São Luís
Governo
 - Governador(a)Flávio Dino (PCdoB)
 - Vice-governador(a)Carlos Brandão (PRB)
 - Deputados federais18
 - Deputados estaduais42
 - SenadoresEdison Lobão (MDB)
Roberto Rocha (PSDB)
João Alberto (MDB)
Área 
 - Total331 937,450 km² () [1]
População2018
 - Estimativa7 035 055 hab. (10º)[2]
 - Densidade21,19 hab./km² (16º)
Economia2014[3]
 - PIBR$ 76,842 bilhões (17º)
 - PIB per capitaR$ 11.216,37 (27º)
Indicadores2010/2015[4][5]
 - Esper. de vida (2015)70,3 anos (27º)
 - Mort. infantil (2015)22,4‰ nasc. ()
 - Alfabetização (2010)80,7% (24º)
 - IDH (2014)0,678 (26º) – médio [6]
Fuso horárioUTC−03:00
Climatropical Af/Aw
Cód. ISO 3166-2BR-MA
Site governamentalhttp://www.ma.gov.br/

Mapa do Maranhão

Maranhão é uma das 27 unidades federativas do Brasil, localizada na Região Nordeste do país. Limita-se com três estados brasileiros: Piauí (leste), Tocantins (sul e sudoeste) e Pará (oeste), além do Oceano Atlântico (norte). Com área de 331 937,450 km² e com 217 municípios, é o segundo maior estado da região Nordeste e o oitavo maior estado do Brasil. Com uma população de 7 035 055 habitantes[7], é o 11º estado mais populoso do país. A capital e cidade mais populosa é São Luís. Outros municípios com população superior a cem mil habitantes são Imperatriz, São José de Ribamar, Timon, Caxias, Codó, Paço do Lumiar, Açailândia e Bacabal. Em termos de produto interno bruto, é o quarto estado mais rico da Região Nordeste do Brasil e o 17º estado mais rico do Brasil. As principais atividades econômicas são a indústria (o trabalho de transformar alumínio e alumina, celulose, alimentícia, madeireira), os serviços, o extrativismo vegetal (babaçu), a agricultura (soja, mandioca, arroz, milho) e a pecuária. Possui um dos menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do país, com 0,639 pontos.

Localizado entre as regiões Norte e Nordeste do Brasil, o Maranhão possui o segundo maior litoral do país, resultando em uma grande diversidade de ecossistemas. São 640 quilômetros de extensão de praias tropicais, floresta amazônica, diversas variedades de cerrados, mangues, delta em mar aberto e o único deserto do mundo com milhares de lagoas de águas cristalinas. Também é perceptível, na maior parte do ano(entre os meses de maio a novembro), a seca branda na Microrregião das Chapadas do Alto Itapecuru, acentuadamente em São João dos Patos e Barão de Grajaú. Essa diversidade está organizada em cinco polos turísticos, cada um com seus atrativos naturais, culturais e arquitetônicos. São eles: o polo turístico de São Luís, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, o Parque Nacional da Chapada das Mesas, o Delta do Parnaíba e o polo da Floresta dos Guarás. Com redução de altitudes e regularidade da topografia, é apresentado um relevo modesto, superior a 90% da superfície inferior a 300 metros. Tocantins, Gurupi, Pindaré, Mearim, Parnaíba, Turiaçu e Itapecuru são os rios mais importantes e pertencem às bacias hidrográficas do Parnaíba, do Atlântico Nordeste Ocidental e do Tocantins-Araguaia.

O Rei de Portugal Dom João III dividiu a região do Maranhão em duas capitanias hereditárias, que o monarca entregou a Aires da Cunha e Fernando Álvares de Andrade, no ano de 1535[8] (região descrita como "grande baía com uma ilha").[9] A partir de então, até os franceses se estabelecerem em 1612 (França Equinocial), o conhecimento da área não foi tomado por Portugal. Em 1615, no contexto da Conquista do Nordeste e Conquista da Amazônia (período de combate as forças estrangeiras que estabeleceram fortificações na região), uma expedição com portugueses e brasileiros partiu da Capitania de Pernambuco, sob ordem do Governador Geral da Armada e Conquista do Maranhão Alexandre de Moura e liderança de Jerônimo de Albuquerque, visando expulsar os franceses e consolidar o domínio português.[10] Como recompensa pelo êxito na empreitada, o General nomeou Jerônimo de Albuquerque Capitão-Mor da Conquista do Maranhão[11] e, em 1621, foi instituído o Estado do Maranhão, por Filipe II de Portugal (e Filipe III da Espanha) no Norte do América Portuguesa, porém instalado em 1626[12][13] devido aos conflitos com os holandeses.[9] Sendo o novo Estado uma colônia independente e autônoma do Estado do Brasil, a criação da Capitania do Maranhão ocorreu em paralelo à fundação do Estado do Maranhão, ficando a Capitania subordinação ao Estado.

Em 1641, os neerlandeses ocupam a ilha de São Luís, de onde foram expulsos pelos portugueses em 1644 consolidado o domínio português. Em 1654, foi criado o Estado do Maranhão e Grão-Pará,[14][15] devido ao progresso e ascensão da região de Belém, e a Coroa Portuguesa verificou que tal organização administrativa favorecia apenas aos interesses pessoais de donatários e sesmeiros.[16] Em 1774, o Estado foi dividido em duas unidades administrativas por Marquês de Pombal: o Estado do Maranhão e Piauí e Estado do Grão-Pará e Rio Negro.[17][18] O Maranhão apenas foi conquistado pelo Império do Brasil em 1823, porque Portugal o defendeu muito fortemente, e somente depois que o almirante Lord Cochrane interveio, a pedido de Dom Pedro I. Em 1831, foi irrompida a Setembrada, que pregou que fossem expulsos os portugueses e os frades franciscanos, e, em 1838, a Balaiada, um movimento popular que contrariava a aristocracia rural. A economia declinou devido ao fato de que Princesa Isabel aboliu a escravidão, só vindo à recuperação na época da 1ª Guerra Mundial.

Etimologia

Não há uma hipótese consensual para a origem do nome do estado do Maranhão. As teorias mais aceitas são: referencia a expressão em língua tupi "Mar'Anhan", que significa "O mar que corre"[19]; Maranhão era o nome dado ao Rio Amazonas pelos nativos da região antes da chegada dos navegantes europeus (nos países Andinos é chamado de rio Maranhão, ao entrar no Brasil muda para rio Solimões, na confluência com o rio Negro muda para rio Amazonas);[20] relação com o Rio Marañón no Peru; o estado ter um "emaranhado" de rios[carece de fontes?].

Em 1720, o jesuíta Domingos de Araújo, publicou a obra "Crônica da Companhia de Jesus da Missão do Maranhão", na qual sustentou que o nome foi dado por uma expedição enviada por Cristovão Jaques que ao ver o Rio Amazonas o descreveu como "Maranhão" (grande mar)[21].

No contexto da história do Brasil, a primeira referência à região como sendo o Maranhão ocorreu na época antes da criação das capitanias hereditárias, chamada de Conquista do Maranhão[11] , em seguida foram criadas as duas seções da Capitania do Maranhão, em 1534.[22][23]