Maranhão

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Estado do Maranhão
Bandeira do Maranhão
Brasão do Maranhão
BandeiraBrasão
Hino: Hino do Maranhão
Gentílico: maranhense

Localização do Maranhão no Brasil

Localização
 - RegiãoNordeste
 - Estados limítrofesPiauí (leste), Tocantins (sudoeste) e Pará (oeste)
 - Mesorregiões5
 - Microrregiões21
 - Municípios217
CapitalBrasão de São Luís.svg São Luís
Governo
 - Governador(a)Flávio Dino (PCdoB)
 - Vice-governador(a)Carlos Brandão (PRB)
 - Deputados federais18
 - Deputados estaduais42
 - SenadoresEdison Lobão (MDB)
Roberto Rocha (PSDB)
João Alberto (MDB)
Área 
 - Total331 937,450 km² () [1]
População2016
 - Estimativa6 954 036 hab. (10º)[2]
 - Densidade20,95 hab./km² (16º)
Economia2014[3]
 - PIBR$ 76,842 bilhões (17º)
 - PIB per capitaR$ 11.216,37 (27º)
Indicadores2010/2015[4][5]
 - Esper. de vida (2015)70,3 anos (27º)
 - Mort. infantil (2015)22,4‰ nasc. ()
 - Alfabetização (2010)80,7% (24º)
 - IDH (2010)0,639 (26º) – médio [6]
Fuso horárioUTC−03:00
Climatropical Af/Aw
Cód. ISO 3166-2BR-MA
Site governamentalhttp://www.ma.gov.br/

Mapa do Maranhão

Maranhão é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Localiza-se no extremo noroeste da Região Nordeste. Limita-se com três estados brasileiros: Piauí (leste), Tocantins (sul e sudoeste) e Pará (oeste), além do Oceano Atlântico (norte). Com área de 331 937,450 km², possuindo 217 municípios, sendo o segundo maior estado da Região Nordeste do Brasil e o oitavo maior estado do Brasil. Com uma população de 6.904.241 habitantes. A capital e cidade mais populosa do Maranhão é São Luís. Outros municípios com população superior a cem mil habitantes são Imperatriz, São José de Ribamar, Timon, Caxias, Codó, Paço do Lumiar, Açailândia e Bacabal. Em termos de produto interno bruto, é o quarto estado mais rico da Região Nordeste do Brasil e o 17º estado mais rico do Brasil. As principais atividades econômicas são a indústria (o trabalho de transformar alumínio e alumina, alimentícia, madeireira), os serviços, o extrativismo vegetal (babaçu), a agricultura (mandioca, arroz, milho) e a pecuária.

Localizado entre as regiões Norte e Nordeste do Brasil, o Maranhão possui uma grande diversidade de ecossistemas. São 640 quilômetros de extensão de praias tropicais, floresta amazônica, diversas variedades de cerrados, mangues, delta em mar aberto e o único deserto do mundo com milhares de lagoas de águas cristalinas. Também é perceptível, na maior parte do ano(entre os meses de maio a novembro), a seca branda na Microrregião das Chapadas do Alto Itapecuru, acentuadamente em São João dos Patos e Barão de Grajaú. Essa diversidade está organizada em cinco polos turísticos, cada um com seus atrativos naturais, culturais e arquitetônicos. São eles: o polo turístico de São Luís, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, o Parque Nacional da Chapada das Mesas, o Delta do Parnaíba e o polo da Floresta dos Guarás. Com redução de altitudes e regularidade da topografia, é apresentado um relevo modesto, superior a 90% da superfície inferior a 300 metros. Tocantins, Gurupi, Pindaré, Mearim, Parnaíba, Turiaçu e Itapecuru são os rios mais importantes e pertencem às bacias hidrográficas do Parnaíba, do Atlântico Nordeste Ocidental e do Tocantins-Araguaia.

O Rei de Portugal Dom João III dividiu a região do Maranhão em duas capitanias hereditárias, que o monarca entregou a Aires da Cunha e Fernando Álvares de Andrade, no ano de 1535[7] (região descrita como "grande baía com uma ilha").[8] A partir de então, até os franceses se estabelecerem em 1612 (França Equinocial), o conhecimento da área não foi tomado por Portugal. Em 1615, no contexto da Conquista do Nordeste e Conquista da Amazônia (período de combate as forças estrangeiras que estabeleceram fortificações na região), uma expedição com portugueses e brasileiros partiu da Capitania de Pernambuco, sob ordem do Governador Geral da Armada e Conquista do Maranhão Alexandre de Moura e liderança de Jerônimo de Albuquerque, visando expulsar os franceses e consolidar o domínio português.[9] Como recompensa pelo êxito na empreitada, o General nomeou Jerônimo de Albuquerque Capitão-Mor da Conquista do Maranhão[10] e, em 1621, foi instituído o Estado do Maranhão, por Filipe II de Portugal (e Filipe III da Espanha) no Norte do América Portuguesa, porém instalado em 1626[11][12] devido aos conflitos com os holandeses.[8] Sendo o novo Estado uma colônia independente e autônoma do Estado do Brasil, a criação da Capitania do Maranhão ocorreu em paralelo à fundação do Estado do Maranhão, ficando a Capitania subordinação ao Estado.

Em 1641, os neerlandeses ocupam a ilha de São Luís, de onde foram expulsos pelos portugueses em 1644 consolidado o domínio português. Em 1654, foi criado o Estado do Maranhão e Grão-Pará,[13][14] devido ao progresso e ascensão da região de Belém, e a Coroa Portuguesa verificou que tal organização administrativa favorecia apenas aos interesses pessoais de donatários e sesmeiros.[15] Em 1774, o Estado foi dividido em duas unidades administrativas por Marquês de Pombal: o Estado do Maranhão e Piauí e Estado do Grão-Pará e Rio Negro.[16][17] O Maranhão apenas foi conquistado pelo Império do Brasil em 1823, porque Portugal o defendeu muito fortemente, e somente depois que o almirante Lord Cochrane interveio, a pedido de Dom Pedro I. Em 1831, foi irrompida a Setembrada, que pregou que fossem expulsos os portugueses e os frades franciscanos, e, em 1838, a Balaiada, um movimento popular que contrariava a aristocracia rural. A economia declinou devido ao fato de que Princesa Isabel aboliu a escravidão, só vindo à recuperação na época da 1ª Guerra Mundial.

Etimologia

Não há uma hipótese consensual para a origem do nome do estado do Maranhão. As teorias mais aceitas são: referencia a expressão em língua tupi "Mar'Anhan", que significa "O mar que corre"[18]; Maranhão era o nome dado ao Rio Amazonas pelos nativos da região antes da chegada dos navegantes europeus (nos países Andinos é chamado de rio Maranhão, ao entrar no Brasil muda para rio Solimões, na confluência com o rio Negro muda para rio Amazonas);[19] relação com o Rio Marañón no Peru; o estado ter um "emaranhado" de rios[carece de fontes?].

Em 1720, o jesuíta Domingos de Araújo, publicou a obra "Crônica da Companhia de Jesus da Missão do Maranhão", na qual sustentou que o nome foi dado por uma expedição enviada por Cristovão Jaques que ao ver o Rio Amazonas o descreveu como "Maranhão" (grande mar)[20].

No contexto da história do Brasil, a primeira referência à região como sendo o Maranhão ocorreu na época antes da criação das capitanias hereditárias, chamada de Conquista do Maranhão[10] , em seguida foram criadas as duas seções da Capitania do Maranhão, em 1534.[21][22]