Maldivas
English: Maldives

Disambig grey.svg Nota: Não confundir com Ilhas Malvinas.
ދިވެހިރާއްޖޭގެ ޖުމްހޫރިއްޔާ
(Dhivehi Raajjeyge Jumhooriyya)

República das Maldivas
Bandeira das Maldivas
Brasão de armas das Maldivas
BandeiraBrasão de Armas
Lema: nenhum
Hino nacional: "ޤައުމީ ސަލާމް" (Gaumii salaam)
("Saudação Nacional")
Gentílico: maldivo(a), maldívio(a)[1]

Localização República das Maldivas

Localização das Maldivas no mundo (em vermelho).
Capital73° 30' E
Cidade mais populosaMalé
Língua oficialDivehi
GovernoRepública presidencialista
 - PresidenteIbrahim Mohamed Solih
 - Vice-presidenteFaisal Naseem
 - Presidente do MajlisQasim Ibrahim
 - Presidente do Supremo Tribunal de JustiçaAhmed Abdulla Didi
Independênciado Reino Unido 
 - Data26 de julho de 1965 
Área 
 - Total298 km² (186.º)
 - Água (%)<0,1
 Fronteirafronteira marítima com o território indiano das Laquedivas, a norte
População 
 - Estimativa para 2016427 756 hab. (169.º)
 - Densidade1.163 hab./km² (5.º)
PIB (base PPC)Estimativa de 2018
 - TotalUS$ 7,396 bilhões (163.º)
 - Per capitaUS$ 20,228 
IDH (2017)0,717 (101.º) – alto[2]
MoedaRupia maldívia (MVR)
Fuso horário(UTC+5)
 - Verão (DST)não observado (UTC+5)
ClimaTropical úmido
Org. internacionaisONU, OMC, OCI, MNA, SAARC, Comunidade das Nações
Cód. ISOMDV
Cód. Internet.mv
Cód. telef.+960
Website governamentalhttp://www.maldivesinfo
.gov.mv/home/index.php

Mapa República das Maldivas

A República das Maldivas (em divehi: ދިވެހިރާއްޖޭގެ ޖުމްހޫރިއްޔާ, transl. Dhivehi Raajjeyge Jumhooriyya) é um pequeno país insular situado no Oceano Índico ao sudoeste do Sri Lanka e da Índia, ao sul do continente asiático, constituído por 1.196 ilhas, das quais 203 são habitadas, localizadas a cerca de 450 km ao sul da península do Decão. A sua única fronteira real é com o território indiano das Laquedivas, a norte, mas são também os vizinhos mais próximos do Território Britânico do Oceano Índico, um conjunto de ilhas localizadas ao sul das Maldivas.

Estão agrupadas em 26 atóis, cada um possuindo o nome de uma ou duas letras da escrita thaana. Seu nome seria derivado de maldwipa, no idioma malabar, onde mal significa "mil" e dwipa, "ilhas", ou do sânscrito Malaya(vara)dwipa, "ilhas de Malabar".[3]

Possui um clima tropical e húmido com uma precipitação aproximada de 2000 mm ao ano. O Islã é a religião predominante, a qual foi introduzida em 1153. Foi colônia portuguesa (1558), holandesa (1654) e britânica (1887). Em 1953 tentou-se estabelecer uma república, mas poucos meses depois se restabeleceu o sultanato. Obteve a independência em 1965 e em 1968 foi reinstaurada a república, contudo, em 38 anos o país só teve dois presidentes, ainda que as restrições políticas tenham diminuído recentemente. É o país menos populoso da Ásia, o menos populoso entre os países muçulmanos e também o menor país da Ásia.

As Maldivas é um membro fundador da Associação Sul-Asiática para a Cooperação Regional (SAARC). É também membro da Organização das Nações Unidas, da Organização para a Cooperação Islâmica e do Movimento dos Países Não Alinhados. O Banco Mundial classifica as Maldivas como tendo um rendimento econômico médio-superior.[4] A pesca tem sido historicamente a atividade econômica dominante, e continua a ser o maior setor de exportação, seguido pelo rápido crescimento da indústria do turismo. Junto com Sri Lanka, é um dos dois únicos países do sul da Ásia com um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) considerado elevado, com a sua renda per capita sendo a mais alta entre os países da SAARC.[2]

História

Ver artigo principal: História das Maldivas
Ruínas do antigo mosteiro budista de Kuruhinna Tharaagandu, localizado na ilha de Kaashidhoo, no Atol de Kaafu.

A história antiga das Maldivas é obscura. Segundo a lenda maldívia, um príncipe cingalês chamado Koimale encalhou com sua esposa, filha do rei do Sri Lanka, em uma lagoa das Maldivas e dominou a região como o primeiro sultão. Com o passar dos séculos, as ilhas foram visitadas por marinheiros dos países do Mar Arábico e dos litorais do Oceano Índico, que deixaram a sua marca. Os piratas de MPLA, procedentes da costa do Malabar, atualmente o Estado Indiano de Kerala, arrasaram as ilhas.[5]

No século XVI, entre 1558 e 1573, os portugueses estabeleceram uma pequena feitoria nas Maldivas, que administraram a partir da colónia principal portuguesa de Goa. Por quinze anos dominaram as ilhas, mas a actuação do feitor foi muito impopular. Quinze anos passados um líder local chamado Muhammad Thakurufaanu Al-Azam e seu irmão organizaram uma revolta popular e expulsaram os portugueses das Maldivas. Este acontecimento ainda hoje é celebrado como dia nacional das Maldivas e num pequeno museu e memorial em honra do herói nacional e depois Sultão Muhammad Thakurufaanu Al-Azam na sua ilha natal Utheemu no sul do atol Thiladhummathi.

O país foi governado como um sultanato islâmico independente na maior parte de sua história entre 1153 e 1968. Foi um protetorado britânico desde 1887 até 25 de julho de 1965. Em 1953, por um breve período, implantou-se uma república mas o sultanato se restabeleceu. Os maldívios seguiam o budismo antes de se converterem ao islamismo, conversão esta explicada em uma controvertida história mitológica acerca de um demônio chamado Rannamaari. A independência do Reino Unido foi obtida em 1965, seguindo o sultanato por três anos mais. Em 11 de novembro de 1968 foi abolido e substituído por uma república.[6]

Em 26 de dezembro de 2004, as ilhas foram devastadas por um tsunami, que se seguiu a um forte terremoto, produzindo ondas de 1,2 a 1,5 metro de altura e inundando o país quase por completo. Pelo menos 75 pessoas morreram, incluindo seis estrangeiros, e a infraestrutura se destruiu por completo em 13 ilhas habitadas e 29 das ilhas turísticas.