Leopoldo Miguez

Leopoldo Miguez
Nome nativoLeopoldo Américo Miguez
Nascimento9 de setembro de 1850
Niterói
Morte6 de julho de 1902 (51 anos)
Rio de Janeiro
CidadaniaBrasil
Ocupaçãocompositor, violinista, maestro

Leopoldo Américo Miguez (Niterói, 9 de setembro de 1850Rio de Janeiro, 6 de junho de 1902) foi um compositor, violinista e maestro brasileiro.[1] Era tio do letrista e poeta Luís Peixoto.[2]

Biografia

Aos 32 anos viajou para a Europa por sua conta a fim de aperfeiçoar-se. Regressou ao Brasil convertido ao credo wagneriano e a princípio destacou-se como regente. Era um ativo republicano e é de sua autoria o Hino da Proclamação da República, composto para o concurso realizado pelo governo da época, que não chegou a ser o hino nacional por decisão do Marechal Deodoro. Mas o velho Conservatório de Francisco Manuel já há muito necessitava remodelação e, dois meses depois do 15 de Novembro, era criado o Instituto Nacional de Música, sendo Leopoldo Miguez nomeado seu diretor.

Ao comentar a música de Miguez, recordam-se os poemas sinfônicos Parisiana e Prometeu, a ópera Os Saldunes, a Sinfonia em Si bemol e as peças de câmara:Sonata para violino e piano e o Allegro appassionato, para piano solo. Foi um músico competente, excelente organizador, mas morreu cedo, aos 52 anos apenas. Foi sobretudo o grande continuador de Francisco Manuel da Silva e o renovador do ensino da música no Brasil no início do século XX.

É o patrono da cadeira de número 23 da Academia Brasileira de Música.[3]