Kilimanjaro

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Kilimanjaro
Vista do Kilimanjaro, a partir do Parque Nacional de Amboseli, no Quênia
Kilimanjaro está localizado em: Tanzânia
Kilimanjaro
Kilimanjaro, Tanzânia
Coordenadas3° 3' 54.99" S 37° 21' 32.67" E
Altitude5891,8[1] m (19 330 pés)
Proeminência5881 m
Isolamento5 509 km
ListasUltra
Sete cumes
Sete cumes vulcânicos
Ponto mais alto de um país
LocalizaçãoTanzânia Kilimanjaro, Tanzânia
CordilheiraNenhuma
Primeira ascensão6 de outubro de 1889 por Hans Meyer, Ludwig Purtscheller e Johannes Kinyala Lauwo
Rota mais fácilEscalada via Marangu, Rongai ou Machame

Monte Kilimanjaro ou monte Quilimanjaro (Oldoinyo Oibor, que significa montanha branca em Masai, ou Kilima Njaro, montanha brilhante em kiswahili), localizado nas coordenadas 3º07' S e 37º35' E, no norte da Tanzânia, junto à fronteira com o Quénia, é o ponto mais alto da África, com uma altura de 5 895m no Pico Uhuru. Este antigo vulcão, com o topo coberto de neve, ergue-se no meio de uma planície de savana, oferecendo um espectáculo único[2].

O monte e as florestas circundantes, com uma área de 75 353 hectares, possuem uma fauna rica, incluindo muitas espécies ameaçadas de extinção e constituem um parque nacional que foi inscrito pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) em 1987 na lista dos locais que são Património da Humanidade[1].

O complexo do monte Kilimanjaro com as suas florestas, localizado entre 2°50'-3°20'S, 37°00'-37°35'E, tinha sido considerado uma reserva de caça pelo governo colonial alemão nos princípios do século XX, mas foi considerado uma reserva florestal em 1921, até que, em 1973, foi declarado como Parque Nacional.

Toponímia e etimologia

Vista leste do Kilimanjaro.

O nome utilizado para designar a montanha no seu conjunto escreve-se «Quilimanjaro», em português,[3][4] «Kilimanjaro» em inglês e «Kilimandjaro» em francês. Também é denominada, Ol Doinyo Oibor em maa, que significa «montanha branca» ou «montanha brilhante».[5] O seu nome foi adoptado em 1860, e provém do termo suaíli Kilima Njaro.[6] O nome Kilimanjaro foi objecto de vários estudos toponímicos, e o explorador e linguista alemão Johann Ludwig Krapf assumia-o como a «montanha do esplendor», sem maiores considerações.[7] Em 1884, Gustav Adolf Fischer, explorador e naturalista alemão, afirmava que njaro era um demónio do frio, ideia compartilhada pelo geógrafo Hans Meyer durante a sua escalada em 1889, no entanto, o termo njaro era apenas conhecido pelos habitantes da costa e não pelos que viviam nas regiões do interior, que só acreditavam em espíritos benfeitores.[7] O explorador Joseph Thomson foi o primeiro a assumir, em 1885, o significado de «montanha brilhante». Sob o pressuposto de que kilima se refira em suaíli a "montanha", para os próprios Wachagga a confusão deve-se ao facto de o termo devidamente utilizado para "montanha" em suaíli ser "mlima", e "kilima" um diminutivo que significa colina ou montanha pequena. É possível assumir que o diminutivo seja utilizado para se referir à montanha de um modo afectivo, ainda que seja difícil compreender porque um estrangeiro deveria querer expressar tal afecto. Njaro refere-se a brancura, a brilho em suaíli.[7] Por outro lado, na língua maa, ngaro ou ngare designa a água ou as fontes,[7] porém jaro também pode significar, em kichagga, uma caravana; e uma teoria alternativa propõe como origem os termos kilmanare/kilemanjaare, kilelemanjaare ou mesmo kileajao/kilemanyaro, cujo significado é, respectivamente, «que vence ao pássaro» ou «o leopardo» ou «a caravana». Não obstante, este nome não terá sido importado até meados do século XIX pelos chagga, que tinham por hábito nomear separadamente cada um dos cumes conhecidos que compõem o conjunto do Quilimanjaro, tornando esta explicação anacrónica, pois o monte tem vários nomes.[7]

O Quilimanjaro é constituído por três cimos ou picos principais: o Shira, o Mawenzi (em kichagga, Kimawenze ou Mavenge, que significa «cume dividido», cuja aparência deu origem a uma lenda local)[7][8] e Kibo (em kichagga, Kipoo ou Kiboo, que significa «manchado», por causa duma rocha escura que sobressai por entre as neves perenes,[7] também chamado Kyamwi, «luminoso»).[8] Neste último reside o ponto culminante do conjunto, o pico Uhuru (em suaíli, «liberdade»). Anteriormente batizado como Kaiser-Wilhelm-Spitze, de 1889 a 1918, em homenagem a Guilherme II da Alemanha na sequência da colonização da África Oriental Alemã através da assinatura de vários tratados entre Carl Peters e os dirigentes locais, até à passagem de Tanganica sob administração do Reino Unido.[9]