Leonor de Portugal, Imperatriz Romano-Germânica

Leonor
Leonor de Portugal por Hans Burgkmair, o Velho, 1473-1531
Imperatriz Consorte do Sacro Império Romano
Reinado19 de março de 1452 a 3 de setembro de 1467
Coroação19 de março de 1452
PredecessoraBárbara de Celje
SucessoraBranca Maria Sforza
Rainha Consorte da Germânia
Duquesa Consorte da Áustria
Reinado16 de março de 1452 a 3 de setembro de 1467
PredecessorIsabel de Luxemburgo
SucessorBranca Maria Sforza
 
CônjugeFrederico III do Sacro Império Romano-Germânico
DescendênciaCristóvão
Maximiliano I
Helena
Cunegunda
João
CasaAviz (por nascimento)
Habsburgo (por casamento)
Nascimento18 de setembro de 1434
 Torres Vedras, Portugal
Morte3 de setembro de 1467 (32 anos)
 Wiener Neustadt, Áustria
EnterroWiener Neustadt, Áustria
PaiDuarte I de Portugal
MãeLeonor de Aragão
ReligiãoCatolicismo

Leonor de Portugal (em português antigo: Lyanor ou Lianor; Torres Novas, 18 de setembro de 1434 - Wiener Neustadt, 3 de setembro de 1467) foi uma infanta portuguesa da Dinastia de Avis filha do rei Duarte I de Portugal e da sua esposa Leonor de Aragão. Quando o seu pai morreu em 1438, a infanta com apenas quatro anos é confiada à regência, primeiro de sua mãe e depois de seu tio o Infante D. Pedro, Duque de Coimbra. Foi criada juntamente com suas irmãs D. Catarina e D. Joana em Lisboa.

Graças à projeção internacional de Portugal a partir de Quatrocentos devido a Era dos Descobrimentos e às riquezas daí resultantes, Dona Leonor é considerada para esposa do Delfim de França, Luís de Valois e do Imperador Frederico III. As negociações deste último projeto revelam-se frutíferas e os esponsais celebram-se em 1451. Dona Leonor parte para Itália para se reunir ao marido, sendo ambos coroados pelo Papa Nicolau V na Basílica de São Pedro, em Roma, a 16 de março de 1452. Foi a última Imperatriz do Sacro-Império Romano-Germânico a ser coroada em Roma pelo Sumo Pontífice.

Do enlace entre as Dinastias de Avis e de Habsburgo nasceram cinco filhos, dos quais dois sobreviveram: Maximiliano I do Sacro Império Romano-Germânico, que sucedeu a seu pai e Cunegunda da Áustria (1465-1520), que se casaria com o duque Alberto IV da Baviera. De Dona Leonor descende toda a linhagem da Casa de Áustria; entre os seus bisnetos contam-se o Imperador Carlos V, Senhor do Mundo, que iniciou o ramo espanhol da Casa de Áustria que viria a reinar em Portugal, e o Imperador Fernando I, que deu origem ao ramo austríaco da dinastia de Habsburgo.

Família

Painel do Infante onde figuram alguns dos familiares de D.Leonor. Estão presentes o pai, o Infante de Roxo, a mãe, o irmão (de joelhos) e a prima D.Isabel. Obra de Nuno Gonçalves

D. Leonor nasceu no seio de uma das famílias reais mais cultas do século XV e numa corte cuja riqueza e prosperidade apenas aumentaram durante a sua vida. Filha de um dos príncipes da Ínclita Geração, Dona Leonor cresceu envolvida pelos exemplos de nobreza e distinção dos seus familiares. O seu pai era o Rei Filósofo, o autor de tratados de montaria, a personificação do cavaleiro galante; o seu tio D. Pedro, Duque de Coimbra em Portugal e Duque de Treviso em Itália, dito o príncipe mais culto do seu tempo, era o Infante das Sete Partidas que correra o mundo conhecido[1]; o seu tio D. Henrique, dito o Navegador, era o homem de visão que impulsionava o Reino para novos caminhos de riqueza e glória; a sua tia D. Isabel, Duquesa consorte da Borgonha, era cada vez mais respeitada por toda a Europa como uma das mais inteligentes governantes do seu tempo e o seu tio Fernando, o Infante Santo morreu cativo em África pela honra de Portugal e do Rei, seu irmão. Foi no seio destas personagens e dos seus exemplos que D. Leonor cresceu.