Machtergreifung

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Hitler na sacada da Chancelaria do Reich logo após tomar o poder, em 30 de janeiro de 1933.

Machtergreifung (Loudspeaker.svg? ouvir) é uma palavra em alemão que significa "tomada do poder". É usada para se referir a tomada de poder nazista na República de Weimar em 30 de Janeiro de 1933.

Primeiros passos

Em 1928 o Partido Social-Democrata Alemão obteve uma grande vitória eleitoral e formou um novo governo ao lado do Partido Popular e do Partido de Centro — católico, representantes da pequena-burguesia e da burguesia republicana alemã. O Partido Comunista também viu sua votação crescer.

A Alemanha parecia superar as crises que a aflingiam desde o final da Primeira Guerra Mundial (1914-1918).

A crise da Bolsa de Nova Iorque, iniciada em outubro de 1929, teve efeito catastrófico na Alemanha. De repente, cessou todo ingresso de capitais estrangeiros e as portas do comércio internacional foram abruptamente fechadas. A fragilidade da economia alemã ficava assim claramente demonstrada. Centenas de indústrias faliram e o índice de desemprego explodiu. No início de 1932 já existiam mais de 6 milhões de desempregados, o que representava cerca de um terço da força de trabalho.

O chanceler da República de Weimar - nome dado pelos historiadores a este período histórico alemão - foi indicado um deputado do centro católico chamado Heinrich Brüning. Não tendo maioria parlamentar, ele aproveitou-se de uma brecha na Constituição para governar através de decretos-leis. Dois meses depois de assumir o governo dissolveu o parlamento e convocou novas eleições para setembro de 1930.

O maior partido alemão continuava sendo o PSDA (social-democrata) que diante do novo governo conservador adotou uma “política de tolerância”, que significava não fazer oposição, desde de que o governo se mantivesse dentro da legalidade e numa posição de defesa da República. Afinal, segundo ela, um governo de Brüning seria melhor do que o governo de Hitler.

Os comunistas também conheceram um significativo crescimento durante este período de crise. Eles passaram de 54 deputados em 1928 para 77 em 1930. Em 1932 elegeram 100 deputados. O crescimento dos comunistas foi acompanhado de um declínio relativo da social-democracia. Cresceu enormemente o número de filiados ao Partido Comunista Alemão, a grande parte era formada de desempregados e de jovens. O operariado mais idoso e que trabalhava nas grandes fábricas permaneceu sob a influência da social-democracia.

A euforia dos comunistas levou-os a não tirarem todas as lições dos resultados eleitorais. A novidade não era o crescimento do PCA, mas o crescimento da influência nazi-fascista. Os nazistas elegeram apenas 12 deputados em 1928, no auge da recuperação econômica alemã, e 107 deputados em 1930. Nas eleições de julho de 1932 elegeram 230 deputados, ou seja, obtiveram bem mais que o dobro de votos que os comunistas.