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Filho de Miguel Badra e Regina Badra, Aniz Badra foi um político brasileiro que nasceu em Santa Cruz das Palmeiras, no estado de São Paulo, no dia 2 de janeiro de 1908 e morreu na mesma cidade em 14 de julho de 1991. Ele trabalhou como funcionário público estadual de São Paulo e dividiu seu tempo também como professor, advogado (conquistou o título de bacharel em ciências jurídicas pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro em 1945), proprietário rural, procurador do Estado de São Paulo e Chefe do Escritório de representação do Governo de São Paulo. Durante sua vida, foi casado com Marina da Costa Badra e, desse casamento, teve dois filhos. Por ter permanecido como vereador durante dez anos em Marília, ganhou uma homenagem da cidade, que deu seu nome a um bairro em Marília.

O primeiro grande ato de sua trajetória política aconteceu em 1934, ano em que Aniz conseguiu ser eleito como deputado federal da cidade de São Paulo para participar da primeira legislatura ordinária depois que a Constiuição de 1934 foi promulgada. Eleito na categoria de "deputado classista", ele buscou assegurar os direitos e a representação de trabalhadores da lavoura e pecuária sindicalizados no parlamento. Seu mandato durou aproximadamente dois anos, compreendendo um período entre maio de 1935 até novembro de 1937, momento em que aconteceu o golpe do Estado Novo, liderado por Getúlio Vargas e apoiado pelo general Goés Monteiro. Como consequências do golpe, foi garantido o fechamento dos órgãos legislativos existentes no Brasil e também a extinção de partidos políticos.

De 1946 a 1972 ele morou em Marília, cidade onde foi eleito vereador no período de tempo de quatro anos de 1948 a 1951, de 1952 a 1955 e de 1956 a 1959. Conquistou também o cargo de Presidente da Câmara Municipal no período de 1953 a 1956.

Além de vereador de Marília, nos anos de 1948, 1949, 1951 e 1952 Aniz participou também como membro da Comissão de Justiça, onde posteriormente se tornou presidente em 1954. Foi também eleito como presidente na Comissão de Justiça e de Cultura e na Comissão de Justiça e de Redação.

Entre 1953 a 1963, Aniz atuou como presidente da Associação Paulista de Municípios, onde trabalhou com a função de defender os interesses dos municípios frente os Poderes Executivo e Legislativo. Durante sua gestão, pôde participar de três congressos internacionais de municípios: em 1957 do ibero-americano que ocorreu em Madri, Espanha e em 1960 e 1962 dos interamericanos, que aconteceram em San Diego e Louisville, Estados Unidos. No mesmo período de dez anos, foi membro do Lions Club de Marília e do Marília Tênis Clube, onde exerceu atividades sindicais, representativas de classe e associativas.

Em 1958, durante as eleições em outubro, Aniz buscou conquistar um espaço na Câmara dos Deputados, no entanto o que conseguiu foi o cargo de suplente no Partido Democrata Cristão (PDC). Assim, assumiu o mandato de Deputado Federal entre o período de 1959 a 1963, em 21 de setembro de 1959 a 9 de dezembro de1959, em 9 de maio de 1960 a 25 de julho de 1960, de 8 de fevereiro de 1961 a 26 de junho de 1962 de 30 de junho de 1962 a 31 de janeiro de 1963. Desse modo, permaneceu na Câmara durante mais da metade da legislatura e entre esse período foi reconhecido como um dos políticos que mais representavam e defendiam o municipalismo.

Durante sua trajetória como político, ele defendeu o monopólio estatal do petróleo e, portanto, contribuiu para estabelecer a Petrobrás. Apoiou também o monopólio dos minérios atômicos e também das telecomunicações e da eletricidade.

No Congresso Nacional, vetou a PL 50/63, lei que regula e oferece outras determinações para o exercício da profissão do nutricionista. Em 1967, votou a favor da PL 7/67, que firmou a duplicata civil. No ano de 1968, vetou a PL 112/67, que formou o Serviço Nacional de Bibliotecas Municipais. No mesmo ano apoiou a PL 859/63, que alinha sobre o concurso de prognóstico esportivos e fornece novas medidas; Em 1970 apoiou a lei que assegura sobre os vencimentos básicos dos cargos de direção das Universidades Federais das unidades universitárias e de estabelecimentos isolados de ensino superior mantidos pela União. Foi responsável também, em 1970, pela determinação que altera o modo como os incentivos fiscais são concedidos a empreendimentos florestais.


Entre os meses de janeiro a agosto de 1961, durante o mandato de Jânio Quadros, Aniz foi contra a decisão do presidente de aproximar o Brasil de países socialistas e, principalmente, de reatar relações diplomáticas com a União Soviética (URSS), que haviam sido rompidas em 1947.

Durante o governo do presidente João Goulart, entre os anos 1961 e 1964, Aniz buscou formas para que a Emenda Constitucional nº 5, de novembro de 1961, fosse aprovada. A Emenda decretava uma maior participação de municípios na renda tributária nacional. No mesmo período, ele foi a favor também da reforma eleitoral, que previa o uso de uma cédula única, assim como as reformas administrativa, bancária e tributária. O político apoiou ainda uma reforma agrária por meio da aplicação progressiva do imposto territorial sobre os latifúndios.

Em outubro de 1961, Aniz conquistou o cargo de vice-líder do PDC e ajudou a constituir a Ação Democrática Parlamentar (ADP), bloco interpartidário que desde o início de 1961 procurava combater o avanço do comunismo no Brasil. Fazendo grande oposição ao governo de João Goulart, a ADP era formada majoritariamente por parlamentares da União Democrática Nacional (UDN) e pelo Partido Social Democrático (PSD).

Durante as eleições de 1962, no mês de outubro, Aniz tentou novamente sua candidatura para o cargo de deputado federal. Na época, ele contou com o apoio da Aliança Eleitoral pela Família (Alef) e da recente associação civil de âmbito nacional, que foi formada em 1962 para substituir a Liga Eleitoral Católica (LEC), que tinha promessas e objetivos de mobilizar eleitores católicos em favor de candidatos comprometidos com os princípios sociais da igreja. Após conseguir ser eleito em São Paulo, começou seu novo mandato em 1963 no PDC em coligação com o Partido Rural Trabalhista (PRT) e a UDN. Em maio do mesmo ano lhe foi passada a função de terceiro-secretário da Câmara dos Deputados, atividade que passaria a exercer em 1964 também.Após a extinção dos partidos políticos por força do Ato Institucional nº 2, de 27 de outubro de 1965 e também da instauração do bipartidarismo, Aniz se filiou à Arena, a Aliança Renovadora Nacional, um partido que apoiou o regime militar que teve início em abril de 1964 no Brasil. Lá, ele conseguiu renovar seu mandato em novembro de 1966. Como vice-líder da Arena a partir de maio de 1968, ele tentou nova reeleição no pleito de novembro de 1970, mas conseguiu somente a décima suplência. Assim, permaneceu na Câmara até o final da legislatura, em janeiro de 1971.


Bibliografia:http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra;jsessionid=DB27A14EAF2933D8A8156E842F69A8CB.proposicoesWeb1?codteor=1195549&filename=Dossie+-PL+3908/1966https://sagl.camar.sp.gov.br/consultas/mesa_diretora/parlamentar/parlamentar_mostrar_proc?cod_parlamentar=100229http://www2.camara.leg.br/deputados/pesquisa/layouts_deputados_biografia?pk=122383&tipo=0http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-biografico/badra-aniz