Mídia alternativa

A mídia alternativa (português brasileiro) ou os média alternativos (português europeu), também conhecida/os por mídia contra-hegemônica (português brasileiro) ou média contra-hegemónicos (português europeu) (mas não independente(s)) é o conjunto dos veículos de comunicação que se contrapõem a uma hegemonia, ou posição política dominante – e, em alguns casos, repressora. A imprensa alternativa faz parte da mídia alternativa, sendo sua vertente de mídia impressa.

Os diversos núcleos de produção de mídia alternativa são uma força relevante na nova forma de comunicação que vem se constituindo. Partindo da insatisfação com as mídias corporativas, que segundo alguns seriam comprometidas com os "interesses do capital", esses movimentos visam oferecer uma outra maneira de pensar a função transgressiva da comunicação, sendo tudo isso feito com um aparato técnico mínimo e custos irrisórios. Seus principais veículos de comunicação são a Internet, as rádios comunitárias, jornais de baixa circulação e fanzines.

A mídia alternativa é um suporte para o jornalismo alternativo, mas não deve ser tomada como sinônimo deste, já que pode circular diversos conteúdos não-jornalísticos, como propaganda, opiniões, dados científicos e formas de expressão cultural como arte, poesia e música.

A mídia alternativa, de forma geral, costuma enfrentar problemas como perseguição política (principalmente no contexto de regimes autoritários), falta de fontes de financiamento (com poucos anunciantes interessados em investir em mídia de baixa circulação ou alcance restrito, ou ainda receosos de se associar a causas ideológicas) e ataques à sua credibilidade, sob o argumento de que veículos alternativos não são confiáveis. Também sofrem com a falta de profissionais dispostos a atuar na área (em geral, de baixa remuneração e zero lucratividade), o amadorismo e a falta de capacidade técnica, tanto por não dispor de equipamentos atualizados quanto por pouca infraestrutura local de comunicação.

Posições políticas

Em contextos de regimes políticos autoritários, a mídia alternativa procura fornecer informações no sentido de promover a democracia e o livre pensamento, associando-se à pluralidade de opiniões e à horizontalidade de opiniões e informações.

Com várias denominações diferentes, como mídia tática, mídia independente ou mídia sob demanda, essas mídias muitas vezes têm ligações com movimentos sociais. Diversos exemplos de mídia Apesar de já ter havido várias manifestações, o movimento das "mídias alternativas" em âmbito global tomou um novo vulto com o surgimento do Centro de Mídia Independente (em inglês, Indymedia).

Embora o rótulo de "alternativo" seja costumeiramente atribuído a posições ideológicas de esquerda, pode haver mídia alternativa de qualquer ideologia, inclusive de direita. Em contextos como uma possível sociedade socialista, uma parte da imprensa dissidente provavelmente defenderá valores de direita, como livre mercado e privatização. Um exemplo de mídia alternativa direitista eram os samizdati que circulavam na União Soviética nos anos 1960 e 1970.