Língua neerlandesa

Neerlandês (Nederlands)
Falado em: Países Baixos
Suriname
 Bélgica
 Aruba
Curaçao Curaçao
Flag of Sint Maarten.svg São Martinho
Flag of the Netherlands.svg Países Baixos Caribenhos
 Alemanha
 França
Total de falantes:25 milhões [1]
Posição: 48
Família:Indo-europeu
 Germânica
  Ocidental
   Baixo-frâncica
    Neerlandês
Estatuto oficial
Língua oficial de:  Países Baixos
Suriname
 Bélgica
 Aruba
Curaçao Curaçao
Flag of Sint Maarten.svg São Martinho
Países Baixos Países Baixos Caribenhos
também em:
União Europeia
Flag of UNASUR.svg Unasul
Regulado por: Nederlandse Taalunie
Códigos de língua
ISO 639-1:nl
ISO 639-2:dut
ISO 639-3: nld
Map Dutch World scris.png

A língua neerlandesa (de Nederlandse taal) ou o neerlandês (Loudspeaker.svg? Nederlands), conhecida também como língua holandesa ou holandês, é uma língua indo-europeia do ramo ocidental da família germânica. É falada por cerca de 25 milhões de pessoas nos Países Baixos (em linguagem corrente designada como Holanda), no norte da Bélgica, no Suriname, em Aruba, em Curaçao, em São Martinho, nos Países Baixos Caribenhos e também por certos grupos no extremo litoral nordeste da França e na Indonésia.

A língua neerlandesa é popularmente denominada "língua holandesa",[2] mas tecnicamente o holandês é um dialeto do neerlandês, falado na região chamada Holanda, que hoje é constituída por duas províncias dos Países Baixos. Contudo, ambas as formas estão corretas.[3] As variações do neerlandês faladas na Bélgica são comumente denominadas flamengo.

História

O neerlandês procede do baixo frâncico antigo (cerca de 400-1100), língua associada aos povos que do séculos IV ao IX viviam nos territórios atualmente ocupados pelos Países Baixos, pela Bélgica, pelo norte da França e pelo extremo noroeste da Alemanha, excetuando-se os frisões e saxões no norte e no leste dos Países Baixos e no noroeste da Alemanha. O baixo frâncico ou francônio também é conhecido como neerlandês antigo. O período crucial do contato entre falantes germânicos do Mar do Norte e os procedentes do sul ou francônios ocorreu entre os séculos VII e VIII e foi o resultado da expansão merovíngia e carolíngia até as regiões germânicas da costa ocidental do Mar do Norte. Há pouquíssimos registros diretos desta língua, umas partes dos Salmos e poucas palavras e frases, ao contrário de sua sucessora, o neerlandês médio (cerca de 1100-1500), especialmente a partir do século XII e nos dialetos ocidental (flamengo) e central (brabanção), ambos representantes das zonas meridionais mais prósperas, sendo do primeiro os textos mais numerosos.

O predomínio cultural e econômico das cidades flamengas foi especialmente grande durante o período do neerlandês médio e as influências linguísticas de Flandres podem ser apreciadas em documentos originários de outras regiões. No século XV as cidades do Brabante começam a superar as cidades flamengas em importância, predomínio que no século XVI se desloca para Amsterdã e outras cidades dos Países Baixos/Holanda, como consequência de sua independência do domínio espanhol. Durante o século XVII se cria uma variante genuinamente normativa que na língua escrita retém fortes influências de Flandres e do Brabante. Sob o domínio estrangeiro a língua perdeu espaço nas províncias meridionais e nos séculos XVIII e XIX foi relegada à condição de língua rústica, sendo o francês a língua normativa, mas esta situação foi corrigida pela ação política durante o século XX.

O neerlandês normativo é uma variedade do neerlandês moderno (a partir de 1600) baseado principalmente no dialeto de Amsterdã(o), já que esta cidade se converteu na capital do país independente.

A língua foi e é conhecida sob vários nomes; por exemplo, na Idade Média era chamada diets(ch) ou duits(ch), de onde deriva seu nome em inglês (dutch); no Renascimento era conhecida como nederduits(ch), literalmente baixo alemão, o que reflectia a sua estreita ligação com os falares do norte da Alemanha, e marcava a diferença com o "alto alemão", falado na parte sul da Alemanha e que ia tornar-se a língua oficial deste país. Quando as províncias se uniram para formar o país, a designação da língua passou para "Nederlands" - um exemplo de como a designação da língua segue a constituição de um país. Convém salientar que o nederlands como língua estandardizada e oficial coexiste com uma série de dialectos, como o hollands (holandês) falado nas províncias do mesmo nome, o vlaams (flamengo) falado em pouco mais da metade da Bélgica, ou o "limburgs" falado na Província de Limburg, no extremo sudeste do País. Convém salientar que o frisónico, falado nalgumas ilhas junto da costa norte dos Países Baixos e da Alemanha adjacente não é um dialecto do neerlandês, mas uma língua própria, aparentada ao antigo inglês.